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Sunday, January 3, 2016

Resoluções Cinematográficas 2015 – Resultado

Eu consegui! Em janeiro, fiz uma lista com 15 clássicos que queria ver pela primeira vez em 2015, e com orgulho posso dizer que vi todos. É verdade que a maioria deixei pra dezembro, mas cumpri com minha resolução cinematográfica. E aqui estão 15 críticas em uma, de todos os filmes vistos neste pequeno e recompensador desafio:
Civilização / Civilization (1916): Nesta alegoria pacifista digna de D.W Griffith, o produtor e diretor Thomas H. Ince cria uma breve crônica da guerra, com direito a elaboradas batalhas. O conde Ferdinando, responsável por um submarino, se recusa a torpedear um navio cheio de civis e, após uma experiência de quase-morte e uma passeio no submundo, ele se torna um profeta da paz.
Harold, Neto Mimado / Grandma's Boy (1922): Harold é um garoto atrapalhado de 19 anos (sim, difícil de acreditar) que não consegue expressar seu amor por Mildred (Mildred Harris). Sua avó dá a ele um amuleto, que o avô havia usado durante a Guerra Civil, e Harold te sua vida mudada.
It (1927): Uma imagem vale mais que mil palavras, e um sorriso de Clara Bow vale mais que um milhão de palavras sedutoras. No filme que define sua persona e também a flapper dos anos 20, Clara mostra que doçura e atrevimento podem coexistir – e isto se chama “it”. Crítica completa AQUI.
A Paixão de Joana D’Arc (1928): Focado no julgamento da mártir francesa, o filme de Carl Theodor Dreyer é rústico – no melhor sentido. O sofrimento de Joana desperta instintos primitivos, causa indignação e mostra, em seus carrascos, o pior do ser humano – e o melhor do cinema.
White Zombie (1932): Um jovem casal, Neil e Madeleine, chega ao Haiti, onde se hospedam na mansão um homem rico e ciumento, Charles (Robert Frazer). Apaixonado por Madeleine (Madge Bellamy) e inconformado com o casamento, Charles contrata um feiticeiro (Bela Lugosi) para transformar a moça em um zumbi. Um pouco parecido com “A Morta-Viva / I walked with a zombie” (1943) no tema, o filme se destaca por seus audaciosos enquadramentos e closes sinistros nos olhos de Bela Lugosi.
Nada é Sagrado / Nothing Sacred (1937): O cinismo do mundo jornalístico virou drama nas mãos de Billy Wilder em “A Montanha dos Sete Abutres / Ace in the Hole” (1951) porque havia um repórter enganador e sua vítima. E quando não existe vítima, mas sim dois mentirosos? Então o resultado é uma ótima comédia. Crítica completa AQUI.
Jezebel (1938): Julie (Bette Davis) é uma moça caprichosa. Sem conhecer limites, ela escolhe um vestido chocante para ir com seu noivo, o responsável banqueiro Preston Dillard (Henry Fonda) ao mais importante baile de New Orleans. Preston rompe o noivado e vai para Nova York, e volta um ano depois, casado, no momento em que se inicia uma epidemia de febre amarela. Ambientado antes da Guerra Civil Americana, este filme incomoda por alguns estereótipos racistas, mas apresenta a melhor atuação de Bette Davis.
Atire a Primeira Pedra / Destry Rides Again (1939): A velha história do xerife que chega para moralizar uma cidade, mas se torna alvo de piadas da população. A única e improvável pessoa que acredita no xerife Destry (James Stewart) é a cantora do saloon, Frenchie (Marlene Dietrich). Foi um dos filmes responsáveis pelo renascimento do gênero western e da carreira de Dietrich. Crítica completa AQUI.
O Dragão Relutante / The Reluctant Dragon (1940): Este filme adorável é um tour pelos estúdios Disney ao lado de Robert. Walt Disney sabia criar mágica como ninguém, e a impressão que temos é que trabalhar na Disney é uma aventura sem fim, na qual cores são resultados de misturas químicas e desenhos ganham vida. Crítica completa AQUI.
Aniki Bóbó (1942): Em 2015, o impensável aconteceu: o maior diretor do cinema português faleceu. Manoel de Oliveira, centenário, já trabalhava na época do cinema mudo e “Aniki Bóbó” foi seu primeiro longa-metragem. O filme começa com uma criança caindo de um barranco e sendo atropelada por um trem, mas, surpreendentemente, não é um filme triste. Com um estilo neorrealista inovador, a história contada é da singela prova de amor que o menino Carlitos dá a Terezinha quando rouba uma boneca para dar para ela.
Os Melhores Anos de Nossas Vidas / The Best Years of Our Lives (1946): Voltar para casa e perceber que tudo mudou pode ser mais doloroso que morrer na guerra. É isso que descobrem três soldados da pequena cidade de Boone. Al (Fredric March) descobre que seus filhos cresceram e se tornaram estranhos para ele. Fred (Dana Andrews) percebe que a esposa é bem diferente do que ele se lembrava, e tem de domar uma paixão repentina pela filha de Al. Já Homer (Harold Russell) perdeu as duas mãos em um incêndio, e suas próteses o tornam motivo de olhares curiosos e o desencorajam a continuar a relação com a noiva. Este filme em uma só palavra? Belíssimo!
Festim Diabólico / Rope (1948): Dois estudantes matam um amigo da faculdade e, para completar a crueldade, escondem o corpo e dão uma festa – servindo o banquete em cima da arca que guarda o corpo! O objetivo dos assassinos era provar uma tese de um professor: que há pessoas mais inteligentes que merecem mais viver que outras pessoas.
Era uma vez em Tóquio / Tokyo Story (1953): A obra-prima de Iasujirô Ozu trata da velhice e do abandono, focando em um casal de idosos do interior que vai visitar seus filhos em Tóquio e descobre que, com suas novas famílias e afazeres, os filhos não têm mais tempo para os pais. “Era uma vez em Tóquio” não é tão bom para identificar os temas recorrentes de Ozu quanto “Pai e Filha / Late Spring” (1949), mas trata de um tema universal, ultrapassando fronteiras, culturas e décadas.
Hiroshima, Mon Amour (1959): Em 2015 vi o primeiro e o último filmes de Alain Resnais. “Hiroshima, Mon Amour” não é um filme fácil, mas sim um belo quebra-cabeça que, quando resolvido, ficará para sempre na sua memória. Até porque a memória é parte importante da narrativa do affair de uma atriz francesa (Emmanuelle Riva) com um arquiteto japonês (Eiji Okada) durante um dia de filmagens em Hiroshima.
Cleo from 5 to 7 (1962): Cleo (Corinne Marchand) tem de esperar quase duas horas para saber se tem um câncer. Enquanto ela não busca o resultado do exame no hospital, ela se mostra supersticiosa, se irrita com seus amigos, anda pela cidade e muda completamente ao se encontrar com um estranho no parque. E ainda há um pequeno filme mudo dentro do filme com a presença de Anna Karina e Jean-Luc Godard!
Assim como as outras blogueiras que fazem esta lista (Laura, Kristina, Bonnie, Liz), estou preparando uma lista de 10 clássicos para ver em 2016, e pretendo postá-la em breve!

