} Crítica Retrô: O nascimento do uma nação

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Thursday, August 3, 2017

Book review: Masters of Cinema – Alfred Hitchcock, by Bill Krohn

Quantos livros já foram escritos sobre Alfred Hitchcock, o mestre do suspense? Uma busca rápida no site Goodreads nos dá mais de 2600 resultados – mais de 2600 livros escritos sobre ou levando a marca de Hitchcock. O fino livro de Bill Krohn pode ser só mais um neste vasto universo, mas é muito interessante, e um bom ponto de partida para os novatos.

How many books have been written about Alfred Hitchcock, the Master of Suspense? A quick search at Goodread finds more than 2600 results – more than 2600 books written about or carrying the Hitchcock brand. Bill Krohn's thin book may be only another in this vast universe, but it is a very interesting one, and a good starting point for newbies.
Sim, este é um livro pequenino – menos de 100 páginas, e com muitas imagens – mas cobre todos os filmes que Hitchcock fez. Ah, sim, há apenas uma linha sobre “Um casal do barulho” (1941), mas todos os filmes são mencionados em um ótimo guia com especificações técnicas e uma breve sinopse de cada um. Ao longo do livro, todos os livros são discutidos em ordem cronológica, alguns com grandes spoilers – como “Um corpo que cai” (1958) – e alguns com observações pessoais do autor que, por falar nisso, odiou “Os Pássaros” (1963).

Yes, this is a very tiny book – less than 100 pages, and a lot of images – but it covers all films Hithcock did. Oh, yes, there is only one line about “Mr and Mrs Smith” (1941), but all the movies are mentioned in a nice guide presenting the technical data and a brief summary of each film. Througout the book, all films are discussed chronologically, some with major spoilers – like “Vertigo” (1958) – and some with a lot of personal input by the author who, by the way, hated “The Birds” (1963).
As informações sobre os filmes não apresentam surpresas. Nós encontramos fatos reveladores nas histórias de bastidores e nos ensaios espalhados pelo livro. Eu particularmente gosto do 'motif', do tema constante que o autor escolhe: comparar Hitchcock e DeMille. Hitchcock foi muito influenciado por outros mestres, mas a conexão com DeMille não é a primeira em que pensamos quando suas influências são discutidas. Porém, o livro nos lembra de que o tempo todo, talvez de maneira inconsciente, DeMille estava lá. Da mesma maneira, Fritz Lang também estava lá influenciando Hitchcock, mas o próprio Hitch era reticente ao falar do que apreendeu de Lang. O autor se refere à estranha relação de Hitch com seus 'pais cinematográficos' como 'ansiedade / fobia de influência'.

But the films themselves don't present any surprise. We find eye-opening facts in the backstage stories and the essays disposed here and there. I particularly like the 'motif', the constant theme that the author has of comparing Hitchcock and DeMille. Hitchcock was heavily influenced by other masters, but the connection with DeMille is not the first we think about when his influences are discussed. But the book reminds us that all the time, maybe in an unconscious way, DeMille is there. The same way, Fritz Lang was also there influencing Hitchcock, but Hitch himself was reticent when talking about what he got from Lang. The author refers to Hitch's odd relationship with his 'cinematic fathers' as 'anxiety of influence'.
Ao seguir esta linha de influências, o autor escreve o livro como quem escreve uma tese – provando suas hipóteses sempre que tem chance. Não estou reclamando, porque esta é uma hipótese muito interessante! Também há muitas notas ao final do livro, que vão mencionar outros trabalhos e podem ser o primeiro passo para estudarmos Hitchcock melhor. O único problema que eu tive foi com a comparação do autor com Hitchcock 'originando o vocabulário do horror' com “Psicose” (1960) com Griffith 'originando o vocabulário cinematográfico' em “O Nascimento de uma Nação” (1915). Todos nós – e Fritzi do site Movies, Silently em particular – sabemos que Griffith não foi pioneiro com as técnicas que usou em seu pequeno filme racista.

