} Crítica Retrô

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Monday, March 28, 2011

A Rainha do Mar (1952) / Million Dollar Mermaid (1952)

Quem seria mais adequada para viver uma nadadora pioneira do que Esther Williams? Nessa cinebiografia, na pele da campeã australiana Annette Kellerman (uau, quantas letras dobradas! Só perde para Tennessee Williams!), Esther conta a vida de uma pioneira nos trajes de banho de uma única peça e nos filmes, sem deixar de realizar acrobacias e nos entreter.

Who could be a better fit than Esther Williams to portray a pioneer swimmer? In this biopic, as the Australian champion Annette Kellerman (wow, so many double letters! Almost as many as Tennessee Williams!), Esther tells the life of a woman who pioneered in the bathing suits industry and at the movies, and also did acrobatics and entertained her public.


Com vocês, a biografada: Annette Marie Sarah Kellerman (1886 – 1975) foi uma nadadora australiana, campeã juvenil, artista do Hipodrome de Nova York em seu tempo de glória e estrela de cinema, tendo protagonizado o primeiro nu feminino total da história da sétima arte. Tentou atravessar o Canal da Mancha por três vezes, sem sucesso. Foi presa por atentado ao pudor ao usar uma única peça de banho na praia.

The subject of the biopic: Annette Marie Sarah Kellerman (1886-1975) was an Australian swimmer, juvenile champion, Hippodrome artist in New York at its most glorious days, and movie star. She was the subject of the first total frontal nude in the history of movies. She tried to cross the English Channel three times, but didn’t succeed. She was arrested for public indecency when she wore an one-piece bathing suit at the beach.



Felizes Coincidências: Esther Williams ganhou como apelido o título desse filme (nos EUA: a sereia de um milhão de dólares).
Tanto Williams quanto Kellerman fabricavam suas próprias roupas de banho, pois as de suas respectivas épocas não eram adequadas para a natação em frente às câmeras.

Happy coincidences: Esther Williams got her nickname from the film’s title.

Both Williams and Kellerman designed their own bathing suits, because the bathing suits in their respective times weren’t good enough to swim in front of the cameras.

ALERTA DE SPOILER: Quando há o acidente (fictício) com o tanque, Annette estaria gravando “A Filha de Netuno” (1914). Em 1949, Esther Williams fez um filme com o mesmo título, cuja crítica pode ser lida AQUI.

SPOILER ALERT: When there is a (fictional) accident with the water tank, Annette was supposed to be making “Neptune’s Daughter” (1914). In 1949, Esther Williams made a film with the same title, whose review can be found HERE.

A Crítica Retrô: Nenhum dos “aqua musicais” de Esther Williams figura como obra-prima ou filme essencial. São, sim, bons exemplos de entretenimento e, é claro, de uma bela mulher com força física e talento atlético. “A Rainha do Mar” tem bons momentos de romance, um grandioso balé aquático e um final, para mim, tenso: o que esperar quando o filme está acabando e uma tragédia é iminente?

The Retro Critic: None of Esther Williams’ “aquamusicals” can be considered a masterpiece or an essential film. They are, of course, good entertainment and show a woman with physical strength and athletic skills. “Million Dollar Mermaid” has nice romantic moments, a huge underwater ballet and an ending that is, to me, tense: what can you expect when the film is ending and a tragedy is imminent?

