} Crítica Retrô: O Grande Roubo de Trem

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Monday, April 30, 2012

Todos a bordo! Filmes com trens - Parte 1

Sugestão de consumo: Enquanto lê este post, escute esta obra-prima do compositor Heitor Villa-Lobos.

O trem foi um meio de transporte utilíssimo e que certamente marcou a vida de muitas pessoas. Acredito que vários leitores tenham doces memórias de viagens e passeios de trens. E entre essas lembranças, por que não incluir trens célebres do cinema?

Chegada do trem à estação (1895): O próprio cinema começou com um trem. Em 28 de dezembro de 1895 os irmãos Lumière projetaram suas primeiras películas. Reza a lenda que a chegada do trem assustou a plateia.   

O grande roubo de trem /The great train robbery (1903): Do primeiro filme ao primeiro faoreste. Em 1903, Edwin S. Porter rodou uma película de pouco mais de dez minutos que conta um engenhoso roubo de um trem. A cena final, com um ator atirando para a câmera, é famosa e, novamente, conta-se que causou frisson no público.

A General / The General(1927): As duas paixões de Johnnie (Buster Keaton) são sua namorada Anabelle (Marion Mack) e a locomotiva General. Quando ambas são raptadas por soldados do Norte durante a Guerra de Secessão, o covarde maquinista vai, sozinho, tentar resgatá-las.

O Expresso de Xangai / The Shanghai Express (1932): A bela Shanghay Lily (Marlene Dietrich) reencontra-se com o antigo amor, Donald Harvey (Clive Brook) durante uma viagem de trem de Xangai a Pequim. Esta é interrompida pelo ataque de bandidos, que ameaçam a vida de Donald, fazendo com que Lily tenha de agir para salvá-lo.

A Ceia dos Acusados / The Thin Man (1934): Embora o trem não seja fundamental, é no veículo que acontece o final do filme, e também onde começa e novamente termina sua sequência, “A Comédia dos Acusados / After the Thin Man”, de 1936. Quando Nick e Nora se beijam ao final do primeiro filme, o cão Asta esconde a cabeça entre as patas, cena que seria recriada no seriado “Casal 20”.

A Dama Oculta / The Lady Vanishes (1938): Uma garota rica conversa com uma governanta durante uma viagem de trem. Quando a velhinha desaparece no meio do trajeto, a garota começa a investigar o ocorrido, pois todos tentam convencê-la de que a senhora nunca esteve no trem.

Sombra de uma Dúvida / Shadow of a Doubt (1943): O clímax deste filme acontece em um trem, quando tio Charlie (Joseph Cotten) está indo embora e atrai Charlotte (Teresa Wright), com a clara intenção de livrar-se dela, pois a garota está desconfiada de que ele seja um assassino.

Pacto Sinistro / Strangers on a Train (1951): Hitchcock tinha alguma coisa com trens. É durante uma viagem numa locomotiva que o tenista Guy Haines (Farley Granger) e Bruno Anthony (Robert Walker) se conhecem. Bruno sugere uma troca de assassinatos: ele mataria a esposa de Guy e Guy, o pai de Bruno, de modo que nenhum dos dois crimes fosse descoberto.

Vale lembrar que a cena final de “Intriga Internacional / North by Northwest” (1959) também acontece num trem, lugar onde Roger O. Thornhill (Cary Grant) e Eve Kendall (Eva Marie Saint) se conhecem.

Quanto mais quente melhor / Some like it hot (1959): Logo que se juntam à banda rumo a Miami, Daphne (Jack Lemmon) e Josephine (Tony Curtis) viajam de trem com suas novas amigas. No meio da noite há incluive uma festinha na cabine de uma das meninas e, é claro, Daphne não hesita em entrar no clima. 

Monday, October 3, 2011

Clímax & Desfecho: os melhores finais do cinema

O fim coroa a obra, já diz meu avô. Muitos realizadores de cinema acreditam nessa máxima e, com ela em mente, criaram finais arrebatadores para grandes filmes, deixando multidões boquiabertas e uma sensação deliciosa em quem sai da sessão de cinema.  


The Great Train Robbery (1903): O primeiro faroeste causou frisson nas plateias do início do século XX. Pudera: seu icônico final mostra um ator apontando para a câmera e atirando. O ingênuo público gritava e corria tentando fugir dos tiros.


A Caixa de Pandora (1929): Lulu (Louise Brooks) é uma moça muito independente para seu tempo. Depois de seduzir vários homens, matar o marido, ir a julgamento e trabalhar num navio, ela tem um encontro sinistro na noite de Natal de 1888 em Londres.

Inimigo Público / The Public Enemy (1931): O filme que alerta a população sobre os perigos de se tornar um gangster está entre meus favoritos. O destino de Tom Powers (James Cagney) é selado de maneira surpreendente e moralista.


O Fugitivo / I am a fugitive from a chain gang (1932): Paul Muni foi preso injustamente. Depois de duas fugas espetaculares de um campo de trabalhos forçados, ele sorrateiramente revela para sua namorada que o sistema prisional não regenera através de uma frase de efeito ninguém e some na penumbra.


King Kong (1933): “A Bela matou a Fera”. O fim do macaco gigante que escalou o Empire State por amor foi triste, mas poético.


E o vento levou / Gone with the wind (1939): “Amanhã é outro dia!”. Sim, adolescentes obrigados a assistir ao filme contra sua vontade durante as aulas, Scarlett O’Hara voltou à estaca zero e está disposta a recomeçar com uma frase de efeito dita contra o crepúsculo ao som da trilha de Max Steiner.


Casablanca (1942): Mais um final conhecidíssimo e pouco convencional. Não deu para Ilsa (Ingrid Bergman) e Rick (Humphrey Bogart), embora sempre tivessem Paris. Em compensação, Rick e o Capitão Renault (Claude Rains) vislumbram o que pode ser o começo de uma bela amizade.


Fúria Sanguinária / White Heat (1949): Cody Jarrett (James Cagney) sobe em tanques de combustível durane uma fuga, avisa a mãe que atingiu o topo do mundo e... não se dá bem.


Crepúsculo dos Deuses / Sunset Boulevard (1951): Norma Desmond (Gloria Swanson) está pronta para seu close, Mr. DeMille. Close a ser filmado no hospício, provavelmente.


Anastácia, a princesa esquecida / Anastacia (1956): Constatando com alegria que a atração da festa se foi, a Imperatriz (Helen Hayes) diz que avisará a todos que o espetáculo acabou e que voltem para suas casas. Dado o recado, de fato o espetáculo cinematográfico tem seu fim.  


O sétimo selo (1957): A Morte (Bengt Ekerot) decide levar algumas pessoas para um passeio, tendo, inclusive, viajantes que decidem embarcar por conta própria. Uma cena / dança sinistra e inesquecível.


O Candelabro Italiano / Rome Adventure (1962): O final que deu origem a este artigo. Que garota não gostaria de ser recebida em um porto, depois de uma longa viagem de navio, por Troy Donahue com um candelabro e um buquê de flores?


No próximo post virão as menções honrosas de grandes finais cinematográficos!
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