In following this line of influences, the author writes the book as someone writes a thesis – by proving his hypothesis every time he has a chance to do so. I'm not complaining, because it is a very interesting hypothesis! Also, there are lots of notes in the book, that reference other works and may be the first step for us to study Hitchcock further. The only problem I had was with the author's comparison of Hitchcock 'giving birth of horror vocabulary' in “Psycho” (1960) with Griffith 'giving birth to the cinematic vocabulary' in “The Birth of a Nation” (1915). We all – and Fritzi from Movies, Silently in particular – know that Griffith was no pioneer with the techniques he used in that little racist movie.
Além das comparações com outros cineastas, o livro apresenta paralelos dos filmes de Hitchcock com outros trabalhos literários, mitos e teorias filosóficas. Estes momentos tornam o livro mais rico e demonstram o vasto conhecimento do autor.

Besides the comparisons with other filmmakers, the book presents a lot of parallels of Hitchcock's movies with other literary works, myths and philosophical theories. These moments make the book richer and show the vast knowledge of its author.
A série de livros 'Masters of Cinema' foi publicada pela Cahiers du Cinéma, e eu comprei a versão em inglês. Eu também tenho um livro deles sobre Stanley Kubrick, e sei que a coleção também tratou dos trabalhos de Kurosawa, Billy Wilder, Scorsese, Spielberg e Woody Allen. Eu recomendo muito este livro não como uma grande aula sobre Hitchcock, mas como o primeiro passo em uma aventura cheia de suspense na qual descobriremos mais sobre sua obra.

The 'Masters of Cinema' series was published by the Cahiers du Cinéma, and my copy was in English. I also own their book about Stanley Kubrick, and I know that the collection also dealt with the works of Kurosawa, Billy Wilder, Scorsese, Spielberg and Woody Allen. I highly recommend this book not as a masterclass on Hitchcock, but as the first step in a suspenseful adventure discovering more about his work.

This is my contribution to the Alfred Hitchcock blogathon, hosted by Maddy Loves Her Classic Films.

This book is part of Raquel's 2017 Summer Reading Classic Film Book Challenge

Saturday, January 23, 2016

Dupla dinâmica: Lillian Gish e D.W. Griffith

Alexander Graham Bell foi o pai da telefonia. Santos Dumont (e não os irmãos Wright!!!) foi o pai da aviação. Quem teria sido, então, o pai do cinema? Georges Méliès? O esquecido William Friese-Greene? Teria o cinema dois pais, os irmãos Lumière? Se perguntarmos para aquela que talvez seja a mãe do cinema, Lillian Gish, a resposta é uma só: D.W. Griffith inventou o cinema como o conhecemos, e a ele devemos grande adoração.

Lillian Gish estreou no cinema em um filme de Griffith, “An Unseen Enemy”, de 1912. Junto com ela estreou a irmã Dorothy Gish. Lillian e Dorothy entraram no mundo do cinema graças a uma amiga da época do teatro, que já fazia filmes desde 1909 e se chamava... Mary Pickford. Ainda em 1912 Lillian e Mary fariam um filme juntas, o singelo “The New York Hat”, em que Mary era a protagonista. Se em 1905, quando se conheceram, Lillian ficou com um papel na Broadway desejado por Mary, agora era Pickford quem dominava o novo meio cinematográfico... mas o cinema mostrou que, ao contrário do teatro, poderia ter duas rainhas.

Lillian  e Mary: BFF
Enquanto filmava “An Unseen Enemy”, Griffith confundia as irmãs Gish e, segundo Lillian, colocou fitas de cores diferentes nas roupas de cada uma para poder diferenciá-las. Nos anos seguintes, Lillian se mostrou mais adequada ao estilo super-dramático dos filmes de Griffith, e Dorothy se dividiu entre o drama e a comédia. Essa versatilidade de Dorothy para atuar bem em gêneros diferentes fazia ela ser considerada, na época, uma atriz mais completa que a irmã Lillian.

