} Crítica Retrô: realeza

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Tuesday, May 10, 2011

A Rainha / The Queen (2006)

Passados alguns dias da febre Real que tomou conta das notícias, vamos a um dos mais famosos filmes recentes sobre a realeza britânica, que rendeu a Helen Mirren o Oscar de Melhor Atriz. Aqui, Elizabeth II é retratada como a maioria de nós a imaginamos: uma mulher sóbria e séria, sempre seguindo o protocolo real.
God save the Queen: Elizabeth Alexandra Mary (1926) é a atual rainha da Inglaterra. Subiu ao trono há 59 anos, em 1952, após o falecimento de seu pai, o rei George VI (o rei gago do filme O Discurso do Rei). Chegou a servir, antes da coroação, no Exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial. É a monarca inglesa que mais tempo viveu até hoje e a segunda com o mais longo reinado. Foi também a primeira rainha a enviar um e-mail, em 1976 e, dizem, é fã de produtos de alta tecnologia.
Licença Cinematográfica: Tudo o que é mostrado em “A Rainha” veio de informações e conversas com pessoas próximas à família real na época da morte de Diana. No entanto, a emblemática e simbólica sequência da caça ao veado é fictícia. Segundo o diretor brasileiro Fernando Meirelles, ela não tem simbologia definida: cada telespectador tira sua própria conclusão sobre ela.
Muitos erros já esperados aconteceram, por exemplo, o uso de equipamentos e modelos de carro inexistentes na época. No entanto, há algo curioso sobre os telefones: a maioria deles é muito obsoleta pra a época!
É bom saber: Para dar um ar de contraste, as cenas da família real foram gravadas com câmeras 35mm (próprias e comuns do cinema, mais grandiosas) e as da família de Tony Blair com câmeras 16mm (próprias e comuns da televisão, mais próximas do telespectador).   
Helen Mirren se transformava de tal maneira na Rainha que os componentes da equipe técnica costumavam ficar calados e em posição rígida e respeitosa quando ela estava presente no set.
Embora já tenha se encontrado com Helen Mirren duas vezes, a Rainha Elizabeth nunca assistiu ao filme.

Sunday, May 1, 2011

Rainha Cristina / Queen Christina (1933)

Depois que o som chegou ao cinema e sua voz forte foi ouvida, Greta Garbo ganhou apenas papéis de mulheres nobres e sofisticadas. Por isso a escolha de Garbo para viver a determinada rainha sueca foi imediata. E muito certa!
Com vocês, a biografada: Cristina I da Suécia (1626-1689) foi rainha durante 10 anos. Logo após assumir, conseguiu firmar tratados de paz com Dinamarca e Noruega. No entanto, tomou decisões que desagradaram outros membros da corte. Jamais se casou e passou a coroa para seu primo. Após o fim de seu reinado, a Suécia excluiu por mais de 300 anos as mulheres na linha de sucessão ao trono. A própria Cristina acreditava que mulheres não deveriam governar países.  
Licença Cinematográfica: Rainha Cristina abdicou do trono para se converter ao catolicismo (era protestante). Mas, convenhamos: é muito mais bonito para o cinema abdicar para viver um grande amor, não?
Ao contrário do que mostra o filme, a rainha não subiu ao trono ainda criança. Era herdeira legal já aos 9 anos, mas foi aos 16 que foi convidada a participar do governo pela primeira vez, o que ela recusou, esperando até os 18 anos para ser coroada.
É bom saber: Pela última vez Greta Garbo e John Gilbert formaram um par romântico. Mas Gilbert foi a segunda opção: por sugestão de Garbo o estúdio trouxe Laurence Olivier para o papel. No entanto, não rolou química entre os dois. O estúdio pagou Olivier e o mandou, tristonho, de volta à Inglaterra.
A cena de sedução entre Garbo e Gilbert foi cronometrada para que o resultado fosse o melhor possível. E foi: nunca a exótica mistura de masculinidade e magnetismo feminino de Greta Garbo foi tão adequada à personagem e produziu um resultado tão fantástico.
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