} Crítica Retrô: Harold Lloyd

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Friday, August 9, 2024

Cinemaníaco (1932) / Movie Crazy (1932)

 

Eu amo filmes. E os filmes que eu mais amo são filmes sobre filmes. Eu considero “Crepúsculo dos Deuses” (1950) o melhor filme já feito, meu filme favorito de todos os tempos é “Nasce uma Estrela” de 1937 e eu também amo profundamente “Fazendo Fita” (1928). Por isso eu não poderia deixar passar a oportunidade de ver e escrever sobre “Cinemaníaco” (1932), que não é apenas um filme sobre filmes que conversa comigo, mas também aquele que é considerado o melhor filme falado de Harold Llloyd.


I love movies. And the movies I love the most are movies about movies. I consider “Sunset Boulevard” (1950) to be the best movie ever made, my favorite movie of all times is “A Star is Born” from 1937 and I also love deeply “Show People” (1928). That’s why I couldn’t miss the opportunity to watch and review “Movie Crazy” (1932), not only a movie about movies that talks to me, but also a film that’s considered Harold Lloyd’s best sound picture.

Começando com uma divertida gag visual que poderia ter sido usada nos filmes mudos, “Cinemaníaco” conta a história de Harold (Lloyd), para quem o cinema é tudo. Sua mãe (Lucy Beaumont) concorda com isso, mas seu pai (DeWitt Jennings) não gosta muito – da mesma maneira que meu avô não gostava muito da minha “mania”. Harold manda uma carta e uma foto para um chefe de estúdio, mas em vez de sua foto ele acaba anexando a imagem de outra pessoa. Ele é chamado para Hollywood e, sem saber do erro, lá vai ele!


Starting with a fun visual gag that could have been used in silent films, “Movie Crazy” tells the story of Harold (Lloyd), for whom cinema is everything. His mother (Lucy Beaumont) is OK with it, but his father (DeWitt Jennings) is unimpressed – the same way my grandfather wasn’t impressed with my “mania”. Harold sends a letter and a picture to a studio head, but instead of his picture he ends up annexing someone else’s photo. He is called to Hollywood and, not knowing the mistake, here he goes!

Assim que desembarca em Hollywood, Harold atrapalha uma cena que está sendo filmada, mas seu destino é a Planet Film Corporation, onde o Sr O’Brien (Spencer Charters) está esperando alguém diferente. O encontro deles é tempestuoso, como esperado, mas Harold tenta escapar – algo que não combina com seu desejo de se tornar astro do cinema.


Harold messes up with a scene being shot the moment he sets foot in Hollywood, but his final destination is Planet Film Corporation, where Mr O’Brien (Spencer Charters) is expecting someone different. Their meeting is tempestuous as expected, but Harold tries to escape – something that doesn’t match his desire to become a movie star.


Durante uma tempestade, Harold conhece Mary Sears (Constance Cummings). O primeiro contato é confuso por causa das trapalhadas de Harold, mas eles logo se tornam amigos. Mas eles já haviam se conhecido anteriormente: Mary é a atriz do filme que estava sendo rodado quando Harold chegou a Hollywood, e ele não a reconheceu porque ela usava uma peruca de cabelos negros no set de filmagem. No dia seguinte no estúdio, Mary está novamente usando a peruca e chama a atenção de Harold ao falar com um forte sotaque espanhol. Mary decide então brincar com a confusão da dupla identidade.


During a storm, Harold meets Mary Sears (Constance Cummings). Their beginning is shaky because of Harold’s clumsiness, but soon they become friends. But they had met before: Mary is the actress from the movie that was being shot when Harold first arrived in Hollywood, and he couldn’t recognize her because she was wearing a black wig on set. The following day at the studio, Mary is also wearing the wig and calls Harold’s attention by speaking with a heavy Spanish accent. Mary then decides to play with the mistaken identities.

Uma das minhas coisas favoritas em filmes sobre filmes é ver a fábrica de sonhos em ação, isto é, os bastidores de um estúdio de cinema. Também é ótimo ver alguém atuando mal de propósito. Você precisa ser um ator muito bom para atuar mal e fazer isso ser engraçado, mas não ridículo. O objetivo é a risada, não a vergonha.


One of my favorite things in movies about movies is seeing the dream factory in action, that is, the backstage of a film studio. It’s also great to see someone playing a bad actor. You’ve got to be a very good actor to act badly and make it funny but not ridiculous. The goal is the laugh, not the cringe.

No começo da crítica eu escrevi que a gag que abre o filme poderia ter sido usada no cinema mudo. O mesmo se prova verdade para muitas outras gags, como o sapato que é arrastado pela correnteza até o bueiro ou o cigarro que queima a cabeça de um homem calvo. As muitas trapalhadas causadas quando Harold veste a jaqueta de um mágico também funcionariam num filme mudo. A briga no clímax é tirada diretamente dos filmes mudos – de fato: a sequência é um remake de uma semelhante em “O Caçula” (1927), também de Lloyd.