Friday, October 23, 2015

It (1927)

Existem alguns filmes que mudam a história do cinema para sempre. “It” não introduziu uma estética, mas levou uma jovem atriz ao topo de Hollywood. Existem filmes que nos ensinam algo. “It” não ensina a flertar, mas mostra como a conquista pode ser um jogo divertido – e como a vida pode ser encarada com leveza e uma dose de coragem. “It” não foi um filme revolucionário, mas conseguiu definir perfeitamente uma era. Se você quiser saber como viviam as flappers e como começou a independência feminina nos loucos anos 20, este é o filme!

There are certain movies that change film history forever. “It” didn’t introduce any aesthetical trait, but took a young actress to the top of Hollywood. There are certain movies that teach us something. “It” doesn’t teach how to flirt, but shows how flirting can be a fun game – and how life can be faced with lightness and a dosis of courage. “It” wasn’t a revolutionary movie, but it could perfectly define an era. If you want to know how flappers lived and how female independence started in the 1920s, this is the film to watch!

Betty (Clara Bow) é uma funcionária de uma grande loja que sabe bem o que quer. Seu objetivo é conquistar seu novo patrão, Cyrus Waltham (Antonio Moreno). Muito decidida e bastante esperta, ela convida Monty (William Austin), grande amigo de Cyrus, para um jantar chique no Ritz. Basta usar um vestido customizado e muito charme e pronto: Betty atrai a atenção de Cyrus.

