A fórmula é muito simples: adivinhar o que a pessoa faz podendo fazer apenas perguntas a serem respondidas com “sim” ou “não”. Essa brincadeira simples e até infantil de adivinhação deu origem a um dos mais duradouros a amados programas de televisão: o original “What’s my Line?” ficou no ar por 17 anos, entre 1950 e 1967, não sem passar por algumas situações curiosas e trágicas.
A televisão ainda era um meio de comunicação jovem e raro quando surgiu o programa de meia hora nas noites de domingo. Quatro pessoas sentadas em um painel deveriam adivinhar a profissão do convidado. Quando vinha o convidado misterioso, alguém facilmente reconhecível, os competidores usavam máscaras e o travesso convidado disfarçava a voz. Quanto mais diferente a profissão ou quanto mais o convidado enganasse os competidores, melhor para o público. Eu, pessoalmente, adoro quando os competidores não acertam!
Uma das principais competidoras no painel era a jornalista Dorothy Kilgallen, que foi morta em 1965. Horas antes, ela havia aparecido ao vivo no episódio em que Tony Randall participa do painel. Tendo várias informações sobre o caso entre Marilyn e John Kennedy, e também havendo a possibilidade de ela saber algo sobre a morte do presidente, a morte de Dorothy foi considerada uma queima de arquivo. Mesmo assim, havia rumores de que ela sofrera uma overdose, pois não eram poucos os boatos de que Dorothy tinha problemas com drogas e bebida, e algumas pessoas garantem que ela aparece um pouco bêbada em alguns episódios. Em todo caso, Dorothy não era a competidora mais querida, uma vez que era muito competitiva e preferia acertar logo a satisfazer o público.
Arlene Francis talvez seja a competidora mais querida e, muitas vezes, a mais divertida. Ela ficou do segundo ao último programa, e só o apresentador John Daly apareceu em mais episódios do que ela.
Ao assistir a esse adorável programa de TV, temos a mesma sensação de ver filmes antigos, e podemos até falar o mesmo: os programas não são mais como antigamente!