In the beginning of the review I said that the gag that opens the film could have been used in silent cinema. The same is true to many other gags, like the shoe being taken by the rain to the sewer and the cigarette burning a bald man’s head. The many shenanigans caused by Harold wearing a magician’s jacket instead of his own also would work in a silent film. The climatic fight is another element taken directly from silent movies – and in fact it was: the sequence is a reworking of a similar one from Lloyd’s “The Kid Brother” (1927).

Cinemaníaco” é interessante para falar sobre diversidade no cinema. Há um personagem interpretado por Grady Sutton que é claramente gay – ou melhor, afeminado – porque ele sobe numa mesa e grita como uma mulher quando diversos ratos correm pelo chão durante um jantar chique. Há também dois personagens negros, a empregada de Mary, Besssie, e o valete no banheiro masculino. Ele é interpretado por Sam McDaniel, que não recebe crédito, enquanto a atriz que faz Bessie permanece não identificada no IMDb. Outro toque moderno, com ares feministas: o admirador de Mary, Vance (Kenneth Thomson), um ator bêbado, é um homem violento que diz em alto e bom tom que a mataria para que ela não namorasse outra pessoa.


Movie Crazy” is interesting to talk about diversity in film. There is a character played by Grady Sutton that is clearly coded as gay – or rather, effeminate – because he goes up a table and screams like a woman while several rats are running around on the floor during a dinner party. There are also two black characters, Mary’s maid Bessie and the men’s restroom valet. He is played by an uncredited Sam McDaniel, while the actress who plays Bessie remains unidentified on IMDb. Another modern touch, with feminist undertones: Mary’s admirer Vance (Kenneth Thomson), a drunk actor, is a violent man who says out loud that he would kill her to prevent her from dating someone else.


O diretor é Clyde Bruckman, também responsável pela continuidade. Um bem-sucedido escritor, Bruckman co-escreveu obras-primas como “Bancando o Águia” (1924) e “A General” (1926). Ele dirigiu 21 filmes, incluindo curtas de O Gordo e o Magro e os dois primeiros filmes falados de Harold Lloyd. Apesar de creditado como diretor, durante as filmagens de “Cinemaníaco” Bruckman esteve constantemente incapacitado por causa da bebida e Harold Lloyd teve de dirigir a maioria das cenas. Bruckman usou material de “Cinemaníaco” em seu último filme, “Conquistando a Muque” (1945) e foi processado por Lloyd por não ter lhe dado crédito. Em desgraça, Bruckman cometeu suicídio em 1955.


The director is Clyde Bruckman, who is also responsible for continuity. An accomplished writer, Bruckman co-write masterpieces such as “Sherlock Jr” (1924) and “The General” (1926). He directed 21 movies, including Laurel & Hardy shorts and Harold Lloyd’s first two talkies. Despite being credited as director, during the making of “Movie Crazy” Bruckman was often incapacitated by his alcoholism and Harold Lloyd had to direct most scenes. Bruckman used material from “Movie Crazy” in his last film, “She Gets Her Man” (1945) and was sued by Lloyd because of the lack of credits. Discredited, Bruckman committed suicide in 1955.

O diretor assistente é Gaylord Lloyd, irmão mais velho de Harold. Seu primeiro filme como ator foi em 1916 e em muitas ocasiões ele foi dublê do irmão, pela similaridade física, e comumente não recebia créditos. Gaylord tem cinco créditos como diretor assistente entre 1927 e 1932, todos em filmes de Harold.


The assistant director is Gaylord Lloyd, Harold’s older brother. His first film as an actor was in 1916 and in many occasions he doubled for his brother, with whom he looked a lot alike, and he was often uncredited. Gaylord had five credits as assistant director between 1927 and 1932, all in Harold’s films.

Cinemaníaco” foi feito por Lloyd para a Paramount. Ele havia trabalhado com Hal Roach desde 1914, quando desenvolveu o personagem Lonesome Luke. Harold e Roach seguiram caminhos diferentes em 1924, quando o comediante criou a Harold Lloyd Film Company, distribuindo seus filmes primeiro através da Pathé, depois através da Paramount.


Movie Crazy” was made by Lloyd for Paramount. He had been working with Hal Roach since 1914, when he developed the Lonesome Luke character. Harold and Roach parted in 1924, when the comic created the Harold Lloyd Film Company, distributing his films first through Pathé, then through Paramount.

Eu sou como a personagem de Harold Lloyd: Cinemaníaca. Mas, ao contrário dele e de tantos cinemaníacos, nunca tive vontade de fazer filmes. Assitir e escrever sobre eles é o que me faz feliz – e o que me salvou. Eu escrevi sobre como os filmes me salvaram em meu primeiro livro infantojuvenil, “Menina Bonita com Mania de Fita”, cujas ilustrações da talentosa Clara Assis evocam Marion Davies no já mencionado “Fazendo Fita”. Meu livro está disponível na Amazon.


I’m like Harold Lloyd’s character: Movie Crazy. But, unlike him and so many movie crazy people, I never got the urge to appear in or make movies. Watching them and writing about them is what makes me happy – and what saved me. I wrote about how movies saved me in my first children’s book, “The Movie Crazy Pretty Girl”, whose illustrations by the talented Clara Assis evoke Marion Davies in the aforementioned movie about movies “Show People”. My book is available on Amazon.