Para Sempre Liz Taylor

Ser fã de cinema clássico implica admirar vários artistas que já não estão mais entre nós. É não ver notícias e entrevistas recentes ou não ter a chance de encontrá-los em uma visita a Hollywood. Talvez isso nos poupe do sofrimento de perder nossos ídolos. No entanto, muitos dos representantes dessa era ainda estão entre nós, e sua perda é inevitável.
Nesses quase dois anos de iniciação à cinefilia clássica, vi perdermos muitos grandes nomes. Mas talvez Jennifer Jones, Jean Simmons, Lena Horne, Dennis Hopper, Blake Edwards, Betty Garrett ou Jane Russel não tenham doído tanto. O triste acontecimento desta semana significou o fim da época em que o cinema era mais inteligente e as estrelas eram mais interessantes.
Curiosamente, vários de seus filmes apresentam mortes iminentes. A pequena órfã tem uma pneumonia fatal em “Jane Eyre” (idem, 1944). A Rebecca de “Ivanhoé” (idem, 1952), acusada de bruxaria, está prestes a ser condenada à fogueira. A apaixonada sulista sofre de uma loucura que põe em risco a vida de toda a sua família em “A Árvore da Vida” (Raintree County, 1957). O patriarca tem uma doença terminal em “Gata em Teto de Zinco Quente” (Cat in a Hot Tin Roof, 1958). A única testemunha da morte do primo é atormentada pelas lembranças em “De Repente, no Último Verão” (Suddenly, Last Summer, 1959). Na vida real, ela foi uma batalhadora, uma sobrevivente, uma mulher maior que a vida.
Quando ela nasceu,em 1932, outras grandes lendas já estavam há tempos na ativa, como Mary Pickford, Lillian Gish, Greta Garbo e Katharine Hepburn. Mas Elizabeth Taylor não perdeu tempo: aos dez anos estrelava seu primeiro filme: “A Mocidade é Assim Mesmo” (National Velvet), ao lado de Mickey Rooney. Nos anos seguintes, foi dona de Lassie, jovem comportada do século XIX e uma garotinha encantadora. Aos 17 fez um ensaio nua. A garotinha estava crescendo.
E cresceu, transformando-se numa das mais belas mulheres do cinema. Ganhou dois Oscars, por “Butterfield 8”, em 1961, após três indicações infrutíferas consecutivas, e por “Quem tem medo de Virginia Woolf?”em 1968.Casou-se oito vezes, teve sete maridos, enviuvou aos 27 anos, roubou o marido de Debbie Reynolds, encontrou o amor de sua vida em Richard Burton. E tudo isso fez dela uma lenda.
Não digo que o cinema ficou órfão, mas, sim, viúvo: quem nunca se enamorou com o rosto de Liz Taylor? 

Tuesday, March 22, 2011

Sede de Viver / Lust for Life (1956)

Minha iniciação artística se deu com as pinturas de Van Gogh. E dá-lhe cópias de sua biografia e versões do quadro “O Quarto de Van Gogh em Arles”. Essas atividades ficaram em minha memória, e voltaram com força total assistindo à “Sede de Viver”, cinebiografia dirigida por Vincente Minnelli e estrelada por Kirk Douglas.

Com vocês, o biografado: Vincent Willen van Gogh (1853 – 1890) foi um pintor holandês que fez muito mais do que pintar girassóis e cortar a orelha esquerda. Foi um ativo pintor durante apenas cinco anos, deixando centenas de telas. Nome importante do pós-impressionismo (corrente preocupada em transmitir emoções nas pinturas), ao lado de Cézanne e de seu amigo Paul Gauguin, cada mudança nas pinceladas de suas obras representava uma mudança em sua conturbada vida. De gênio difícil, sempre atormentado e sofrendo com problemas mentais como outros membros da família, o pintor suicidou-se aos 37 anos, sem constituir família ou alcançar fama e fortuna.
Licença Cinematográfica: Algumas poucas notas referentes a detalhes (por exemplo, não é mostrado que Van Gogh enviou sua orelha cortada para uma mulher, embora esta apareça no filme). Isso mostra a perfeição do filme, uma biografia fidedigna do grande pintor.

A Crítica Retrô: “Sede de Viver” é uma obra-prima. Kirk Douglas, como Van Gogh, e Anthony Quinn, como seu amigo Gauguin, estão ótimos como homens de pavio curto e personalidade difícil, o que é um empecilho para a amizade deles. Quinn ganha o Oscar, merecido, é verdade, e talvez pela semelhança de temperamentos das personagens, a Academia tenha tirado o prêmio merecidíssimo de Kirk e dado para Yul Brinner em “O Rei e Eu”. Mesmo assim, fica a glória de Vincente Minnelli ter dirigido um belo drama e uma cinebiografia nota 10.

