} Crítica Retrô: John Garfield

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Saturday, April 15, 2017

Conflito de Duas Almas / Golden Boy (1939)

Nós comumente pensamos – porque, fala sério, é mais fácil pensar desta maneira – que as pessoas podem ser colocadas em categorias. Assim, achamos que atletas não gostam de arte e que aqueles que trabalham com a cabeça não gostam de cuidar da aparência. Tudo isso é bem diferente da verdade, e a convivência – não exatamente pacífica – de interesses opostos na vida de um jovem é o tema principal de “Conflito de Duas Almas”.

We usually think – because, come on, it's easier to think this way – that people can be put in little stereotypical jars. This being, we think that athletes don't like arts and the ones who use their brains are not so good at physical activities. This is actually far from the truth, and the convivence – not exactly pacific – of opposing interests in a young man's life is the main theme in “Golden  Boy”.
Joe Bonaparte (William Holden) é um grande boxeador. Ele aprendeu o esporte em academias e nas ruas, longe de seu pai, e agora é uma promessa do esporte. Por que o pai de Joe não pode saber que o filho luta boxe? Porque o velho homem quer que o filho se torne um grande violinista – e este não é um sonho impossível, porque Joe também é muito bom com o violino.

Joe Bonaparte (William Holden) is a great boxer. He learned boxing in gyms and at the street, without his father's knowledge, and now is a promise of the sport. Why can't his father know? Because the old man's hope is to see his son becoming a great violinist – and this isn't an impossible dream, because Joe is also very good with the violin.
Mas Joe terá de tomar uma decisão – ou deixar que alguém a tome por ele. O entusiasmo da família e dos amigos quando ele toca violino o fazem ter motivação para praticar mais e mais. Por outro lado, se ele for um bom boxeador e ganhar várias partidas, ele ajudará seu empresário, Tom Broody (Adolphe Menjou), a se divorciar e se casar com Lorna Moon (Barbara Stanwyck).

But Joe has to make up his mind – or let someone else do it for him. His family's and friends' enthusiasm when he plays the violin make him practice more and more. On the other hand, if he is a good boxer who wins several matches, he'll help his manager, Tom Broody (Adolphe Menjou) to settle his divorce and marry his sweetheart Lorna Moon (Barbara Stanwyck).
Como fã de cinema clássico e de William Holden, você deve saber que ele só foi escalado para ser o protagonista aqui – no primeiro filme em que ele recebeu crédito – porque Barbara Stanwyck insistiu. Holden não está mal, mas não podemos negar que uma gama maior de emoções é exigida de Stanwyck.

As a fan of classic film and William Holden, you may know that he was cast as the lead here – the first film in which he was credited - by Stanwyck's insistence. Holden is not bad, but we can't deny that a lot more acting range is demanded from Stanwyck.
Holden é convincente como violinista, mas as tomadas longas na luta final não nos deixam vê-lo muito bem, e alguém pode até pensar que era um dublê que estava no ringue. A luta não é nem de perto tão emocionante quanto a melhor luta já filmada para um longa-metragem, em “Corpo e Alma” (1947). Uma curiosidade: John Garfield, o boxeador em “Corpo e Alma”, estava entre as opções para protagonizar “Conflito de Duas Almas”.

Holden is convincing as a violinist, but the long shots in the final fight don't let us see him very well, and one may even think it was a double in the rink. The fight is nowhere nearly as exciting as the best boxing match ever shot for a film, in “Body and Soul” (1947). One curious trivia: John Garfield, the boxer in “Body and Soul”, was considered briefly for the role in “Golden Boy”.
Eu fiquei animada ao descobrir que “Conflito de Duas Almas” foi dirigido por Rouben Mamoulian, um dos mais menosprezados diretores de todos os tempos, na minha opinião. Ele esbanjou criatividade na transição da era muda para a falada, quando fez ótimos filmes com pequenas experiências sonoras, como “Aplausos” (1929), “Ruas da Cidade” (1931) e “Ama-me esta noite” (1932), e também contou a história de uma personagem feminina forte em “Rainha Cristina”(1933).