Friday, October 21, 2016

Slapstick à brasileira / Slapstick, Brazilian style

Trago verdades: os melhores cursos online sobre cinema são oferecidos pelo TCM em parceria com a Ball State University. Depois do grande sucesso e da maravilhosa experiência de aprendizagem em 2015 com o curso #NoirSummer, fiquei animadíssima ao descobrir que em 2016 seria oferecido o curso #SlapstickFall. Agora seria a vez de estudar o melhor da comédia física, e eu não poderia perder esta oportunidade. E, conforme fui aprendendo, vi alguns paralelos com o cinema brasileiro.


Let me tell the truth: the best online film courses are offered by TCM and Ball State University. After the massive success and wonderful learning experience that was #NoirSummer in 2015, I became ecstatic to find out that in 2016  the course to be offered would be themed #SlapstickFall. Now it'd be time to study the very best of slapstick, and I couldn't miss this opportunity. And, as I learned, I could see some things in common with Brazilian cinema.  



O curso foi, obviamente, centrado em Hollywood, com apenas um desvio para a França e as comédias de Jacques Tati. Isso não significou que não houve filmes de comédia dignos de nota em outros países, foi apenas uma escolha do canal, dos programadores e dos responsáveis pelo curso. Por isso, quero apresentar um pouco da era de ouro da comédia brasileira, não somente para os estudantes do curso, mas para todos os interessados.

The course was, obviously, Hollywood-centered, with only a small detour to France and Jacques Tati's comedies. This doesn't mean that there were no worthy comedy films made in other countries, it was only a choice made by the channel, the programmers and the ones responsible for the course. That's why I want to show this introductory post on Brazilian slapstick, not only for #SlapstickFall alumni, but to all that might be interested.


Nos anos 1950 e 1960, os críticos e especialistas norte-americanos consideravam que a era de ouro da comédia slapstick tinha sido a era do cinema mudo. O filme “Os Reis do Riso” de 1957, surpreendentemente aponta como os mais bem-sucedidos comediantes da época Laurel e Hardy, e isso em parte se deve ao sucesso tanto em filmes mudos quanto falados, e à duradoura relação com o público desenvolvida por anos e anos de reprises, em especial na televisão.

In the 1950s and 60s, critics and film connoisseurs from the US considered that the golden age of slapstick was the silent film era. The film “The Golden Age of Comedy”, from 1957, surprisingly points Laurel and Hardy as the most successful comedians of the time, and this is due to two factors: first, they were successful in both silents and talkies, and second, everybody knew them thanks to years and years of reruns of their features and shorts, in special on TV.


Hoje temos o tempo a nosso favor, e vemos de outra maneira esta época no slapstick. O filme-antologia de 1957 sequer citava Chaplin, Keaton e Lloyd, hoje considerados os três maiores comediantes do cinema mudo.

Today we have the benefit of time, and we see differently this age of slapstick. The anthology film made in 1957 didn't even cite Chaplin, Keaton and Lloyd, who are now considered the three biggest comedians in silent cinema.

Se a era de ouro da comédia americana foi a década de 1920, a era de ouro das comédias brasileiras foi a década de 1950. Um período auspicioso para o cinema como um todo, mas em especial para o slapstick 100% verde e amarelo: as chanchadas, filmes com humor ingênuo e vários números musicais. As chanchadas eram incrivelmente populares, apesar de ser consideradas um gênero vulgar pelos críticos. Algumas chanchadas eram, inclusive, paródias dos sucessos de Hollywood, como “Matar ou Correr” (1954, figura abaixo), paródia de “Matar ou Morrer” (1952), faroeste com Gary Cooper.

If the golden age of American slapstick was the 1920s, the golden age of Brazilian slapstick was the 1950s. It was a wonderful time for Brazilian cinema as a whole, but better for our slapstick: the 'chanchadas', films with naïve humor and a lot of musical numbers. The 'chanchadas' were very popular, although they were considered a lesser, vulgar genre by critics. Some 'chanchadas' were actually parodies of Hollywood films, like “Kill or Run” (1954, image below), a parody of “High Noon” (1952), a western with Gary Cooper.



E, assim como na Hollywood muda, o Brasil das chanchadas também teve sua trindade cômica principal. Os americanos tinham Chaplin, Keaton e Lloyd, nós tínhamos Mazzaropi, Ankito e Oscarito. Obviamente, havia outros tantos comediantes na época, com menos destaque ou cuja importância histórica diminuiu ao longo dos anos. Os americanos tinham, entre os representantes menores do slapstick, Charley Chase, Ben Turpin, Billy Bevan, Larry Semon, Harry Langdon, e também Mabel Normand. Os brasileiros tinham Costinha, Arrelia, Zé Trindade, Walter D'Ávila, Mesquitinha, e também Dercy Gonçalves.

And, just like in Hollywood, the Brazil from the 'chanchadas' also had their Big Three in comedy. The Americans had Chaplin, Keaton and Lloyd, we had Mazzaropi, Ankito e Oscarito. Obviously, there were many other comedians at the time, not so successful or not so historically important. The Americans had, among the lesser comedians, Charley Chase, Ben Turpin, Billy Bevan, Larry Semon, Harry Langdon, and also Mabel Normand. The Brazilians had Costiha, Arrelia, Zé Trindade, Walter D'Ávila, Mesquitinha, and also Dercy Gonçalves.