Friday, March 18, 2011

Mata Hari (1931)

A mais famosa espiã da história interpretada por uma das melhores e mais belas (entre outros elogios) atrizes de todos os tempos. Greta Garbo empresta seu ar misterioso à Mata Hari em uma jornada por seus últimos dias, cá entre nós, bem movimentados, com direito a um romance tórrido com Ramon Novarro e uma condenação à morte por fuzilamento depois de ser presa e julgada.

Com vocês, a biografada: Margeretha Geertruida Zelle (1876 – 1917) foi uma boa moça holandesa até o seu divórcio. Quando se separou do marido, um capitão em terras coloniais, voltou da ilha de Java e foi viver em Paris. Adotou o nome Mata Hari, que em malaio significa “olho da manhã” e passou a trabalha como cortesã e dançarina. Tendo vários clientes militares, se envolveu na Primeira Guerra Mundial, trabalhando como agente dupla, espionando tanto para a França quanto para a Alemanha. Presa em meados de 1917 e executada em outubro do mesmo ano, muito de sua vida permanece obscuro: foi espiã responsável pela morte de 50 mil franceses ou um bode expiatório sensual e livre demais para sua época?

Licença cinematográfica: Em nada Greta Garbo e Mata Hari se pareciam. Só na aura de mistério que sugeriam. A espiã tinha traços orientais, era morena e ... bem, não era tão perfeita quanto a atriz.
A maioria dos eventos retratados no filme são fictícios.
A Crítica Retrô
Mata Hari está aquém dos maiores sucessos de Greta Garbo, como Dama das Camélias ou Ninotchcka. Esse filme é, sobretudo, uma sinfonia da imagem. A dança sensual, o flerte, o caminho para a execução: são imagens que ficam em nossa mente, não a trama. Mesmo que não seja fidedigna, é para esse propósito que veio a escolha de Garbo para o papel principal: construir a imagem misteriosa e sensual da mítica espiã. E, mais uma vez, Garbo desempenha perfeitamente seu papel.

Sunday, March 13, 2011

Ed Wood (1994)

Se há controvérsias sobre quem é o melhor diretor de cinema de todos os tempos, o nome de Ed Wood é unanimidade quando se trata do pior diretor. Seus filmes trash dos anos 50, no entanto, se tornaram Cult e hoje são reverenciados. Tim Burton, em 1994, com um elenco conhecido e boa dose de talento, filmou a biografia em preto-e-branco desse homem que, ao que o filme indica, sonhava em ser o próximo Orson Welles.
Com vocês, o biografado: Edward Davis Wood Jr (1924 – 1978) dirigiu ou escreveu 30 filmes, em sua maioria de baixíssimo orçamento, o que o obrigava a improvisar e reutilizar cenários, figurinos e materiais de efeitos especiais. Trabalhava com atores de feições caricatas e foi responsável pelos últimos filmes de Bela Lugosi, seu grande ídolo.

Licença Cinematográfica: Ed Wood nunca conheceu Orson Welles. No filme, é depois de ouvir algumas palavrinhas de incentivo de Welles que Wood decide fazer seu mais famoso filme: Plano 9 do Espaço Sideral.
Descobrimos que Wood se encontrou com Bela Lugosi pela primeira vez quando este tinha 74 anos. No entanto, Bela faleceu aos 73.
Coisa de cinema: Assim como mostrado no filme, Ed Wood gostava de se vestir de mulher. Ele dizia que estava usando lingerie feminina durante uma importante missão da Segunda Guerra Mundial. Seu primeiro casamento jamais foi consumado, pois sua mulher descobriu que ele usava sutiã na noite de núpcias.
Mais um ponto para Tim Burton: Ed sempre foi um grande otimista!
Ed dizia que Plano 9 do Espaço Sideral era seu maior orgulho, mas Glen ou Glenda? era um relato de sua vida.
Para terminar, um pequeno vídeo de Ed Wood. Divirtam-se!

