} Crítica Retrô: Intriga Internacional

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Friday, February 7, 2014

10 motivos para gostar de cinema clássico

1- A beleza era... diferente: Não era necessariamente natural. Garbo e Rita Hayworth, por exemplo, tiveram de se submeter a várias transformações para se tornarem as divas que conhecemos. Eram cirurgias plásticas primitivas, muitas vezes dolorosas, mas que moldaram os rostos e as carreiras de muitas estrelas. E se há uma coisa que não podemos negar, é que a Golden Age está cheia de belas mulheres (e homens!).
2- A importância dos detalhes: Cada pessoa gosta de prestar atenção em uma coisa enquanto vê um filme. Eu noto o fluir da história, e outros notam os detalhes: os figurinos, os cenários, os penteados. Homens e mulheres se vestiam melhor naquela época, e a moda de décadas atrás ainda pode ser encontrada desfilando nas ruas. E o que falar dos cenários nos épicos e musicais? Cada detalhe era pensado milimetricamente no cinema clássico.
3- Uma nova percepção da história: Quem gosta de filmes antigos normalmente gosta de história. Ou seja, não é uma daquelas pessoas que pensa que a avó vivia nos tempos dos dinossauros. Aos olhos da história, filmes feitos 80 anos atrás são bastante recentes. E com eles você aprende que o mundo não era tão primitivo no início do século passado. É só observar o grau de técnica das filmagens e efeitos especiais em filmes de 1920 ou 1930.
4- Você fica mais esperto: Bons diretores e roteiristas vivem fazendo referências aos clássicos. Conhecê-los faz você entender a piada em Os Simpsons e Modern Family. Mostra que Brian De Palma retirou a sequência do tiroteio na escadaria em “Os Intocáveis / The Untouchables” (1987) de um filme soviético de 1925. E não te deixa pensar que “Shrek Para Sempre” foi super criativo ao mostrar como seria o mundo sem Shrek: a ideia é do clássico mais amado, “A Felicidade não se Compra / It’s a Wonderful Life” (1946).
5- As músicas, ah, as músicas!: Esqueça os refrões idiotas de hoje: músicas com conteúdo podem ser encontradas nos musicais de antigamente. As valsas, operetas, melodias de jazz e fox trot eram cantadas por artistas de verdade, às vezes sem treinamento formal algum, mas com vozes extraordinárias. Ainda há gente boa cantando hoje? Sim, mas as canções do Great American Songbook estão lá no passado, prontas para dialogar com nossas almas.
6- Nada se cria, tudo se copia: Não há novos gêneros no cinema. Tudo o que nós vemos hoje foi criado há mais de 80 anos. Dramas, comédias, musicais, sci-fi, terror, biografia. A gênese de todos os tipos de filmes, de clichês e de técnicas pode ser encontrada na Golden Age. Com a onda dos remakes, então, a originalidade caiu a quase zero. Sabe “A Guerra dos Mundos”, com Tom Cruise? É remake de um filme de 1953, que, por sinal, é bem melhor.
7- Sutileza é tudo: Devo dizer que a sociedade de 50 anos atrás era um pouco retrógrada (assim como, espero, nossa sociedade atual será considerada ultrapassada daqui a 50 anos), e a censura dominou Hollywood de 1934 a 1965, aproximadamente. Com certeza alguns bons filmes deixaram de ser feitos, mas vários assuntos conseguiram ser abordados graças à perspicácia e insistência de roteiristas e diretores, que mascaravam os diálogos e as cenas, passando, assim, com folga pelos idiotas censores.
8- Like fine wine...: Some films just get better with time. É difícil para uma crítica de cinema falar isso, mas os críticos muitas vezes são bestas sem visão. Um espectador de 1938 poderia ler uma crítica negativa de “Levada da Breca / Bringin’ Up Baby” e não iria ver o filme. Assim, perderia uma comédia deliciosa. Algumas produções são à frente de seu tempo, e são necessárias décadas para que alguém aponte a genialidade delas. Vê-las é olhar para o passado sabendo mais que todos que viram o filme na estreia, podendo, assim, apreciá-las melhor. 
9- Ars gratia artis: O lema da MGM, em latim, significa “a arte saúda os artistas”. Nada mais correto que isso, porque os filmes não seriam nada sem atores inigualáveis (que deveriam servir de exemplo para qualquer aspirante), diretores, roteiristas, figurinistas, compositores... Todas essas funções eram diferentes décadas atrás. Havia gente ruim na indústria? Com certeza! Mas, para que tantas obras-primas tenham sido realizadas, tenha a certeza de que equipes talentosíssimas estavam trabalhando nos bastidores.

