} Crítica Retrô: dublagem

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Saturday, March 21, 2020

Desenho Retrô: Manda-Chuva

Retro Cartoon: Top Cat


Um dos meus desenhos favoritos de quando eu tinha uns oito anos de idade era “Manda-Chuva”. Não sei dizer exatamente o porquê de eu gostar tanto deste desenho – talvez porque era muito bacana e colorido? Talvez porque os gatos do beco usavam roupas? De qualquer forma, eu fiquei surpresa quando, recentemente, percebi que “Manda-Chuva” teve apenas UMA temporada – só 30 episódios! E, mesmo assim, deixou uma grande marca nas mentes dos amantes de desenhos – inclusive em minha mente.

One of my favorite cartoons as a kid of about eight years old was “Top Cat”. I can't exactly say why I liked that cartoon so much – maybe because it was so groovy and colorful? Maybe because the alley cats wore clothes? Well, anyway, I was surprised when, recently, I realized “Top Cat” only had ONE season – only 30 episodes! And, nevertheless, it left a huge mark on the minds of cartoon lovers – including my mind.


Dos seis gatos principais, meu favorito é o Xuxu. Ele é rosa, quieto, dramático e – a principal razão de eu gostar dele – ele usa um suéter branco de gola rulê. Xuxu é um cara blasé, calmo e elegante. Na verdade, meu episódio favorito de “Manda-Chuva” tem Xuxu como protagonista da ação: é o episódio 24, “Xuxu Fica Gagá”.

Out of the six main cats, my favorite is Choo-Choo. He is pink, quiet, dramatic and – the main reason why I like him – he wears a white sweater with a turtleneck. Choo-Choo is a blasé, calm, fashion guy. In fact, my favorite “Top Cat” episode puts Choo-Choo front and center in the action: it's episode 24, “Choo-Choo Goes Ga-Ga”.


O episódio começa com Manda-Chuva levando seus amigos Gênio, Bacana, Espeto e Batatinha para o parque para ver gatinhas. Eles não encontram gatinhas, mas veem Xuxu, que está prestes a pular da ponte porque está apaixonado pela estrela de cinema felina Lola Glamour e não consegue declarar seu amor por ela.

The episode begins with Top Cat taking his pals Brain, Fancy-Fancy, Spook and Benny to the park to see pretty kittens. They find no kittens there, but they see Choo-Choo, who is about to jump from a bridge because he's in love with feline movie star Lola Glamour and can't confess his feelings for her.


Lola mora no Hotel Ritzy Plaza. Ela toma café da manhã na cama, sempre recebe presentes dos admiradores, sai com marajás e barões e possui montes de joias. Ela também é um pouco antipática. Xuxu será capaz de conquistá-la? O primeiro desafio será entrar no hotel, mas Manda-Chuva se encarregou desta missão. Ele também dirá a Lola que Xuxu é na verdade o Conde Chooch – um milionário que é dono do Texas. O maior desafio será Xuxu vencer sua timidez.

Lola lives at the Ritzy Plaza Hotel. She eats breakfast in bed, always receives presents from admirers, goes out with barons and maharajahs and owns tons of jewels. She is a bit unsympathetic, too. Can Choo-Choo woo her? The first challenge will be to enter the hotel, but Top Cat got this mission. He will also tell Lola that Choo-Choo is actually Count Chooch – a millionaire who is the owner of Texas. The bigger challenge will be for Choo-Choo to overcome his shyness.


Esta não foi a primeira vez que Xuxu se apaixonou. Em um episódio anterior – “O Romance de Xuxu” - o gato rosa se apaixona por uma gata francesa chamada Goldie. No início, Manda-Chuva crê que o romance de Xuxu não pode dar certo, porque se der certo ele abandonará o grupo, mas quando descobre que Goldie tem um namorado, ele insiste em ajudar Xuxu a impressioná-la – primeiro ao salvá-la de bandidos, depois ao escrever poemas de amor.

This was not the first time Choo-Choo fell in love. In a previous episode – “Choo-Choo's Romance” - the pink cat becomes infatuated with a French kitten called Goldie. At first, Top cat thinks Choo-Choo's romance must sink, because if it is successful he'll abandon the group, but once he finds out Goldie has a boyfriend, he insists on helping Choo-Choo woo her – first by saving her from criminals, then by writing love poems.


“Manda-Chuva” foi inspirado pelos East Side Kids – um grupo de jovens atores originado nos Dead End Kids dos anos 1930 –, “The Phil Silvers Show”, que foi ao ar entre 1955 e 1959 e ao desenho de Hanna-Barbera “Joca e Dingue-Lingue”. Os gatos no desenho estavam sempre armando esquemas para enriquecer rápido ou conseguir uma boa refeição de graça. O Guarda Belo estava sempre por perto monitorando a gangue felina.