Tuesday, March 8, 2011

Cinema & Carnaval

Talvez nem todo cinéfilo goste de carnaval. Eu, pessoalmente, prefiro procurar um bom filme a cair na folia. Mas este ano minha paixão pessoal misturou-se a uma das paixões nacionais com muito estilo. No desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro (um espetáculo à parte ao qual eu nunca  tenho paciência de assistir) duas escolas homenagearam o cinema. Enquanto a Unidos da Tijuca, campeã de 2010, lidou com os filmes de terror e causou espanto com sua comissão de frente, o Salgueiro falou sobre o cnema no Rio, sem deixar de ser um pouco internacional. Logo no início do desfile desta, muitas pessoas vieram vestidas de personagens notáveis, que os comentaristas não foram capazes de identificar para os telespectadores, como Barbra Streisand em Funny Lady e Geraldine Chaplin em Dr Jivago.

Por outro lado, em São Paulo, as escolas homenagearam os teatros. A Unidos do Peruche teve como tema o centenário do Teatro Municipal de São Paulo e a Unidos de Vila Maria fez seu enredo sobre o Teatro Amazonas, de Manaus.
Uma ótima prova de diálogo entre as diferentes manifestações artísticas! 

Sunday, March 6, 2011

A Canção da Vitória / Yankee Doodle Dandy (1942)

James Cagney, mais adorável do que nunca, na pele de um ator de vaudeville, astro da Broadway e, como pedia a época, um patriota exemplar. A interpretação de George M. Cohan lhe valeu um Oscar e a redenção após anos carregando a imagem do gangster durão e incorrigível. Mas será que tudo aconteceu como mostrado no filme?
Com vocês, o biografado: George Michael Cohan (1878 – 1942) foi um compositor, ator, dançarino, produtor... enfim, um faz-tudo da Broadway. Sua famosa frase de agradecimento nos tempos do vaudeville era: “Senhoras e senhores, meu pai agradece, minha mãe agradece, minha irmã agradece e eu agradeço”. Há uma estátua em tamanho real dele na Broadway.

Licença Cinematográfica:
A canção mais famosa diz “Sou um sobrinho de verdade do Tio Sam / Eu nasci no dia 4 de julho” ("I'm a real nephew of my Uncle Sam / I was born on the 4th of July"). Cohan não nasceu no dia do aniversário da independência das Treze colônias, mas sim no dia 3 de julho. Sua irmã Josie, no filme mais nova que ele, era na verdade dois anos mais velha.
O próprio mote do filme é falso: George não recebeu a Medalha de Honra do presidente, mas sim uma Medalha de Honra do congresso

George foi casado duas vezes, embora no filme só exista uma esposa, Mary. No entanto, nenhuma das cônjuges de Cohan se chamava Mary! Entretanto, uma das filhas dele tinha esse nome. No filme não são mostrados seus filhos.
Após a morte do pai,em 1917, George é tido como o último Cohan. No entanto, sua mãe ainda estava viva na época, só vindo a falecer em 1928.
Muitas peças são mostradas como produções contemporâneas entre si, sobrepondo os sucessos e fracassos do ator e produtor e desrespeitando a distância de tempo entre elas. Na verdade, se fosse como mostrado na sequência de letreiros, o cara usaria a Broadway toda só pra ele.
Após ver o filme em uma sessão privativa, o ilustre biografado teria dito: “Gostei do filme. Sobre quem era?”.  
Até a próxima! Lê ^_^

Saturday, March 5, 2011

É tudo verdade? – Especial Cinebiografias

Todos nós já vimos pelo menos um filme biográfico. Seja a realista autobiografia de Bob Fosse em “O show deve continuar”, ou as vidas de santos e personalidades históricos, como Joana D’Arc, Robin Hood,Lutero, Jesus, reis e rainhas, como “A Rainha”de Helen Mirren ou Elizabeth de Cate Blanchett. Alguns filmes biográficos me chamaram a atenção, pois contam apenas parte da vida dos biografados, deixando a platéia com um gostinho de “quero mais” e uma curiosidade latente. Neste mês, portanto, será a vez de um especial sobre cinebiografias. Preparados? Alguma sugestão?