I was excited to discover that “Golden Boy” was directed by Rouben Mamoulian, one of the most underrated directors ever, in my opinion. He was his most creative in the transition from the silent era to the talkies, when he made great movies with little sound experiences, like “Applause” (1929), “City Streets” (1931) and “Love Me Tonight” (1932), and also told the story of a fierce female character in “Queen Christina” (1933).
O torpe e vil código Hays tolheu sua criatividade, e em “Conflito de Duas Almas” ele se mostra seguro em relação ao seu trabalho, mas sem toques de mágica. O que é interessante sobre Mamoulian aqui é que ele havia sido escalado para dirigir “A Mulher faz o Homem” para a Columbia, enquanto Frank Capra se encarregaria de “Conflito de Duas Almas”. Foi Capra quem pediu para trocar de projeto com Mamoulian.

The pure evil Production Code cut his creativity short, and in “Golden Boy” he is sure of his job, but not exactly magical. What is interesting about Mamoulian here is that he was supposed to direct “Mr Smith Goes to Washington” for Columbia studios, while Frank Capra was supposed to direct “Golden Boy”. Capra was the one who asked to change projects with Mamoulian.
Mamoulian is on the left, with a light suit and wearing glasses
“Conflito de Duas Almas” é um bom filme, talvez um pouco longo demais e previsível. Mas, para Holden, era apenas o começo. O melhor ainda estava por vir...

“Golden  Boy” is a nice movie, maybe a little too long and predictable. But, for Holden, it was just the beginning. The best was yet to come...


This is my contribution to the 2nd Golden Boy Blogathon, hosted by Virginie at The Wonderful World of Cinema.

Sunday, March 5, 2017

Acordes do Coração (1946) / Humoresque (1946)

Às vezes, as pessoas mais talentosas são também as mais perturbadas. Grandes artistas raramente têm vida fácil. Em “Humoresque”, o remake de 1946 de um filme mudo de 1920, o violinista Paul aprende, do jeito mais difícil, duas lições importantes. A primeira é que você precisa pagar um preço para ser quem está destinado a ser. A segunda é que mães sempre têm razão.

Sometimes, the most gifted people are also the most disturbed. Great artists rarely have an easy life. In “Humoresque”, the 1946 remake of a 1920 silent, violinist Paul learns the hard way two important lessons. The first one is that you must pay a price to be what you're destined to be. And the second is that mother always knows best.


Tudo começa com um flashback. É o aniversário do pequeno Paul Boray (Bobby Blake), e seu pai o deixa escolher algum presente barato. Paul escolhe um violino, para a amargura do pai: além de ser caro (OITO DÓLARES!), o violino pode ser apenas um brinquedo que Paul vai esquecer logo. O pai não compra o instrumento, então a mãe, com lágrimas nos olhos e esperançosa pelo filho, vai à loja e compra o violino.

Everything starts with a flashback. It is young Paul Boray’s (Bobby Blake) birthday, and his father will let him choose a cheap gift. Paul chooses a violin, to his father’s disapproval: besides being expensive (EIGHT DOLLARS!), the violin can be just a fad for Paul. The father doesn’t buy the instrument, so the mother, with tears in her eyes and hope in her son, goes to the shop and buys the violin.


E isso compensa. Paul pratica o tempo todo, e prova que a prática leva à perfeição: ele logo se torna um virtuoso que inclusive é rápido demais para ser acompanhado por uma orquestra. Ele tem talento e sabe disso. Infelizmente, as coisas não são fáceis. É a Grande Depressão, e o pai de Paul acredita que ele não contribui para a renda familiar sendo músico. Veja como o preconceito contra os artistas sempre foi o mesmo!

