Em festas infantis,
programas de TV dedicados às crianças e, especialmente, no circo, os palhaços
são o grande destaque. Fazendo trocadilhos ou apenas gestos, com roupas
bufantes e muita maquiagem, eles fazem a alegria das crianças e de muitos
adultos. Mas nem tudo é riso: muitos palhaços já foram mostrados, pelo menos no
cinema, como criaturas demoníacas e em programas ou desenhos cômicos há sempre
uma personagem que tem medo de palhaços. Aliás, como Crítica Retrô também é
cultura, preciso dizer que o medo exagerado de palhaços é chamado coulrofobia. Não
importa sua vestimenta ou sua natureza boa ou má, os palhaços são parte
importante da galeria de personagens do cinema.
| Reconheceu o James Stewart? |
Koko, the clown: Max Fleischer estava
fazendo uma experiência com um aparelho denominado rotoscope e para isso fotografou seu irmão Dave vestido de palhaço.
Ele transformou essa imagem em desenho e desde 1919, Koko protagonizou centenas
de curtas, sendo o primeiro companheiro de cena de Betty Boop, criada em 1933.
Lágrimas de Palhaço /
He who gets slapped (1924): Depois de ser ridicularizado em público, o professor
Paul Beaumont (Lon Chaney) torna-se um palhaço que é estapeado para fazer o público rir. Ele se apaixona
pela bela Consuelo (Norma Shearer em seu primeiro papel como protagonista), mas
ela gosta do acrobata Bezano (John Gilbert), e mesmo assim o pai da moça quer
lhe arranjar um casamento com o arqui-inimigo do ex-professor. Lon Chaney
voltaria a interpretar um palhaço apaixonado em “Lugh, clown, laugh” (1928).
O Circo / The circus
(1928):
Após ser confundido com um ladrão e ir parar em um circo, o vagabundo (Charles
Chaplin) acaba no meio da apresentação dos palhaços e faz a maior confusão. O
que ele não esperava é que suas trapalhadas fizessem tanto sucesso com o
público.
O maior espetáculo da
Terra / The greatest show on Earth (1952): Buttons (James Stewart) é um palhaço
com o rosto sempre escondido por maquiagem e que tem um segredo sujo em seu
passado. Com um personagem tão interessante, o filme peca por não explorá-lo o
suficiente.
Scaramouche (1952): O título refere-se a
um personagem do teatro cômico popular da França pré-revolucionária, que nada
mais é que um palhaço com uma máscara de nariz pontudo. Não é à toa que André
(Stewart Granger) escolha este disfarce para escapar da fúria de um nobre (Mel
Ferrer), fazendo sucesso na companhia itinerante de sua namorada (Eleanor
Parker).
Poltergeist (1982): Assim como Chuck, o
boneco assassino, um brinquedo se transforma em pesadelo e assusta o público em
Poltergeist.
Palhaços Assassinos /
Killer Klowns from outer space (1988): Se existisse uma regra para julgar um filme
pelo título, ela seria: nunca confie num filme com as palavras “from outer
space”. Se Ed Wood já fez sua loucura no espaço sideral em 1959, imagine o que
acontece quando palhaços assassinos chegam do espaço.
It, uma obra-prima do
medo / It (1990): Com
mais de três horas de duração, esta minissérie inspirada em livro de Stephen
King conta a história de um grupo que tem de enfrentar o mesmo palhaço
demoníaco que viram na infância.
Os Simpsons – O filme:
Krusty,
o palhaço politicamente incorreto da série, também apareceu no filme.
O Palhaço (2011): Valdemar e Benjamim,
pai e filho, vividos por Paulo José e Selton Mello, são os palhaços Puro Sangue
e Pangaré num circo itinerante. Problemas começam a surgir quando Benjamim
acredita que não é mais engraçado.
Menção honrosa para o
Coringa, vilão de diversos filmes do Batman e que usa uma maquiagem de palhaço,
embora não faça palhaçadas. Personagem semelhante a ele visualmente aparece no
filme de 1928 “O homem que ri”.
Por fim, um vídeo
adorável com Gene Kelly e Judy Garland cantando “Be a Clown” no filme “O Pirata”.
Laço de incentivo à leitura
Minha querida amiga
Iza do blog Vintage Iz me passou este laço de incentivo à leitura. Nada poderia
ser tão propício para uma escritora! Preciso responder à pergunta: “Qual livro
você indicaria para uma pessoa começar a ler?”.
Bem, além de meu
livro de estreia “Escritos de Garota – Contos, crônicas e poemas dos 7 aos 17”
(propaganda básica), eu indico qualquer livro da coleção “Para gostar de ler”,
publicada pela editora Ática. Lançada em 1977, a coleção traz contos, crônicas
e poemas de consagrados autores brasileiros contemporâneos. Ela já sofreu
alterações estéticas e também devido à reforma ortográfica, e hoje conta com
mais de 40 volumes, além da coleção derivada “Para gostar de ler júnior”. Sendo
os temas e estilos bem variados, creio que haverá histórias para todos os
gostos, e começar com textos curtos é o melhor meio para formar um bom leitor.
Ao invés de passar o
laço para outros dez blogs, deixo o questionamento para todos os leitores que se
dispuserem a pensar: “Qual livro você
indicaria para uma pessoa começar a ler?”.
Falando em leitura, não deixem de ler minha entrevista para a Revista Innovative, disponível aqui.