Saturday, February 26, 2011

Preparação para Oscar – Poucas e Boas

Chegamos à parte final da preparação para o Oscar! Enquanto fazemos a contagem regressiva, vamos a pequenas e curiosas notas:
Vale o Peso em Ouro:
A estatueta pesa quase três quilos, é maciça e tem quase 40 centímetros de altura (cuidado!). Logo, seria útil para atacar um intruso. Até agora, no entanto, ninguém foi ferido por um golpe com um Oscar.
Origem do nome ‘Oscar’:
Para ser honesta, não há resposta definitiva. Algumas razões apontadas ao longo dos anos incluem Bette Davis comentando que a estatueta parecia com seu marido;  a executiva da Academia Margaret Herrick pode tê-la nomeado em homenagem ao tio; o chefão da MGM Louis B. Mayer também é um candidato e dizem que Walt Disney chamou-a de  Oscar in 1932. Esse tornou-se o nome oficial em 1939.

 “Ganhei!” (Não, você perdeu):
Em 1934, Will Rogers disse, “Venha receber, Frank!” O diretor Frank Capra subiu ao pódio e só então percebeu que o diretor Frank Lloyd tinha ganhado. Sem se sentir mal, Capra ganhou como Melhor Diretor no ano seguinte pelo filme Aconteceu Naquela Noite. Há uma história parecida com Humphrey Bogart: estava tão confiante com sua vitória em Casablanca que se levantou sem ouvir o nome do vencedor. Quando viu que outro estava subindo ao pódio, a saída foi aplaudir de pé.

Um Mito do Oscar:
Houve um boato maldoso de que Jack Palance disse o nome errado quando Marisa Tomei ganhou seu Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante em 1993 por Meu Primo Vinny. Um crítico de cinema maldoso espalhou o boato.


Um Oscar que ganhou um Oscar:
Oscar Hammerstein II (melhor canção, 1941, 1945)

Primeiro Filme a Cores a ganhar como Melhor Filme:
E o Vento Levou... (1939)

Último Filme Preto e Branco a ganhar como Melhor Filme:
A Lista de Schindler(1993)

É uma Tradição Familiar:
Três gerações dos Coppolas e dos Hustons conquistaram Oscars. Algumas tradições familiares são extravagantes!

Dirigindo-se para a Glória:
Laurence Olivier em Hamlet em 1948 e Roberto Benigni em A Vida é Bela em 1997.

Sempre Quase Lá:
Indicados cinco vezes, nunca ganharam: Alfred Hitchcock, King Vidor, Robert Altman e Clarence Brown.

Primeira Pessoa a Dizer “Não, Obrigado”:
Dudley Nichols recusou seu prêmio de Melhor Roteiro Adaptado por O Delator em 1935.

Pai, Mãe e filha Ganham:
Vincente Minnelli (Melhor Diretor, 1959); Judy Garland (Oscar Honorário,1940); Liza Minnelli (Melhor Atriz,1973).

Para quem domina bem o inglês e quer mais curiosidades o site oficial da Academia fez uma super retrospectiva desses 83 anos de Oscar. Ele ainda permitiu a interatividade através de perguntas diárias sobre cinema. A minha resposta foi escolhida como a melhor e está publicada na página da 28ª cerimônia, com meu nome do twitter (@startpreading)
Agora chegou a hora do tapete vermelho! Boa premiação a todos!
Lê ^_^

Thursday, February 24, 2011

Preparação para o Oscar – Os maiorais

Bom dia, leitores! Venho dar continuidade aos posts pré-Oscar. Hoje é dia de destacar grandes lendas do cinema: atores, diretores e países que ganharam o maior número de prêmios da Academia.

Mais prêmios de Filme de Língua Estrangeira:
A honra vai para a Itália, que ao longo dos anos ficou com 10 prêmios de 27 indicações (o que você esperava de um país com Fellini e De Sica?). A França (Truffaut, Resnais, Nouvelle Vague...) vem logo atrás com 9 Oscars e 35 indicações.