E a trindade cômica brasileira em muito se parece com a americana! Quer ver?

And the Brazilian Big Three had a lot in common with the American ones. Wanna see?


Charles Chaplin e Amácio Mazzaropi faziam filmes que misturavam comédia e drama, e que mexiam com as emoções no público. No começo da carreira, ambos estavam focados na comédia da moda, mas anos mais tarde desenvolveram sua persona cinematográfica, seu estilo próprio, e passaram a explorá-lo até o final de suas carreiras. Chaplin fez isto misturando risos e lágrimas em “O Garoto” (1921), e Mazzaropi começou a explorar mais assuntos sociais e dramas rurais a partir de “Jeca Tatu” (1959).

Charles Chaplin and Amácio Mazzaropi both made films mixing comedy and drama, and loved to play with the feelings of the audience. In the beginning of their careers, both did the kind of comedy that was in vogue, but years later they developed their film personas, an unique style, and explored it until the end of their careers. Chaplin did it by mixing laugh and tears in “The Kid” (1921), and Mazzaropi started exploring social issues and rural dramas after “Jeca Tatu” (1959).



Buster Keaton e Ankito (nascido Anchizes Pinto) eram os acrobatas. Ambos começaram a carreira fazendo acrobacias: Buster no vaudeville, Ankito no circo. Ankito foi, inclusive, cinco vezes campeão sul-americano de acrobacias. Nos filmes, ambos continuaram mostrando o lado atlético e sempre recebiam os golpes da vida com uma atitude blasé, despreocupada, até um pouco ingênua. Keaton sofreu alguns acidentes em sua carreira, e Ankito caiu de um prédio em construção durante as filmagens de “Um Candango na Belacap”, em 1960. Tudo sem maiores consequências. Ambos se dedicaram à televisão no final da carreira.

Buster Keaton and Ankito (born Anchizes Pinto) were the acrobats. Both started their careers doing acrobatics: Buster in vaudeville, Ankito at the circus. Ankito was even South American acrobatic champion for five times. At the movies, both showed their athletic side and always received the blows of life with a blasé, not worried, even naïve attitude. Keaton suffered a few accidents on set, and Ankito fell from a building during filming “Um Candango na Belacap”, in 1960. All without big consequences. Both worked on television later in life.


Harold Lloyd ganhou mais dinheiro que Chaplin e Keaton. E não havia concorrência na bilheteria quando um filme de Oscarito estava em exibição. Oscarito nasceu na Espanha, mas veio para o Brazil com um ano de idade, e aos cinco anos entrou para o circo. Oscarito fez uma dupla de sucesso com Grande Otelo, que se saía bem tanto no drama quanto na comédia. Em termos de sucesso, o filme “Esse Milhão é Meu” (1959) detém um recorde: levou 15 milhões de pessoas ao cinema, o equivalente a um quarto da população brasileira na época.

Harold Lloyd made more money than Chaplin and Keaton. And there was no place for anybody else when one of his films hit the theaters. Oscarito was born in Spain, but came to Brazil at age one and at age five he joined the circus. Oscarito was part of a successful duo with Grande Otelo, an actor brilliant in both drama and comedy. If you consider success, the film “This is my Million” (1959) set a record: it was watched by 15 million people, or one quarter of the Brazilian population at the time.



Você sabe aquele ditado: “O tempo voa quando você está se divertindo”? Foi isso que aconteceu com o curso #SlapstickFall. E a chanchada?, vocês devem estar se perguntando. Em 1962 a Atlântida, companhia cinematográfica mais associada ao gênero, produziu sua última chanchada. Um dos principais nomes do Cinema Novo brasileiro, Glauber Rocha, criticava agressivamente as chanchadas. A chanchada, entretanto, nunca morreu: como toda boa tradição no slapstick, ela ainda influencia o humor brasileiro.

Do you know that old saying: “Time flies when you’re having fun”? It was exactly what happened with the #SlapstickFall course. And what about the ‘chanchada’?, you must be asking yourselves. In 1962, Atlântida, the cinematographic company responsible for the most ‘chanchadas’, released the last film from this genre. One of the main names of Brazilian New Cinema, Glauber Rocha, aggressively criticized the ‘chanchadas’. However, the ‘chanchada’ never died: as any good slapstick tradition, it stil has an influence in Brazilian humor.   

