} Crítica Retrô: Loretta Young

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Wednesday, January 6, 2016

Quando Tyrone conheceu Loretta...

Sempre que encontro uma foto de Loretta Young na internet, tenho de parar alguns segundos para admirar a beleza dela. O mesmo acontece quando há uma foto de Tyrone Power em qualquer rede social. E qual não foi minha surpresa ao descobrir que dois dos mais bonitos atores de Hollywood trabalharam juntos em cinco filmes.
Em 1937, Loretta Young era uma veterana do cinema. Nascida em uma família de artistas, ela participou de shows e de alguns filmes mudos com suas três irmãs (Georgiana, Polly Ann e Sally Blane). Seu nome de batismo era Gretchen Young, e foi creditada como Loretta pela primeira vez em 1928. Fez pre-Codes ousados como “O Passado de uma Mulher / Midnight Mary” (1933), contracenou com galãs da época e estava no auge da fama.
Em 1937 Tyrone Power dava seus primeiros passos em Hollywood. Vindo de uma linhagem de atores e sendo filho de um ator do cinema mudo, estreou no cinema em 1936, fazendo par romântico com ninguém menos que... Loretta Young. Ainda creditado como “Tyrone Power Jr.”, ele era a atração menor de “Ladies in Love”, mas sua beleza começou a chamar a atenção do público e no filme seguinte, “Lloyd's de Londres”, já era protagonista.
No ano de 1937, Tyrone e Loretta contracenaram em três comédias românticas de enredo previsível e algum charme. Em todas as produções Loretta usa roupas lindíssimas e o personagem de Tyrone protagoniza momentos cômicos estando bêbado.
Love is News” é um dos melhores filmes de que você nunca ouviu falar. Previsível, sim, mas cheio de momentos para gargalhadas (o filme peca apenas pela manutenção do estereótipo do personagem de Stepin Fetchit). Há cenas muito divertidas em uma prisão e também em um bar, onde Steve (Power) joga damas com copos cheios de cerveja no lugar das peças. Como a redação de um jornal é o cenário mais importante, o filme lembra “Jejum de Amor / His Girl Friday” (1940), e não é difícil imaginar Cary Grant no papel de Tyrone Power, Ralph Bellamy no lugar de Don Ameche e Rosalind Russell (ou mesmo Katharine Hepburn) em vez de Loretta Young.
O destaque de “Segunda Lua-de-Mel / Second Honeymoon” (1937) vai para um adorável guaxinim e para os dois coadjuvantes MacTavish (Stuart Erwin) e Joy (Marjorie Weaver). Tyrone e Loretta são apenas mais um ex-casal que descobre que o amor não acabou, ao estilo de (SPOILER) “Cupido é Moleque Teimoso / The Awful Truth”.
Ignorem a marca d'água
Prepare-se para “Café Metrópole” (1937): este é o melhor momento cômico da carreira de Power, com direito a sotaque russo e um monóculo. Sua função é seduzir e enganar Laura (Young) a mando de Victor (Adolphe Menjou), e a veia cômica o faz roubar a cena em vários momentos.
Já “Suez” (1938) é um drama histórico com ares de superprodução, cenários reproduzindo o Egito e um imenso tornado. Após ter seu pedido de casamento negado por Eugenie (Young), Ferdinand DeLesseps (Power) vai para o Egito como diplomata. Lá ele conhece a “moleca” Toni (Annabella) e tem a ideia de construir um canal para ligar o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo. Mas muitas brigas políticas, que tornam o filme um pouco cansativo, atrapalharão seus planos.
No set de seu último filme juntos, Tyrone Power conheceu a charmosa atriz francesa Annabella, que se tornou sua primeira esposa, apesar dos protestos de Darryl F. Zanuck, chefe do estúdio Fox. Há boatos de que foi Zanuck que impediu que um romance florescesse entre Tyrone e Loretta, algo confirmado pela filha de Loretta, Judy Lewis. Mas mais bonito que o amor da dupla nas telas foi a amizade verdadeira que surgiu fora delas. Nas palavras da própria Loretta Young:
This is my contribution to the Loretta Young Birthday Blogathon, hosted by Liz at Now Voyaging, Kayla at Cinema Dilettante and The Young Sisters Appreciation Group.
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