Filmes que ganharam mais prêmios:
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, Titanic e Ben-Hur conseguiram 11 Oscars cada. Em seguida vem Amor, Sublime Amor (West Side Story), ganhador de 10 Oscars.

Atriz com Mais Oscars:
A lendária e maravilhosa Katharine Hepburn foi uma recordista do Oscar. Em sua longa e ótima carreira, ela ficou com o Oscar de Melhor Atriz incríveis quatro vezes em 1932, 1967, 1968 & 1981. Meryl Streep está se aproximando  com 16 indicações (Melhor Atriz e Melhor atriz Coadjuvante) e duas vitórias.

Diretor com Mais Oscars:
Vai para a lenda John Ford, que conseguiu quatro vitórias em sua longa carreira.

Mais Oscars de Figurino:
A famosa Edith Head ganhou oito. Orson Welles certa vez disse: “Edith Head gives good costume”(não é um bom trocadilho se for traduzido...).

Atores que ganharam um Oscar mais de uma vez:
Spencer Tracy, Gary Cooper,Marlon Brando, Jack Nicholson, Fredric March, Dustin Hoffman e Tom Hanks ganharam dois Oscars cada. Jack Nicholson foi indicado incríveis12 vezes, ganhando três .

O homem com mais Oscars:
Ele pode ter sido um maluco antissemita, mas o Titio Walt Disney não fazia nada errado aos olhos da Academia. Ele ganhou 26 Oscars durante sua vida…de 64 indicações. Nada mal para um cara que não desenhava muito bem.

Levando tudo:
Apenas três filmes ganharam os cinco prêmios principais de Melhores Filme, Diretor, Ator, Atriz e Roteiro: Aconteceu Naquela Noite em 1935, Um Estranho no Ninho em 1976 e O Silêncio dos Inocentes em 1992.

Levando tudo 2:
O que há com o número 3? De novo, apenas três filmes ganharam em todas as categorias em que foram indicados: Gigi em 1959 e O Último Imperador em 1988, ambos com nove prêmios, e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, que ganhou 11.

Nos próximos dias, a última (e mais curiosa) parte!
Abraços, Lê ^_^
P.S.: Caramba! Nenhum comentário no último post? Fiquei triste! ;(

Sunday, February 20, 2011

Um comercial curioso

Boa tarde, leitores! Interrompe brevemente a série de preparação para o Oscar para mostrar algo interessante que encontrei outro dia na internet: um comercial da Volkswagen estrelando dois dos meus astros favoritos: Gene Kelly e Donald O'Connor!


Embora fique claro que trata-se de uma montagem, mesmo  para os leigos que não conhecem os dois dançarinos, achei uma boa iniciativa de trazer os clássicos para a nova geração!
O que vocês me dizem?
Abraços cinematográficos,
Lê ^_^

Wednesday, February 16, 2011

Preparação para o Oscar- Jovens & Senhores

Boa tarde, fiéis leitores! Em mais um post de contagem regressiva para a maior festa da indústria do entretenimento, vemos que nunca é cedo ou tarde demais para concorrer ao Oscar. Que o diga a jovem (mais jovem que eu) Hailee Steinfeld, de 14 anos, que concorre este ano como Melhor Atriz Coadjuvante por Bravura Indômita. Vamos às curiosidades!

Mais jovens ganhadores:
• A pessoa mais jovem a ganhar um Oscar foi Tatum O’Neal, que tinha 10 anos quando ganhou como Melhor Atriz Coadjuvante por “Lua de Papel” em 1974. Depois disso ela saiu de cena.
• A mais jovem pessoa a receber um Oscar de qualquer tipo foi Shirley Temple, aos 6 anos de idade em 1935. A Academia deu a ela um mini Oscar Honorário por ser uma boa garota (ih! Eu já iria perder nessa!) e entreter todos cantando The Good Ship Lollipop.
• A neozelandesa Anna Paquin ganhou como Melhor Atriz Coadjuvante em seu filme de estréia, O Piano. Ela tinha 11 anos. Hoje ela interpreta uma vampira (que novidade!) na série True Blood. .
• O mais jovem ganhador como Melhor Ator: Adrien Brody por O Pianista (aos 29 anos).