Thursday, June 16, 2016

Harold Lloyd – um adorável nerd

Eu uso óculos. Na verdade, toda minha família usa óculos. Muitas pessoas que eu admiro usam óculos. E não é de se espantar que eu ache óculos um acessório sexy. Você talvez nunca tenha achado óculos sexy, mas eles realmente me atraem – em especial se estiverem no rosto de uma pessoa charmosa, simpática e de bom coração. E você provavelmente nunca achou Harold Lloyd sexy – mas eu o considero o mais fofo dos nerds do cinema mudo.
I wear glasses. In fact, my whole family wear glasses. Many people that I admire wear glasses. And it is not surprising that I think glasses are sexy. Maybe you have never thought glasses could be sexy, but they really attract me – especially if they are on the face of someone who is charming, nice and has a heart of gold. And you probably never thought Harold Lloyd could be sexy – but I consider him the cutest nerd of silent cinema.
O Harold Lloyd dos filmes mudos é o molde perfeito do loser. Ele é muito atrapalhado, sempre se torna alvo de gozação, mas está cheio de boas intenções e mantém sempre um grande sorriso no rosto.
Silent Harold Lloyd is the perfect example of the loser. He is very goofy, is always bullied and laughed at, but has a lot of good intentions and keeps a huge smile in his face.
Harold estreou no cinema em 1913, e a partir de 1915 ele passou a interpretar o personagem Lonesome Luke. Para atrair o público, na época e também agora, era preciso desenvolver uma persona identificável. Lonesome Luke era facilmente reconhecido por seu bigode, entretanto era muito semelhante ao vagabundo de Chaplin.
Harold entered the movie business in 1913, and in 1915 he started to play a character called Lonesome Luke. To attract the public, then and also now, some actors had to develop an identifiable persona. Lonesome Luke was easily indentified by his moustache, but he was very similar to Chaplin's tramp.
E foi quando Harold, com a ajuda de Hal Roach, desenvolveu um personagem original que ele encontrou seu lugar ao sol em Hollywood. Em 1917 surgiu o personagem “Glasses” - um garoto comum, que em muitos filmes recebia o nome de Harold. Em uma entrevista em 1962, Lloyd declarou sobre seus óculos: “eles mais ou menos me colocaram em uma categoria diferente porque eu me tornei um ser humano. Meu personagem era o garoto que mora na casa ao lado ou na sua rua, mas que ao mesmo tempo podia fazer todas as coisas malucas que fazíamos antes [com Lonesome Luke], mas era crível. Era algo natural e o romance era crível”.
And it was only when Harold, with Hal Roach's help, developed an original character that he found his place in the sun in Hollywood. In 1917 the character “Glasses” appeared – he was a regular boy, and in many films was named Harold. In an interview in 1962, Lloyd recalled about his glasses: “"it more or less put me in a different category because I became a human being. He was a kid that you would meet next door, across the street, but at the same time I could still do all the crazy things that we did before, but you believed them. They were natural and the romance could be believable."
São muitos os filmes, entre longas e curtas-metragens, em que Harold conquistou meu coração – e o do público também. São especialmente adoráveis os filmes em que Harold quer conquistar uma garota, mas não sabe muito bem como (por exemplo, em “Ask Father”, 1919, “Harold, Neto Mimado”, 1922 e as obras-primas “O Homem-Mosca”, 1923, e “O Calouro”, 1925). E há também os filmes com situações mais mundanas, como “Just Neighbors” (1919), que foi o primeiro curtas-metragem de Harold Lloyd que eu vi.
In many of his films, both shorts and features, Harold Lloyd conquered me – and also the audience. There are adorable films in which Harold tries to get a girl (like “Ask Father”, 1919, “Grandma's Boy”, 1922 and the masterpieces “Safety Last!”, 1923, and “The Freshman”, 1925). And there are also the films showing daily situations, like “Just Neighbors” (1919), the first short film I've ever seen from Harold.
É difícil apontar precisamente o que tornava esta persona de Harold Lloyd tão amável. Provavelmente era a maneira com que o público se identificava com ele, e torcia por ele. Talvez fossem mesmo os óculos. Mas o fato é que Harold é carismático e apaixonante. Afinal, não é à toa que Harold Lloyd e seu adorável loser de óculos tenha servido de inspiração para Clark Kent, o jornalista comportado mais famoso dos quadrinhos – e, secretamente, um herói. Igualzinho a Harold Lloyd.
It's difficult to point out precisely what made Harold Lloyd's persona so easy to love. It probably was because the public had an identification with him, and therefore rooted for him. Maybe it was the glasses, after all. The truth is that Harold is charismatic and lovely. And that's why Harold Lloyd and his cute loser with glasses were the inspiration for Clark Kent, the most famous well-behaved journalist from comic books – who was secretely a hero. Just like Harold Lloyd.
This is my contribution to the Reel Infatuation blogathon, hosted by lovely ladies Ruth and Maedez at Silver Screenings and Font and Frock.