And it pays off. Paul practices all the time, and proves that practice makes perfection: he is soon a young virtuoso who even out-plays a whole orchestra. He has talent and he knows it. Unfortunately, things are not easy. It’s the Depression, and Paul’s father believes he doesn’t contribute to the family’s survival by being a musician. You can see that the prejudice against artists has always been the same!


Chateado, Paul (John Garfield) se junta ao amigo Sid Jeffers (Oscar Levant), um pianista. Numa noite, eles tocam na festa dos Wright, um famoso e elegante sarau. Paul é tratado como inferior por Helen Wright (Joan Crawford), mas ele não abaixa a cabeça: ele a insulta na mesma moeda. E assim fica claro: Paul e Helen foram feitos um para o outro – ou será que não?

Hurt, Paul (John Garfield) joins his friend Sid Jeffers (Oscar Levant), who is a struggling pianist. One night, they play at the Wright’s party, a fancy and famous reception. Paul is treated poorly by Helen Wright (Joan Crawford), but he doesn’t cower: he fires insults right back at her. And then you know: Paul and Helen are a match made in heaven – or maybe hell?


Em pouco tempo está pagando um agente para Paul e bancando seus concertos. Ele pode ter uma dívida com ela, mas ao mesmo tempo se sente atraído pela benfeitora. Isto parte o coração de Gina (Joan Chandler). Ela é uma musicista que estudou com Paul e se apaixonou por ele. A mãe de Paul, Esther (Ruth Nelson), não quer que seu filho se relacione com uma mulher casada.
Soon Helen is paying for his agent and his concerts. He doesn’t have only a debt with her, but there is also sexual attraction. This breaks Gina’s (Joan Chandler) heart. Gina is a fellow musician who studied with Paul and fell in love with him. Paul’s mother, Esther (Ruth Nelson), fears for her son’s relationship to a married woman. 


Paul se mostra insatisfeito por ser “patrocinado por uma mulher” que também tem problemas com a bebida. Helen não vai disputar um espaço no coração de Paul com Gina, mas sim com a maior e mais profunda paixão dele: a música. Ela não parece uma mulher que sofreria e faria sacrifícios para que o homem amado pudesse alcançar o auge de seu potencial. Mesmo assim, esta Joan Crawford sofredora é uma personagem que encontramos em muitos de seus filmes, com destaque para “Alma em Suplício” (1945). 

Paul is not pleased to be “sponsored by a woman” who also has a drinking problem. Helen is not ready to dispute a place in Paul’s heart not with Gina, but with his biggest and deepest passion: music. She doesn’t look like a woman who would suffer and sacrifice herself so the man she loves can fulfill his potential. Yet, this suffering Joan Crawford is a character we find in so many of her films, most notably “Mildred Pierce” (1945).


Na cena da festa, uma jovem bêbada pergunta a Paul se ele é um lutador. De fato, é mais fácil imaginar John Garfield interpretando um homem durão – ele não parece adequado para o papel de um sensível violinista. Mas é justamente esta estranha mistura de força e talento com sensibilidade que levam Paul ao sucesso.

In the party scene, a tipsy young woman asks Paul if he is a prizefighter. Indeed, it’s easier to imagine John Garfield playing a tough man – he doesn’t seem suitable for the role of a sensitive violinist. But it is this odd mix of toughness and sensitive talent that makes Paul successful. 


Em geral, eu presto mais atenção ao roteiro que aos outros aspectos técnicos do filme, mas devo destacar como é excelente a edição em “Acordes do Coração”. Uma linda sequência de imagens mostra como Nova York era frenética mesmo durante a Grande Depressão. Muitos minutos depois, outra montagem nos leva junto com Paul por uma turnê pelos Estados Unidos. E tudo com música clássica na trilha sonora!

I often pay more attention to the storytelling than to the other technical aspects of a film, but I must point out how great the editing in “Humoresque” is. A wonderful sequence of images show how frantic New York was even during the Depression. Many minutes later, another sequence brings us along for Paul’s violin tour across America. All this with a classic soundtrack.  