Dorothy, DW, Lillian
Ela estava na maioria dos filmes mais importantes da década de 1910. “O Nascimento de uma Nação” (1915)? Lillian era a protagonista. “Intolerância” (1916)? Lillian era a mais importante personagem, aquela que nunca muda com o apesar de milhares de anos: o amor de mãe. “Lírio Partido / Broken Blossoms” (1919) não seria tão tocante sem a pureza e a fragilidade de Lillian.

Lillian foi estrela de cinema antes de Hollywood ser construída. Na década de 1910, os estúdios ficavam em Nova York. Lillian seguiu Griffith da Biograph para a Mutual, e depois esteve nos maiores sucessos da Triangle Pictures, fundada pelo próprio Griffith e que durou apenas três anos. Ambos foram para a Famous Players, mais tarde renomeada como Paramount, e em 1918 surgiu a D.W. Griffith Productions.

Lillian já sabia atuar muito bem quando conheceu Griffith, mas foi com o diretor que ela aprendeu outras habilidades necessárias para o cinema. Lillian aprendeu a editar filmes, acertar a iluminação do cenário e escolher figurinos perfeitos. Para trabalhar com Griffith, ela fez questão de nunca usar dublês. Ele instruiu Lillian a frequentar lutas de boxe e hospícios, para “estudar melhor as expressões humanas”. Lillian andava a cavalo, dançava, lutava esgrima, mergulhava no gelo e atirava, fato que anos depois surpreendeu o diretor John Huston.

Em 1921, após nove anos e quarenta filmes juntos, Lillian Gish e D.W. Griffith terminaram a parceria. Gish deu como motivo para o término desentendimentos sobre dinheiro, e Griffith estava incomodado por Lillian receber todo o crédito quando seus filmes eram sucesso. De alguma forma, a carreira de ambos nunca mais foi a mesma após a separação.

Ainda megalomaníaco e estacionado na Era Vitoriana, Griffith fez épicos longos nos anos 20, época de mais liberdade e modernidade no cinema. Gish fez dois filmes para a Inspiration Pictures, e finalmente encontrou seu lugar ao sol (e controle criativo sobre seus papéis) na MGM. Mas não por muito tempo: com a chegada dos filmes sonoros, sua aura virginal (e os espetáculos trágicos de Griffith) perdeu o interesse do público.

Lillian seria uma grande estrela sem Griffith? Provavelmente, uma vez que Mary Pickford conseguiu se tornar a queridinha da América sem associar seu nome e sua persona a um só diretor. Mas D.W. Griffith não seria o mesmo sem Lillian Gish. Em um mundo dominado por Theda Bara, Gloria Swanson, irmãs Talmadge e Mabel Normand, o mais perto que Griffith chegaria da pureza intocada que Gish transparece é com Mae Marsh, adorável e menosprezada.

D.W. Griffth era mais que um chefe para Lillian Gish, como ela deixava transparecer em entrevistas mais tarde na carreira. Griffith era uma figura paterna para a menina que viu seu pai abandonar a família muito cedo, era o mentor para a atriz de teatro sem treinamento formal que um dia se viu em frente às câmeras. Mas Griffith parou no tempo, tentou seguir a carreira com uma “Gish genérica” como musa (Carol Dempster) e Lillian progrediu no teatro, na TV e em papéis coadjuvantes. A aprendiz superou o mestre, mas sempre se mostrou grata aos ensinamentos dele.

This is my contribution to the Classic Symbiotic Collaborations blogathon, hosted by Theresa at CineMaven's Essays from the Couch.

Friday, September 12, 2014

40 motivos por que “O Nascimento de uma Nação” é importante

40 reasons why “The Birth of a Nation” is important



ESTE ARTIGO CONTÉM IRONIA

THIS ARTICLE IS IRONIC 

1- Lillian Gish

1- Lillian Gish

2- Griffith se preocupava com direitos autorais.

2- Griffith worried about copyrights

3- A intenção de Grififth era fazer um filme que criticasse as guerras.

3- Griffith’s intention was to make a film that criticized wars

4- Griffith já começou o filme na defensiva (intertítulo adicionado após 1915):

4- Griffith already started the film justifying himself (title card added after 1915):

5- É um filme histórico, então podemos esperar cenários suntuosos.