Sunday, January 3, 2016

Resoluções Cinematográficas 2015 – Resultado

Eu consegui! Em janeiro, fiz uma lista com 15 clássicos que queria ver pela primeira vez em 2015, e com orgulho posso dizer que vi todos. É verdade que a maioria deixei pra dezembro, mas cumpri com minha resolução cinematográfica. E aqui estão 15 críticas em uma, de todos os filmes vistos neste pequeno e recompensador desafio:
Civilização / Civilization (1916): Nesta alegoria pacifista digna de D.W Griffith, o produtor e diretor Thomas H. Ince cria uma breve crônica da guerra, com direito a elaboradas batalhas. O conde Ferdinando, responsável por um submarino, se recusa a torpedear um navio cheio de civis e, após uma experiência de quase-morte e uma passeio no submundo, ele se torna um profeta da paz.
Harold, Neto Mimado / Grandma's Boy (1922): Harold é um garoto atrapalhado de 19 anos (sim, difícil de acreditar) que não consegue expressar seu amor por Mildred (Mildred Harris). Sua avó dá a ele um amuleto, que o avô havia usado durante a Guerra Civil, e Harold te sua vida mudada.
It (1927): Uma imagem vale mais que mil palavras, e um sorriso de Clara Bow vale mais que um milhão de palavras sedutoras. No filme que define sua persona e também a flapper dos anos 20, Clara mostra que doçura e atrevimento podem coexistir – e isto se chama “it”. Crítica completa AQUI.
A Paixão de Joana D’Arc (1928): Focado no julgamento da mártir francesa, o filme de Carl Theodor Dreyer é rústico – no melhor sentido. O sofrimento de Joana desperta instintos primitivos, causa indignação e mostra, em seus carrascos, o pior do ser humano – e o melhor do cinema.
White Zombie (1932): Um jovem casal, Neil e Madeleine, chega ao Haiti, onde se hospedam na mansão um homem rico e ciumento, Charles (Robert Frazer). Apaixonado por Madeleine (Madge Bellamy) e inconformado com o casamento, Charles contrata um feiticeiro (Bela Lugosi) para transformar a moça em um zumbi. Um pouco parecido com “A Morta-Viva / I walked with a zombie” (1943) no tema, o filme se destaca por seus audaciosos enquadramentos e closes sinistros nos olhos de Bela Lugosi.
Nada é Sagrado / Nothing Sacred (1937): O cinismo do mundo jornalístico virou drama nas mãos de Billy Wilder em “A Montanha dos Sete Abutres / Ace in the Hole” (1951) porque havia um repórter enganador e sua vítima. E quando não existe vítima, mas sim dois mentirosos? Então o resultado é uma ótima comédia. Crítica completa AQUI.
Jezebel (1938): Julie (Bette Davis) é uma moça caprichosa. Sem conhecer limites, ela escolhe um vestido chocante para ir com seu noivo, o responsável banqueiro Preston Dillard (Henry Fonda) ao mais importante baile de New Orleans. Preston rompe o noivado e vai para Nova York, e volta um ano depois, casado, no momento em que se inicia uma epidemia de febre amarela. Ambientado antes da Guerra Civil Americana, este filme incomoda por alguns estereótipos racistas, mas apresenta a melhor atuação de Bette Davis.
Atire a Primeira Pedra / Destry Rides Again (1939): A velha história do xerife que chega para moralizar uma cidade, mas se torna alvo de piadas da população. A única e improvável pessoa que acredita no xerife Destry (James Stewart) é a cantora do saloon, Frenchie (Marlene Dietrich). Foi um dos filmes responsáveis pelo renascimento do gênero western e da carreira de Dietrich. Crítica completa AQUI.
O Dragão Relutante / The Reluctant Dragon (1940): Este filme adorável é um tour pelos estúdios Disney ao lado de Robert. Walt Disney sabia criar mágica como ninguém, e a impressão que temos é que trabalhar na Disney é uma aventura sem fim, na qual cores são resultados de misturas químicas e desenhos ganham vida. Crítica completa AQUI.
Aniki Bóbó (1942): Em 2015, o impensável aconteceu: o maior diretor do cinema português faleceu. Manoel de Oliveira, centenário, já trabalhava na época do cinema mudo e “Aniki Bóbó” foi seu primeiro longa-metragem. O filme começa com uma criança caindo de um barranco e sendo atropelada por um trem, mas, surpreendentemente, não é um filme triste. Com um estilo neorrealista inovador, a história contada é da singela prova de amor que o menino Carlitos dá a Terezinha quando rouba uma boneca para dar para ela.
Os Melhores Anos de Nossas Vidas / The Best Years of Our Lives (1946): Voltar para casa e perceber que tudo mudou pode ser mais doloroso que morrer na guerra. É isso que descobrem três soldados da pequena cidade de Boone. Al (Fredric March) descobre que seus filhos cresceram e se tornaram estranhos para ele. Fred (Dana Andrews) percebe que a esposa é bem diferente do que ele se lembrava, e tem de domar uma paixão repentina pela filha de Al. Já Homer (Harold Russell) perdeu as duas mãos em um incêndio, e suas próteses o tornam motivo de olhares curiosos e o desencorajam a continuar a relação com a noiva. Este filme em uma só palavra? Belíssimo!
Festim Diabólico / Rope (1948): Dois estudantes matam um amigo da faculdade e, para completar a crueldade, escondem o corpo e dão uma festa – servindo o banquete em cima da arca que guarda o corpo! O objetivo dos assassinos era provar uma tese de um professor: que há pessoas mais inteligentes que merecem mais viver que outras pessoas.
Era uma vez em Tóquio / Tokyo Story (1953): A obra-prima de Iasujirô Ozu trata da velhice e do abandono, focando em um casal de idosos do interior que vai visitar seus filhos em Tóquio e descobre que, com suas novas famílias e afazeres, os filhos não têm mais tempo para os pais. “Era uma vez em Tóquio” não é tão bom para identificar os temas recorrentes de Ozu quanto “Pai e Filha / Late Spring” (1949), mas trata de um tema universal, ultrapassando fronteiras, culturas e décadas.
Hiroshima, Mon Amour (1959): Em 2015 vi o primeiro e o último filmes de Alain Resnais. “Hiroshima, Mon Amour” não é um filme fácil, mas sim um belo quebra-cabeça que, quando resolvido, ficará para sempre na sua memória. Até porque a memória é parte importante da narrativa do affair de uma atriz francesa (Emmanuelle Riva) com um arquiteto japonês (Eiji Okada) durante um dia de filmagens em Hiroshima.
Cleo from 5 to 7 (1962): Cleo (Corinne Marchand) tem de esperar quase duas horas para saber se tem um câncer. Enquanto ela não busca o resultado do exame no hospital, ela se mostra supersticiosa, se irrita com seus amigos, anda pela cidade e muda completamente ao se encontrar com um estranho no parque. E ainda há um pequeno filme mudo dentro do filme com a presença de Anna Karina e Jean-Luc Godard!
Assim como as outras blogueiras que fazem esta lista (Laura, Kristina, Bonnie, Liz), estou preparando uma lista de 10 clássicos para ver em 2016, e pretendo postá-la em breve!