Betty (Clara Bow) is a clerk at a deparment store and knows exactly what she wants. Her goal is to conquer her new boss, Cyrus Waltham (Antonio Moreno). With this in mind and lots of wit, she invited Monty (William Austin), Cyrus’ good friend, for a fancy dinner at the Ritz. By just using a DIY dress and lots of charms the magic is made: Betty calls Cyrus’ attention.

Monty estava à procura de uma mulher com “IT”, com sex appeal, e encontrou isto em Betty. Ela usou o pobre Monty (que, coitado, pensava ter também “IT”) para fazer charme para o patrão, e a estratégia funcionou. Na noite seguinte, Betty e Cyrus se divertem na praia, em um parque de diversões com brinquedos estranhíssimos (“social mixer”????).

Monty was looking for a woman with “IT”, with sex appeal, and found this in Betty. She used poor Monty (who, poor thing, thought he also had “IT”) to ignite jealousy in her boss, and the strategy worked. The following night, Betty and Cyrus have fun at the beach, in an amusement park with very strange attractions (“social mixer”????).

Além de sedutora, Betty tem um bom coração. Sua companheira de quarto, Molly (Priscilla Bonner) está doente, sem poder trabalhar, e precisa sustentar o filho pequeno. Quando duas senhoras aparecem querendo levar o bebê para o orfanato, Betty não pensa duas vezes: “O filho é meu e eu tenho emprego para sustentá-lo!”. Ela inventa uma mentira e salva a amiga, mas Monty ouve a confissão – e não apenas ele: um jornalista (o jovem e esquálido Gary Cooper) anota tudo e publica a história. A seguir temos confusões, lágrimas, corações partidos e um clímax em um iate.

Besides being a seductress, Betty has a heart of gold. Her roommate, Molly (Priscilla Bonner) is sick, without a job and doesn’t have the means to support her infant child. When two women appear wanting to take the baby to an orphanage, Betty doesn’t think twice: “The child is mine and I have a job to support him!”. With this lie she saves her friend, but Monty hears the confession – not only him, but also a journalist (a young and very slim Gary Cooper) takes note of everything and publishes the story. To follow we have confusion, tears, broken hearts and a climax in a yacht. 

Gary Cooper

O filme deve todo seu valor a Clara Bow. Ela é simplesmente adorável, e ainda demonstra talento quando precisa derramar algumas lágrimas. Linda, risonha e charmosa, ela parece uma garota moderna, e é impossível não se apaixonar ou não se inspirar por seu jeito. Decidida, corajosa, inteligente, Betty não mede esforços para conseguir o que quer, mas sem abandonar a doçura e o tom de brincadeira. Há momentos em que eu gostaria de ser mais como Betty, e levar a vida com um misto de leveza e ambição, determinação e feminilidade. Betty tem “IT”. Clara Bow tinha “IT”. Será que nem todos nascem com “IT”? Ou será que houve um momento em que a humanidade deixou o “IT” escapar?

The film owes everything to Clara Bow. Sh is simply adorable, and also shows a lot of talent when she needs to cry. Pretty, always laughing, and charming, she looks like a modern girl and it’s impossible not to fall in love or get inspired by her ways. Resourceful, brave, intelligent, Betty goes all the way to get what she wants, but without losing the tenderness and the playfulness. There are moments I’d like to be like Betty, and live life with a mix of lightness and ambition, determination and feminility. Betty has “IT”. Clara Bow had “IT”. Maybe not everybody is Born with “IT”? Or maybe there was a moment when mankind let “IT” slip away?

Uma frase em particular mostra como Betty é uma personagem moderna. Enquanto defende a amiga Molly, Betty é questionada sobre onde está o pai de seu suposto filho. A resposta? “Não te interessa!”. Não há heroína de comédia romântica mais incrível que Betty!

One sentence in particular shows how Betty is a modern character. As she’s defending her friend Molly, Betty is asked about where is her supposed son’s father. The answer? “That’s none of your business!”. There is not a single romantic comedy heroine more amazing than Betty! 