5- It’s a historical film, which means we can expect sultry sets

6- As roupas de época também são muito charmosas. Olhe este vestido da Mae Marsh (que depois ela doa para a causa sulista).

6- The historical clothes are also very charming. Look at this dress worn by Mae Marsh (she later donates it to the South cause)

7- E o Vento Levou? Não, Grififth destruiu Atlanta com estilo 24 anos antes. Repare nas labaredas que botariam medo em Rhett e Scarlett.

7- Gone with the Wind? No, Griffith destroyed Atlanta in style 24 years before. Take a look at the flames that would scare Rhett and Scarlett.

8- Amigos lutam de lados opostos e morrem abraçados. Isto é lindo.

8- Friends fight in opposite sides and die in a hug. This is beautiful.

9- Efeitos especiais de guerra.

9- War special effects.

10- Donald Crisp interpreta o General Ulisses S. Grant.

10- Donald Crisp plays General Ulisses S. Grant. 

11- Lillian Gish tocando banjo no hospital! Elsie Stoneman >>> Scarlett O’Hara

11- Lillian Gish plays the banjo in the hospital! Elsie Stoneman >>> Scarlett O’Hara

12- Griffith nos ensina que era muito fácil conseguir falar com o presidente em 1865.

12- Griffith teaches us that it was very easy to talk to the president in 1865.

13- E Abraham Lincoln era um presidente muito, muito legal.

13- And Abraham Lincoln was a very, very cool president.

14- A sequência do assassinato de Lincoln é estupenda.

14- The sequence of Lincoln’s assassination is brilliant.

15- Joseph Henabery, que interpreta Abraham Lincoln, tem 13 outros papéis no filme. Joseph dirigiu 209 filmes a partir de 1916 até 1948.

15- Joseph Henabery, who plays Abraham Lincoln, has 13 other roles in the movie. He directed 209 films from 1916 to 1948. 

16- Griffith afirma que o filme fala sobre a reconstrução após a Guerra de Secessão, e não tem nada a ver com qualquer situação que era então atual.

16- Griffith declared that the film was about the reconstruction after the Civil War, and had to nothing to do with what was happening then.

17- A primeira hora e meia de filme não é racista. Ele poderia ter parado aí e ainda seria um clássico absoluto.

17- The first hour and a half of the movie isn’t racist. He could have stopped there and still would have a classic in his hands.

18- A segunda parte começa com o trecho de um livro escrito pelo então presidente Woodrow Wilson. Ou seja, o próprio presidente tinha ideias racistas.

18- The second part starts with a quote from a book written by then president Woodrow Wilson. That is, the president himself had racist ideas.

19- A segunda parte tem como base a peça “The Clansman”, de Thomas Dixon Jr. O autor recebeu 25% da bilheteria do filme, ou seja, ficou milionário. Dixon tinha sido aluno de Woodrow Wilson e organizou a projeção VIP do filme na Casa Branca, feito inédito.

19- The second part is based on the play “The Clansman”, by Thomas Dixon Jr. The author received 25% of the film’s box office, which means he became a millionaire. Dixon had been one of Woodrow Wilson’s pupils and organized a VIP exhibition of the film in the White House, something brand new.

20- A rivalidade entre Norte e Sul se estende no campo amoroso, com as famílias Stoneman, do Norte, e Cameron, do Sul. Emocionante.

20- The rivalry between North and South is still present when the subject is love, with the families Stoneman, from the North, and Cameron, from the South. Thrilling.

21- Griffith mostrou que era um mestre da arte cinematográfica. Veja, por exemplo, este enquadramento:

21- Griffith proved he was a master of the art of cinema. Look, for instance, at this framing: 

22- Griffith se preocupou em construir os cenários exatamente como eles eram na época em que se passa a ação.

22- Griffith worried about building the sets exactly as the places looked like when the story was unfolding.