Sunday, May 3, 2015

12 curtas-metragens mudos para alegrar seu dia

12 silent shorts to brighten your day

Você acordou atrasado para o trabalho? Tirou uma nota ruim naquela prova da faculdade? Seu cachorro comeu um pé do seu chinelo favorito? Você acabou de comprar um sorvete e o derrubou inteiro no chão? Em suma, você teve um dia ruim? Não se preocupe, porque eu tenho o remédio: você estará alegre novamente em menos de 30 minutos com estas pequenas e infalíveis comédias feitas há mais de 90 anos.

Did you wake up and discovered you were late for work? Did you get a bad grade at a college test? Did your dog eat your favorite slipper? Did you drop the ice cream you had just bought? Did you have a bad day? Don't worry, because I have the solution: you'll be happy again in less than 30 minutes with these short and infalible comedies made more than 90 years ago.

Os primeiros filmes da história do cinema (e, via de regra, os primeiros filmes das carreiras de grandes diretores) são curtas-metragens. Se as primeiríssimas projeções, ainda do século XIX, tinham apenas alguns segundos, nas primeiras décadas do século XX elas ficaram cada vez mais longas, elaboradas e divertidas. Comédias mudas de curta-metragem são doses de humor na medida certa para qualquer espectador.

The first films in move history (and, more often than not, the first film in the director's careers) are short films. If the very first exhibitions, still in the 19th century, lasted only a few seconds, in the first decades of the 20th century they became longer, more ellaborated and funnier. Short silent comedies are dosis of doozy perfect for any audience.

Aperte o play, você não vai se arrepender!

Press play and you won't regret it!

The Drunken Mattress (1906): Começamos com um filme dirigido por uma mulher, a pioneira Alice Guy-Blaché. Um homem bêbado (já aviso que mais filmes da lista incluem bêbados) entra em um colchão que está sendo fabricado. Depois de costurado, o colchão apresenta um comportamento estranho (eu não acredito que eu escrevi isto).

The Drunken Mattress (1906): we start with a film direct by a woman, the pioneer Alice Guy-Blaché. A drunken man (I'll already tell you that more films in this list involve drunken men) enters a mattress about to be sewn. After being sewn, the mattress has a weird behavior (I can't believe I wrote that).


The ? Motorist (1906): Ele não arranca muitas risadas, mas impressiona pelos efeitos especiais. Se Méliès havia ido à Lua em 1902, quatro anos depois W.R. Booth leva seus personagens não apenas para a Lua (que, novamente, tem um rosto animado), mas também pelos anéis de Saturno! Se piscar você perde um detalhe delicioso desta comédia primitiva.

The ? Motorist (1906): it may not be so funny, but it is a film with impressive special effects. If Méliès had traveled to the moon in 1902, four years later W.R. Booth takes his characters not only to the moon (who has an animated face once again), but also to the Saturn's rings! If you blink I'll miss a delightful detail in this early comedy.


Max takes tonics (1911): O ator francês Max Linder foi o primeiro grande astro internacional da comédia cinematográfica. A persona criada por ele é um homem muito elegante e louco por mulheres, que tem problemas por seus excessos. Em seu melhor filme, Max precisa tomar vinho como remédio, mas exagera na dose e acaba bêbado – e confuso.

Max takes tonics (1911): French actor Max Linder was the first big international comedy film star. His persona was of a very fancy man, a womanizer always in trouble for his excesses. In his best film, Max has to take wine as a medicine, but he exaggerates and ends up drunk – and confused.


An Interrupted Elopement (1912): Mabel Normand quer se casar com seu namorado, mas o pai dela não quer ver a filha casada com um “chorão”. Os amigos do pobre moço apaixonado sugerem que o casal fuja e oficialize a união com um padre. Mas o pai da moça vai atrás deles.

An Interrupted Elopement (1912): Mabel Normand wants to marry her boyfriend, but her father doesn't want to see his daughter married to a “cry-baby”. His friends suggest an elopement, but Mabel's father goes after the couple.