Clara Bow pode ser a “It Girl”, mas quem lucrou realmente com o filme foi a mulher que inventou o “IT” (ou pelo menos que popularizou o termo, já usado por Rudyard Kipling): Elinor Glyn, autora de best-sellers escandalosos. É através de um artigo de Glyn na revista Cosmopolitan (propriedade do amigo íntimo de Elinor, William Randolph Hearst) que Monty descobre o significado de “IT” no filme, e a própria autora aproveita para fazer uma breve aparição no jantar no Ritz e explicar o que é “IT”. E “IT” tem um preço: Elinor recebeu 50 mil dólares para que o filme fosse feito ao redor do seu conceito de “IT”.

Clara Bow may be the “It girl”, but the person who got rich with the movie was the woman who invented “IT” (or at least made the word, already used by Rudyard Kipling, popular): Elinor Glyn, the author of scandalous best-sellers. It is through one article by Elinor Glyn at the Cosmopolitan magazine (a property of her close friend Willian Randolph Hearst) that Monty gets to know the meaning of “IT” in the movie and the author herself has a cameo at the Ritz dinner to explain what is “IT”. And “IT” has a price: Elinor received 50 thousand dollars so a movie could be made around her concept of “IT”.   

Todos os olhares deveriam ir para Clara Bow, mas William Austin também atrai a atenção e é a fonte de muitas risadas. Nascido na Guiana em 1884, William Austin estudou na Inglaterra, fez negócios em Shanghai e estreou no cinema em 1920. Seu irmão, Albert Austin, trabalhava como coadjuvante nos filmes de Charles Chaplin. “It”, entretanto, não foi o filme mais famoso de William Austin. Em 1943, ao interpretar o mordomo Alfred em um seriado do Batman, William reformulou totalmente a aparência do personagem, e o Alfred dos quadrinhos foi remodelado com base em William Austin.

All the eyes should be directed to Clara Bow, but William Austin also calls the attention and generates many laughs. Born in Guyana in 1884, William Austin studied in England, was a businessman in Shanghai and debuted in movies in 1920. His brother, Albert Austin, was a supporting player in Chaplin’s movies. “It”, however, wasn’t Austin’s most famous film. In 1943, playing the butler Alfred in one Batman serial, William totally reformulated the character’s appearance, and the Alfred from comic books was completely remodeled having as the basis the appearance of William Austin.

William Austin tinha "IT" / William Austin had "IT"

Perdido durante várias décadas, “It” (o filme, e não o charme) foi reencontrado em Praga, atual República Tcheca, nos anos 60. Carl Davis apreendeu perfeitamente o tom de brincadeira da película, compondo uma trilha sonora adorável nos anos 80. “It” é precursor das screwball comedies e melhor que qualquer comédia romântica atual – mas, acima de tudo, uma prova de que o passado é muito mais próximo de nós do que imaginamos – e de que devemos sempre perseguir nosso “IT”.

Lost during many decades, “It” (the movie, not the charm) was found again in Prague, currently Czech Republic, in the 1960s. Carl Davis perfectly understood the playfulness of the movie, composing a lovely soundtrack in the 1980s. “It” is a forerunner of screwball comedies and better than any modern romantic comedy - but, above all, a proof that the past is much closer to us than we think - and that we all must look for our “IT”.   


This is my contribution to The Silent Cinema blogathon, hosted by Crystal at In the Good Old Days of Classic Hollywood and Lauren Champkin!

Tuesday, February 5, 2013

Mas que palhaçada!