23- Segundo o filme, a inspiração para fundar a Ku Klux Klan veio quando Ben Cameron (Henry B. Walthall) viu crianças negras serem assustadas por crianças brancas cobertas por um lençol. Mas foi a partir de “O Nascimento de uma Nação” que os membros do grupo passaram a usar este uniforme estilizado.

23- According to the movie, the inspiration to create the Ku Klux Klan came when Ben Cameron (Henry B. Walthall) saw black kids scared by white children covered in a sheet. But it was after “The Birth of a Nation” that the members of the group started wearing this uniform.

24- Esquilo!

24- Squirrel!

25- Uma perseguição emocionante nas colinas envolvendo Flora (Mae Marsh) e Gus (Walter Long), com Ben logo atrás.

25- A thrilling chase in the mountains involving Flora (Mae Marsh) and Gus (Walter Long), with Ben right after them.

26- A trilha sonora da versão DVD / YouTube é muito boa.

26- The soundtrack of the DVD / YouTube version is very good.

27- John Ford foi um extra no filme. Ele interpretou o “cavaleiro da Ku Klux Klan com um capuz na mão”. Obviamente, é impossível reconhecê-lo.

27- John Ford was an extra. He played the “Klansman on Horse Holding Up Hood with Hand”. Obviously, it’s impossible to point when he comes on screen.

28- Nem todos os personagens negros são ruins. Os empregados dos Cameron são chamados de “almas fiéis” porque ainda se importam com seus patrões. Mas a gramática deles é péssima. E são atores brancos em blackface. (Menos um ponto para Griffith).

28- Not all black characters are bad. The maids for the Camerons are called “faithful souls” because they still care about their masters. But their English is terrible. And they are white actors doing blackface. (One less point for Griffith).

29- Se os negros ficaram fora de controle e tentaram dominar tudo no filme, a culpa foi de um líder maluco, Silas Lynch (George Siegmann).

29- If the black people became out of control and tried to conquer everything in the movie, the one to blame is their crazy leader, Silas Lynch (George Siegmann).

30- Curiosidade histórica: as cenas de batalha foram filmadas onde hoje ficam os estúdios da Universal.

30- History tidbit: the battle scenes were filmed where today we find the Universal Studios.

31- O final tem uma mensagem de paz.

31- The end brings a message of peace.


32- Griffith desenvolveu aqui todos os estereótipos usados para personagens negros no cinema. Pensando bem, a dicotomia negros maus contra brancos bons é muito semelhante ao tratamento dos índios malvados no western.

32- Griffith developed here all the stereotypes used to portray black people in the movies. Thinking straight, the dichotomy of bad black people against the poor white ones is very similar to what we see in westerns, with bad Indians.

33- Louis B. Mayer conseguiu o direito de exibir o filme na costa Leste e assim começou sua fortuna – sem pagar o que deveria a D. W. Griffith.

33- Louis B. Mayer secured the rights to exhibit the movie on the East Coast and with this he started his fortune – without paying what he owed to D.W. Griffith.

34- Este não é o melhor filme de Griffith. Ele ainda refinaria sua arte até chegar ao seu apogeu como diretor. Se você não quiser ficar muito decepcionado com Griffith, veja “Lírio Partido / Broken Blossoms” (1919).

34- This is not Griffith’s best movie. He would still refine his art to reach his climax as a director. If you don’t want to be very disappointed with Griffith, watch “Broken Blossoms” (1919).

35- Griffith fez um filme CONTRA a Ku Klux Klan em 1911: “The Rose of Kentucky”.

35- Griffith made a movie AGAINST the Ku Klux Klan in 1911: “The Rose of Kentucky”.

36- Austin Stoneman (Ralph Lewis) lhe pareceu familiar? Ele foi inspirado no congressista Thaddeus Stevens, interpretado por Tommy Lee Jones em “Lincoln” (2012).

36- Did Austin Stoneman (Ralph Lewis) look familiar? He was base on the congressman Thaddeus Stevens, played by Tommy Lee Jones in “Lincoln” (2012).