Pool Sharks (1915): O tema principal de muitas comédias (e outras obras de arte em geral) é o amor. E, em seu primeiro filme, W.C. Fields disputa o amor de uma mulher através de um jogo de sinuca. Apesar de ter um final abrupto, as sequências da sinuca fazem o filme valer a pena – mesmo que você não goste de jogar sinuca.

Pool Sharks (1915): The main theme of many comedies (and other art works in general) is love. And, in his film debut, W.C. Fields fights for the love of a woman through a pool game. Even though the film has an abrupt ending, the pool sequences make it worth watching – even if you don't enjoy playing pool.

One AM (1916): Esqueça o personagem vagabundo. Aqui Charles Chaplin chega tarde (e bêbado) à sua luxuosa casa. Poucos cenários, muitos obstáculos e apenas Chaplin em cena: os ingredientes para o melhor curta-metragem do ator (na minha humilde opinião).

One AM (1916): Forget the Tramp character. Here Charles Chaplin arrives late (and drunk) to his mansion. Few sets, a lot of obstacles and only Chaplin on the screen: the ingredients for the best short film in his career (in my humble opinion).


Coney Island (1917): Este é um filme de Fatty Arbuckle, mas sabe o que realmente importa? É que aqui Buster Keaton, o homem da cara de pedra, não apenas ri, mas gargalha... duas vezes!

Coney Island (1917): This is a Fatty Arbuckle vehicle, but do you know what really matters? It's that in this film Buster Keaton, the great stone face, not only smiles, but laughs... twice!

Ask Father (1919): Harold Lloyd quer apenas perguntar ao pai da mulher que ama se ela pode se casar com ele. Mas o homem é muito ocupado e trabalha em um escritório difícil de se infiltrar, cheio de funcionários e até armadilhas. E prova que Harold gostava de escalar prédios bem antes de “O Homem-Mosca”.

Ask Father (1919): Harold Lloyd only wants to ask for his girlfriend's hand for her father. But the old man is very busy and works in an office hard to get in, full of employees and traps. This film proves that Harold enjoyed climbing buildings way before “Safety Last!”.


The Electric House (1922): Esta lista poderia conter apenas filmes do genial Buster Keaton, mas preferi escolher apenas uma pequena e deliciosa comédia. O que acontece aqui é que Keaton, recém-formado, é contratado para projetar uma casa extremamente moderna. O problema é que ele não é engenheiro, houve uma confusão em uma troca de diplomas, mas ele aceita o desafio assim mesmo.

The Electric House (1922): this list could only have films from genius Buster Keaton, but I decided to choose only one little and delightful comedy. What happens here is that Keaton, recently graduated from college, is hired to build a very modern house. The trouble is that he is not an engineer, there was a mistake involving his diploma, but he decides to get the job.


Felix in Hollywood (1923): Este filme é o máximo. O gato Félix (ele mesmo que você está pensando) vai a Hollywood com seu dono, um aspirante a ator, e lá conhece as versões animadas de Charles Chaplin, Ben Turpin, Gloria Swanson, Douglas Fairbanks e William S. Hart.

Felix in Hollywood (1923): This film is wonderful. Felix the cat (yes, THAT Felix the cat) goes to Hollywood with his owner, an aspiring actor, and there he meets animated versions of Charles Chaplin, Ben Turpin, Gloria Swanson, Douglas Fairbanks and William S. Hart.


It’s a Gift (1923): Conheci este curta divertido através de um trabalho detetivesco que me foi dado pelo leitor Martin Carone dos Santos. Ele queria saber qual comediante do cinema mudo era chamado de “cara linda” no Brasil. Depois de uma pequena descrição de um filme com ele, descobri a identidade do “cara linda”: é Snub Pollard, que aqui interpreta o excêntrico cientista que inventa um carro movido a ímã.

It's a Gift (1923): I got to know this fun short through an investigative work that a reader gave me. He wanted to know which silent comedian was nicknamed “pretty face” in Brazil. After a small description of a film starring him, I discovered the true identity of “pretty face”: he is Snub Pollard, who plays in this film the ecentric scientist who invents a car powered by a magnet.


Leave 'Em Laughing (1928): um humor simples, que agrada a todas as pessoas, de todas as idades. Com Leo McCarey como assistente de direção, o curta-metragem apresenta Stan Laurel com dor de dente (esta é a origem da bela foto que enfeitava o apartamento de Joey e Chandler em FRIENDS) e os efeitos que o gás hilariante do dentista causam na dupla de amigos. Mas fica a dúvida: por que Laurel e Hardy dormem na mesma cama?

Leave 'Em Laughing (1928): a simple humor that pleases people of any age, from any place. With Leo McCarey as assistant director, the short film has Stan Laurel with a toothache (this is the origin of the big photo hanging in Joey and Chandler's apartment in FRIENDS) and the effects that the laughing gas used by the dentist cause in the duo. But there is still a doubt: why do Laurel and Hardy sleep in the same bed?



This is my contribution to Shorts! A Tiny Blogathon, hosted by blogathon Jedi Fritzi at Moveis, Silently.
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