Os mais velhos vencedores:
• O comediante George Burns ganhou um Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante por The Sunshine Boys aos 80 anos.
• Em 1990, Jessica Tandy ganhou um Oscar de Melhor Atriz aos 81 por Conduzindo Miss Daisy.
• A mais velha pessoa a ganhar como Melho r Diretor foi Clint Eastwood aos74 por Menina de Ouro, seguido por Roman Polanski, que tinha 69 quando ganhou por O Pianista
• O mais velho a ganhar o Oscar de Best Ator foi Henry Fonda, por Num Lago Dourado. Ele tinha 76.

Mais Velhos Indicados Como Atores Coadjuvantes:
• Atriz Coadjuvante: Gloria Stuart – 87 anos (Titanic, 1997)
• Ator Coadjuvante: Hal Halbrook – 82 anos (Into the Wild, 2008)

Repararam como as fotos montaram um Clube da Luluzinha (só mulheres)? Esperem por mais novidades! Abraços,
Lê ^_^

Friday, February 11, 2011

Preparação para o Oscar – O pioneiro

Alô, cinéfilos de plantão! Estamos a poucos dias de conhecer os felizardos ganhadores do prêmio mais cobiçado do cinema. Mas nem sempre foi assim. Quando a premiação surgiu, era apenas chamada de “prêmio de mérito”. Mais do que isso: as primeiras estatuetas foram entregues em cinco minutos e não houve nem emoção: os vencedores tinham sido anunciados três meses antes do evento. Houve até um prêmio que hoje soa meio bizarro: Melhor Entretitulagem (nos filmes mudos, narração e diálogos aparecaim nos entrertítulos), que só durou aquele ano e foi para Joseph Farnham.Veja mais algumas curiosidades:


Primeiro Oscar de Melhor Filme:
Na primeira cerimônia não houve prêmio de Melhor Filme: foram dois: Produção (Asas) e Produção Artística e Notável (Aurora). No entanto, numa convenção posterior, Asas se tornou oficialmente o primeiro ganhador do prêmio devido às revisões nas regras do Oscar. E Adivinhe qual filme ainda é assistido e glorificado até hoje?


Primeiro Melhor Ator (protagonista): 
Emil Jannings (um conhecido simpatizante do Nazismo e, depois, publicitário da causa) ficou com o primeiro Oscar de Melhor ator por The Last Command (dirigido Josef von Sternberg, o queridinho da Marlene Dietrich).O ator tinha de voltar à Europa antes da cerimônia, por isso sua premiação foi adiantada, o que faz dele e primeiríssimo a receber o Oscar.


Primeira Melhor Atriz:
Janet Gaynor pode se gabar de ser a primeira Melhor Atriz, mas ganhou por seu árduo trabalho em 3 filmes: Aurora, sétimo Céu e Anjo das Ruas. Na foto, ela está com Frank Borzage, ganhador como Melhor Diretor - Drama. Janet disse na cerimônia : "se eu posso fazer isso, qualquer uma pode". Obrigada, Janet, por alimentar minhas esperanças! :)


Primeira Celebração e Apresentador:
A primeiríssima cerimônia de entrega do Oscar aconteceu em 16 de maio de 1929 no Hotel Roosevelt e o anfitrião foi Douglas Fairbanks (OK, o hotel era dele). Foi uma pequena reunião de 270 pessoas.


Isso é tudo, pessoal! Esperem por mais fatos curiosos sobre o Oscar!
Lê ^_^

Wednesday, February 9, 2011

Corrente de Prêmios

Olá! Alguns dias depois de receber uma honra jamais imaginada, estou aqui para compartilhá-la. Quem já passou antes por aqui pode já ter visto o selo aqui do lado. Fui agarciada com um selo de qualidade do Projeto Creativitè, dado para mim pela Daniela do blog Cinema Clássico.