Em festas infantis, programas de TV dedicados às crianças e, especialmente, no circo, os palhaços são o grande destaque. Fazendo trocadilhos ou apenas gestos, com roupas bufantes e muita maquiagem, eles fazem a alegria das crianças e de muitos adultos. Mas nem tudo é riso: muitos palhaços já foram mostrados, pelo menos no cinema, como criaturas demoníacas e em programas ou desenhos cômicos há sempre uma personagem que tem medo de palhaços. Aliás, como Crítica Retrô também é cultura, preciso dizer que o medo exagerado de palhaços é chamado coulrofobia. Não importa sua vestimenta ou sua natureza boa ou má, os palhaços são parte importante da galeria de personagens do cinema. 
Reconheceu o James Stewart?
Koko, the clown: Max Fleischer estava fazendo uma experiência com um aparelho denominado rotoscope e para isso fotografou seu irmão Dave vestido de palhaço. Ele transformou essa imagem em desenho e desde 1919, Koko protagonizou centenas de curtas, sendo o primeiro companheiro de cena de Betty Boop, criada em 1933.
Lágrimas de Palhaço / He who gets slapped (1924): Depois de ser ridicularizado em público, o professor Paul Beaumont (Lon Chaney) torna-se um palhaço que é estapeado  para fazer o público rir. Ele se apaixona pela bela Consuelo (Norma Shearer em seu primeiro papel como protagonista), mas ela gosta do acrobata Bezano (John Gilbert), e mesmo assim o pai da moça quer lhe arranjar um casamento com o arqui-inimigo do ex-professor. Lon Chaney voltaria a interpretar um palhaço apaixonado em “Lugh, clown, laugh” (1928).
O Circo / The circus (1928): Após ser confundido com um ladrão e ir parar em um circo, o vagabundo (Charles Chaplin) acaba no meio da apresentação dos palhaços e faz a maior confusão. O que ele não esperava é que suas trapalhadas fizessem tanto sucesso com o público.
O maior espetáculo da Terra / The greatest show on Earth (1952): Buttons (James Stewart) é um palhaço com o rosto sempre escondido por maquiagem e que tem um segredo sujo em seu passado. Com um personagem tão interessante, o filme peca por não explorá-lo o suficiente.
Scaramouche (1952): O título refere-se a um personagem do teatro cômico popular da França pré-revolucionária, que nada mais é que um palhaço com uma máscara de nariz pontudo. Não é à toa que André (Stewart Granger) escolha este disfarce para escapar da fúria de um nobre (Mel Ferrer), fazendo sucesso na companhia itinerante de sua namorada (Eleanor Parker).
Poltergeist (1982): Assim como Chuck, o boneco assassino, um brinquedo se transforma em pesadelo e assusta o público em Poltergeist.
Palhaços Assassinos / Killer Klowns from outer space (1988): Se existisse uma regra para julgar um filme pelo título, ela seria: nunca confie num filme com as palavras “from outer space”. Se Ed Wood já fez sua loucura no espaço sideral em 1959, imagine o que acontece quando palhaços assassinos chegam do espaço.
It, uma obra-prima do medo / It (1990): Com mais de três horas de duração, esta minissérie inspirada em livro de Stephen King conta a história de um grupo que tem de enfrentar o mesmo palhaço demoníaco que viram na infância.
Os Simpsons – O filme: Krusty, o palhaço politicamente incorreto da série, também apareceu no filme.
O Palhaço (2011): Valdemar e Benjamim, pai e filho, vividos por Paulo José e Selton Mello, são os palhaços Puro Sangue e Pangaré num circo itinerante. Problemas começam a surgir quando Benjamim acredita que não é mais engraçado.
Menção honrosa para o Coringa, vilão de diversos filmes do Batman e que usa uma maquiagem de palhaço, embora não faça palhaçadas. Personagem semelhante a ele visualmente aparece no filme de 1928 “O homem que ri”.
Por fim, um vídeo adorável com Gene Kelly e Judy Garland cantando “Be a Clown” no filme “O Pirata”.

Laço de incentivo à leitura
Minha querida amiga Iza do blog Vintage Iz me passou este laço de incentivo à leitura. Nada poderia ser tão propício para uma escritora! Preciso responder à pergunta: “Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?”.
Bem, além de meu livro de estreia “Escritos de Garota – Contos, crônicas e poemas dos 7 aos 17” (propaganda básica), eu indico qualquer livro da coleção “Para gostar de ler”, publicada pela editora Ática. Lançada em 1977, a coleção traz contos, crônicas e poemas de consagrados autores brasileiros contemporâneos. Ela já sofreu alterações estéticas e também devido à reforma ortográfica, e hoje conta com mais de 40 volumes, além da coleção derivada “Para gostar de ler júnior”. Sendo os temas e estilos bem variados, creio que haverá histórias para todos os gostos, e começar com textos curtos é o melhor meio para formar um bom leitor.
Ao invés de passar o laço para outros dez blogs, deixo o questionamento para todos os leitores que se dispuserem a pensar: “Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?”.

Falando em leitura, não deixem de ler minha entrevista para a Revista Innovative, disponível aqui. 
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