10- Você estará na companhia de pessoas incríveis: Como eu. Brincadeirinha! Mas é grande a chance de conhecer gente bacana nessa fandom. Na escola, eu nunca conseguia falar sobre os meus filmes favoritos com a galera fútil. Quando eu descobri, na internet, que há pessoas com as mesmas preferências, foi um momento lindo. Porque não são pessoas que se preocupam com futilidades, com popularidade, com pegação. Tirando um ou outro chato saudosista ou um pseudo-cinéfilo, o resto da comunidade é só alegria. Prepare-se para fazer novos melhores amigos!

Saturday, May 14, 2011

A idade não diz nada

Em Hollywood, a data de nascimento em sua carteira de identidade não quer dizer muita coisa. O importante é quantos anos você aparenta ter. Exemplos não faltam de duplas e famílias na tela em que os atores tinham diferenças bizarras de idade. Quer ver?
Em “Rosa da Esperança” (Mrs Miniver, 1942) Greer Garson era apenas onze anos mais velha que seu filho nas telas (Richard Ney). Tanto é que, logo depois que o filme acabou de ser rodado, os dois se casaram.
Em “Intriga Internacional” (North by Northwest, 1959), Cary Grant era apenas sete anos mais novo que sua mãe fictícia, Jessie Royce Landis.
Em “Young Philadelphians”, Paul Newman era quatro anos mais velho que sua mãe.
Em “A Canção da Vitória” (Yankee Doodle Dandy, 1942), a situação era mais extrema: James Cagney era onze anos mais velho que Rosemary DeCamp, a atriz que fazia sua mãe!
Em Hamlet (idem, 1948), Laurence Olivier tinha 41 anos. A atriz que interpretava sua mãe, Eileen Herlie, tinha 28. A ideia de escalar uma atriz tão jovem era de criar um complexo de Édipo em Hamlet e despertar a paixão em Claudius.
Em “Gata em Teto de Zinco Quente” (Cat on a Hot Tin Roof, 1958), Burl Ives, que interpretava Big Daddy, era um ano mais velho que Jack Carson, que fazia o primogênito, e 16 anos mais velho que Paul Newman, o caçula.
Em “A Rainha”(The Queen, 2006), Helen Mirren é 11 anos mais nova que Sylvia Syms, sua mãe no filme, e 12 anos mais velha que Alex Jennings, seu filho.

Saturday, October 2, 2010

Os 15 filmes clássicos mais influentes, segundo o TCM


Para celebrar os 15 anos do TCM (Turner Classics Movies),em 2009 o canal apresentou uma lista com os 15 filmes clássicos mais influentes do cinema. A relação segue de acordo com a ordem cronológica e, segundo a emissora esclareceu, não se trata, necessariamente, dos títulos mais importantes, mas, sim, daqueles que moldaram o cinema e o público que os assistiram.

1. O Nascimento de uma Nação (1915), de D.W. Griffith
2. O Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei M. Eisenstein
3. Metrópolis (1927), Fritz Lang
4. Rua 42 (1933), de Lloyd Bacon
5. Aconteceu Naquela Noite (1934), de Frank Capra
6. Branca de Neve e os Sete Anões (1937), de David Hand
7. …E o Vento Levou (1939), de Victor Fleming
8. No Tempo das Diligências (1939), de John Ford
9. Cidadão Kane (1941), de Orson Welles
10. Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio De Sica
11. Rashomon (1950), de Akira Kurosawa
12. Rastros de Ódio (1956), de John Ford
13. Intriga Internacional (1959), de Alfred Hitchcock
14. Psicose (1960), de Alfred Hitchcock
15. Guerra nas Estrelas (1977), de George Lucas

Que vergonha! Só assisti a 5 filmes da lista! Como sou aficcionada por listas, taí mais uma para eu completar.

Beijos!
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