Como tradição respondi a um questionário sobre cinema:
Um filme nacional: “Auto da Compadecida”.

Um diretor: Orson Welles.

Um ator estrangeiro: James Cagney.

Uma atriz estrangeira: Greta Garbo.

Um ator nacional: Tony Ramos e Lima Duarte.

Uma atriz nacional: Eva Wilma e Fernanda Montenegro.

Um(a) comediante: Charles Chaplin e Groucho Marx.

Um(a) dançarino: Fred Astaire e Gene Kelly. Cada um é mestre em seu estilo.

Um(a) cantor(a) de cinema: Judy Garland.

Uma dupla romântica: Katharine Hepburn e Spencer Tracy.

Um(a) coadjuvante: Walter Brennan em “Uma Aventura na Martinica”.

Um(a) ator/atriz infantil: Mickey Rooney.

Um ator belo: Marlon Brando.

Uma atriz bela: Greta Garbo e Audrey Hepburn.

Um compositor de cinema: Cole Porter.

Um fotógrafo de cinema: Gregg Toland.

Um livro sobre cinema: “501 filmes que merecem ser vistos”.

Uma revista impressa de cinema: A “Now Playing Guide” americana.

Um(a) vilão(ã): HAL 9000, em “2001, Odisseia no Espaço”.

Um mocinho: Robin Williams em “Patch Adams”.

Uma mocinha: Judy Holliday em “Nascida Ontem”.

Um gênero cinematográfico: Musical.

Um Seriado: “Seinfeld” e “The Big Bang Theory”.

Uma adaptação literária para o cinema: “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, 1956. Adaptado do romance de Júlio Verne.

Uma frase de cinema: Gene Kelly em “Cantando na Chuva”: “Dignidade. Sempre dignidade” (Dignity. Always dignity).

Uma premiação: Emmy. São uma delícia fora da temporada de premiações e têm todos aqueles shows e atores que eu acompanho no dia-a-dia.

Chorou assistindo: “Como Era Verde Meu Vale”. Não cheguei às lágrimas incontroláveis, mas foi depressivo.

O mais recente filme que viu e gostou: “Um Dia nas Corridas”, com os irmãos Marx.

Também como tradição, estou indicando mais ganhadores. Sim, trata-se de uma corrente de prêmios!
Por hoje é só!
Lê^_^



Sunday, February 6, 2011

Duas canções, uma melodia

Boa tarde, amigos cinéfilos! Talvez muitos de vocês tenham percebido a grande semelhança que há entre duas famosas músicas de filmes: “Be a Clown” e “Make ‘em Laugh”. Muitas vezes comecei a cantarolar uma delas e acabei emendando a outra.


“Be a Clown”é uma composição de Cole Porter para o filme “O Pirata”(The Pirate, 1948). É interpretada por Gene Kelly e Judy Garland.O filme foi produzido por Arthur Freed e Porter ficou muito agradecido por o produtor ter lhe dado mais uma chance no cinema após dois fracassos na Broadway.

“Make ‘em Laugh” é de autoria do produtor Arthur Freed e de Nacio Herb Brown e foi feita especialmente para o filme “Cantando na Chuva” (Singin’in the Rain, 1952), ao contrário das outras canções do filme, reaproveitadas dos arquivos da MGM da década de 1920. Ela é interpretada por Donald O’Connor, acompanhada de um vigoroso número de dança e comédia. Reza a lenda que não havia nada adequado para o número solo do ator, então um dos diretores, Stanley Donen, sugeriu que fosse criada uma música inspirada na de Cole Porter. Ele só não esperava que o resultado fosse tão similar ao original...




Sabemos que “Be a Clown” veio primeiro. Mesmo assim, Cole Porter nunca acusou ninguém de plágio, pois sabia que seu lugar no show business poderia ser ameaçado por uma reclamação.

Até a próxima,

Lê ^_^


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