Oscar Levant mostra aqui mais talento para a atuação e ironia que em “Sinfonia de Paris” (1951). Segundo relatos, ele improvisou a maioria de suas falas bem-humoradas. Outra ótima performance é de Ruth Nelson como a mãe zelosa. O jovem ator Bobby Blake, que interpretou Paul quando criança, tinha uma boa história de bastidores para contar: quando ele não conseguiu gravar uma cena como combinado, John Garfield esvaziou o set e dirigiu ele mesmo a cena de Bobby, desta vez com perfeição.

Oscar Levant shows more acting range and mordacity here than in “An American in Paris” (1951). He reportedly improvised most of his humorous and ironic lines. Another outstanding performance is the one by Ruth Nelson, as the zealous mother. Young actor Bobby Blake, who plays Paul as a child, had a good backstage story to tell: when he couldn't get a scene right, John Garfield cleared the set and directed Bobby's scene himself, this time with perfection.


Acordes do Coração” é um belo melodrama que certamente agradará aos fãs de música clássica. John Garfield pode ser o protagonista, mas Joan Crawford é, como de costume, a melhor em cena – incluindo a dolorosa cena do telefone.

Humoresque” is a beautiful melodrama that will certainly please classical music aficionados. John Garfield may be the lead, but Joan Crawford is, as often, the best in scene – including the telephone scene, so painful to watch.

This is my contribution to the John Garfield: The Original Rebel blogathon, hosted by Laura at Phyllis Loves Classic Movies.

Friday, March 1, 2013

Live fast, look good: a vida e o legado de John Garfield

John Garfield, uma das maiores estrelas da década de 1940, completaria 100 anos no dia 4 de março. Ele, porém, não viveu nem metade desse tempo: morreu aos 39 anos em 1952. Quase desconhecido das plateias modernas, mas ainda lembrado e elogiado pelos fãs de cinema clássico, Garfield mantém sua presença e seu legado vivos na película.
Nascido Jacob Julius Garfinkle em Nova York, filho de imigrantes russos judeus, o menino perdeu a mãe aos sete anos e passou de casa em casa, acabando por juntar-se a uma gangue, como fazem os meninos Matt e Tom Powers em “Inimigo Público” (1931). Pequeno para sua idade, porém inteligente e habilidoso imitador, Julie, como seus amigos o chamavam, tornou-se o líder da gangue, mas depois de contrair febre escarlate e se envolver em algumas confusões, ele acabou matriculado numa escola para crianças difíceis, onde teve suas primeiras aulas de teatro. Disse que, se não fosse ator, teria se tornado o inimigo número um da América, o que sem dúvida também lhe traria fama.
Antes de sua estreia elogiada, em 1932, Julie se rendeu a seu espírito aventureiro e fez um longo trajeto, vivendo às vezes na miséria, carregando toras de madeira, colhendo frutas ou trabalhando no nordeste do Pacífico. O relato dessas aventuras inspirou o diretor Preston Sturges a criar sua obra-prima “Contrastes Humanos / Sullivan’s Travels” (1941). De volta ao teatro, Garfield recusou propostas de estúdios como a Warner e a Paramount em meados da década de 1930, pois queria ter tempo para dedicar-se aos palcos.
Amigo de grandes nomes do método de interpretação desenvolvido por Stanislavski, como Lee Strasberg, Garfield teve de pedir mutias vezes para entrar em “O grupo”, pequeno grupo de teatro criado por esses atores. Depois de várias negativas, ele foi aceito como aprendiz, e seu sucesso integrou-o à equipe. No entanto, o desencanto ao não ser escolhido para o papel principal da peça “Golden Boy”, escrita especialmente para ele, deixou-o chateado, e o fez dar mais uma chance a Hollywood, para nossa alegria.