37- O tom racista do filme incentivou cineastas negros a rodarem películas sobre seu povo com um tom mais verdadeiro. Um desses cineastas foi Oscar Micheaux.

37- The racismo in the film inspired black filmmakers to shoot movies about themselves with a more faithful approach. One of these filmmakers was Oscar Micheaux.

38- “O Nascimento de uma Nação” inovou ao contar histórias paralelas, e não apenas uma trama central. Mas não se engane: muitas das técnicas “inovadoras” do filme já tinham sido usadas em “Cabiria” (1914). Elas eram novidade apenas no cinema americano!

38- “The Birth of a Nation” innovated telling parallel stories, not only a central plot But don’t be fooled: many of these “innovations” had already been used in “Cabiria” (1914). They were new only to the American cinema!

39- O filme é produto da sociedade de sua época que, vista com os olhos de 2014, era, sim, retrógrada. Não devemos julgar nem mesmo censurar este retrato da história, mas sim aprender com ele.

39- The film is a fruit of its time that, seen with eyes looking from 2014, was, indeed, retrograde. We must not judge or censor this portrait of History, but learn with it.

40- Ninguém deve basear suas ideias e ações em um filme feito há quase cem anos. Sim, “O Nascimento de uma Nação” ajudou a ressuscitar a Ku Klux Klan. Mas se você seguir, nos dias de hoje, o que o filme diz, é melhor procurar um psiquiatra.

40- No one should base their ideas and actions on a film made one hundred years ago. Yes, “The Birth of a Nation” helped resurrect the Ku Klux Klan. But if you follow, nowadays , what the movie shows, you better look for a psychiatrist.

O Nascimento de uma Nação” é um filme racista? Sim. Revolucionou o cinema? Talvez. Sem ele todos os outros filmes não existiriam? Aí já é falar demais. Mas é uma fonte histórica que não merece ser destruída ou esquecida. É uma parte fundamental da história do cinema que, apesar de seus muitos defeitos, não pode ser ignorada.

Is “The Birth of a Nation” a racist movie? Yes. Was it revolutionary? Maybe. Without it all the other movies wouldn’t exist? That’s an exaggeration. But it is a historical source that must not be destroyed or forgotten. It’s a fundamental part of film history that, even though it has many defects, cannot be ignored.

Para quem tem tempo, coragem e paciência, “O Nascimento de uma Nação” pode ser visto em HD no YouTube.

If you have time, courage and patience, “The Birth of a Nation” can be seen in HD on YouTube.

This is my contribution to The Great Movie Debate Blogathon, hosted by Aurora and Tim at Citizen Screenings and The Cinematic Packrat. Let the debates begin!

Saturday, October 2, 2010

Os 15 filmes clássicos mais influentes, segundo o TCM


Para celebrar os 15 anos do TCM (Turner Classics Movies),em 2009 o canal apresentou uma lista com os 15 filmes clássicos mais influentes do cinema. A relação segue de acordo com a ordem cronológica e, segundo a emissora esclareceu, não se trata, necessariamente, dos títulos mais importantes, mas, sim, daqueles que moldaram o cinema e o público que os assistiram.

1. O Nascimento de uma Nação (1915), de D.W. Griffith
2. O Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei M. Eisenstein
3. Metrópolis (1927), Fritz Lang
4. Rua 42 (1933), de Lloyd Bacon
5. Aconteceu Naquela Noite (1934), de Frank Capra
6. Branca de Neve e os Sete Anões (1937), de David Hand
7. …E o Vento Levou (1939), de Victor Fleming
8. No Tempo das Diligências (1939), de John Ford
9. Cidadão Kane (1941), de Orson Welles
10. Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio De Sica
11. Rashomon (1950), de Akira Kurosawa
12. Rastros de Ódio (1956), de John Ford
13. Intriga Internacional (1959), de Alfred Hitchcock
14. Psicose (1960), de Alfred Hitchcock
15. Guerra nas Estrelas (1977), de George Lucas

Que vergonha! Só assisti a 5 filmes da lista! Como sou aficcionada por listas, taí mais uma para eu completar.

Beijos!
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