Seu primeiro filme, “Four Daughters” (1939), já lhe garantiu a indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Durão, rebelde, de origem simples, Garfield, rebatizado de John por Jack Warner, adicionou aos personagens tão comuns a Cagney ou a Edward G. Robinson uma sensualidade inédita. Magnético, talentoso e decidido, ele lutou contra os estereótipos e os roteiros ruins que garantiam sucesso, mas não desafiavam suas habilidades. Foi um dos pioneiros nessa luta, juntamente com Bette Davis. Com a estrela também esteve nos esforços da Hollywood Canteen, ajudando os soldados durante a Segunda Guerra Mundial. Também vendeu bônus de guerra e estrelou em diversos filmes feitos para angariar fundos para o conflito e dar esperanças ao país.
Os descendentes diretos de seu estilo de atuação são os conhecidos filhos do Método: Marlon Brando e James Dean, num primeiro momento; Montgomery Clift e Paul Newman, nas ocasiões em que interpretavam personagens rebeldes; Al Pacino e Robert De Niro, nas últimas décadas. O próprio Brando galgou sua carreira em fracassos de Garfield: ficou com o papel do ator na peça “Um bonde chamado desejo”, após um desentendimento deste com a produtora, e também se tornou protagonista de “Sindicato de Ladrões / On the waterfront” com a morte de John Garfield.
Com Lana Tuner em "O destino bate à porta / The postman always rings twice"  (1946)
John concordou em ser coadjuvante com cachê de estrela no filme “A luz é para todos / Gentlemen’s Agreement” (1948), pelo fato de a película tratar do polêmico tema do antissemitismo. Sendo judeu, Garfield sentiu isso na pele e sabia como era importante tocar neste assunto. Seu personagem, também judeu, vislumbra a oportunidade de uma vida melhor quando uma mão amiga lhe é estendida ao final do filme, mas não foi isto que aconteceu na vida do ator. Assim como outra atriz do filme, Anne Revere, responsável por um discurso profético e utópico sobre “o século de todos”, ele foi chamado para depor frente ao Comitê de Assuntos Antiamericanos (HUAC).     
A paranoia comunista pegou John. Pelo simples fato de ter pertencido ao “Grupo” de teatro, uma companhia tão ímpar, ele já era suspeito, e somou-se a isso o fato de sua mulher, Roberta Seidman, ter pertencido ao partido comunista. Um liberal, fã de Roosevelt, John explicou-se, mas se recusou a nomear outros prováveis comunistas na indústria do cinema. Isso acabou com sua carreira. Colocado, retirado e colocado novamente na lista negra, John voltou ao teatro apenas para interpretar o papel que lhe fora negado mais de uma década antes: o de protagonista de “Golden Boy”.
Sofrendo do coração desde jovem, John Garfield sucumbiu em 21 de maio de 1952. Depois de seu episódio com a caça aos comunistas, tentou de todo jeito mostrar seu amor pelo país e revirou montes de documentos que provavam que era um bom cidadão. Bebia muito e dormia pouco, e o stress da situação foi demais para ele. Sua herança de sangue para o cinema foram seus dois fihos que chegaram à idade adulta (a mais velha, Katherine, morreu após uma reação alérgica aos seis anos). David (1943 – 1994) tornou-se ator de teatro e, em seus poucos trabalhos como ator ou mesmo editor no cinema, apereceu creditado como John Garfield Jr ou John David Garfield. Julie Garfield (1946) também se aventurou pelos palcos, e trabalha muito em televisão. Apareceu também no filme “Os bons companheiros / Goodfellas” (1990), como a personagem Mickey.        
Seus filhos não tiveram o mesmo sucesso que ele, mas John Garfield, seu charme e seu talento continuam a ser admirados por milhões de pessoas. Prova disso são os vários sites dedicados à filmografia, à personalidade ou mesmo ao mapa astral do ator, além da blogagem coletiva em homenagem a seu centenário, realizada por Patti em They Don't Make 'Em Like They Used To. 
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