“Top Cat” was inspired by the East Side Kids – a group of youg actors originated in the 1930s Dead End Kids –, “The Phil Silvers Show”, that was broadcast between 1955 and 1959 and the Hanna-Barbera cartoon “Hokey Wolf”. The cats in the cartoon were always scheming some way to get rich quick or get a good meal for free. Officer Dibble was always around monitoring the feline gang.


Nos EUA, Arnold Stang dublava Manda-Chuva e Marvin Kaplan dublava Xuxu. Como curiosidade, a atriz Jean Vander Pyl dublou Goldie e Lola, as duas gatas por quem Xuxu se apaixona.  No Brasil, o ator Lima Duarte, então no começo da carreira, dublou Manda-Chuva e Espeto, com um sotaque bem diferente. O dublador Waldir Guedes dublou Xuxu e Bacana.

In the US, Arnold Stang voiced Top Cat and Marvin Kaplan voiced Choo-Choo. As a curiosity, actress Jean Vander Pyl voiced Goldie and Lola, the two cats Choo-Choo falls in love with. In Brazil, actor Lima Duarte, then in the beginning of his career, voiced Top Cat and also Spook, with a very different accent. Voice artist Waldir Guedes voiced both Choo-Choo and Fancy-Fancy.


Rever “Manda-Chuva” já adulta me permitiu rir de piadas que eu não compreendi quando era criança. Eu acredito que a maioria dos desenhos tem um pouco de conteúdo só para adultos, porque crianças não entendem algumas piadas e trocadilhos. Conforme eu revia o desenho, eu também vi que talvez, eu goste de Xuxu porque ele é como eu: quieto, dramático, tímido e muito elegante (hahaha).

Rewatching “Top Cat” as an adult allowed me to laugh at jokes that fell flat when I was a kid. I believe most cartoons really have a bit of their content made for adults only, because kids can't understand some jokes or puns. As I rewatched the cartoon, I also saw that, maybe, I like Choo-Choo because he is like me: quiet, dramatic, shy, and with great fashion sense (LOL).


Piadas à parte, eu acredito que “Manda-Chuva” foi cancelado cedo demais. Com seus episódios simples mas interessantes, eu posso imaginar o desenho durante muitas temporadas sem cansar. Infelizmente, o desenho teve muito mais sucesso na América Latina do que nos EUA. “Manda-Chuva” sobreviveu por uma década como história em quadrinhos e foi revivido por um estúdio de animação mexicano para dois longas em 2011 e 2015. Os novos filmes não foram grandes sucessos – e nós nunca saberemos que outras aventuras nossos amigos gatos poderiam ter vivido no desenho se ele tivesse durado mais um pouco.

Jokes aside, I believe “Top Cat” was cancelled too soon. With its simple yet amusing episodes, I could see the cartoon lasting many seasons without getting boring. Unfortunately, it was way more successful in Latin America than in the US. “Top Cat” survived for over a decade as a comic book and was revived by a Mexican animated studio for two features in 2011 and 2015. The revival was not very successful – and we'll never know the further adventures our cat friends could have lived in the cartoon if it had lasted longer.


This is my contribution to the 6th Annual Favourite TV Show Episode Blogathon, hosted by Terry at At Shroud of Thoughts.


Sunday, June 10, 2018

A Gata dos meus Sonhos (1962) / Gay Purr-ee (1962)

Eu AMO animação. E esta é a razão pela qual eu não escrevo críticas de filmes de animação com frequência: eu fico tão maravilhada, impressionada e imersa neste tipo de filme que eu seria capaz de apenas elogiar quase todas as animações que eu já vi – incluindo “Os Pinguins de Madagascar” (2014), um filme de cujos personagens eu gosto tanto que pode até ser que eu tenha um conjunto de brinquedos deles.

I LOVE animation. And this is the reason why I don't often review animation: I'm so enthralled, overwhelmed and absorbed by them that I could write nothing but compliments to almost all animated films I've seen – including “The Penguins of Madagascar”, a film whose characters I like so much that I may or may not have a figurine set of them.


Há ainda muitas animações que eu ainda quero ver. Uma delas era “A Gata dos meus Sonhos”. A razão principal para eu querer vê-la era, obviamente, o trabalho de dublagem de Judy Garland no filme. Mas, como eu amo animações dos anos 60 desde que eu era criança, eu decidi dar uma chance a este filme o mais rápido possível.

There are also many animated movies in my watchlist. One of them was “Gay Purr-ee”. My main reason to watch it was, of course, Judy Garland's voicework in this. But, since I've loved 1960s cartoons since I was a child, I decided to give the film a chance as soon as I could.


Milhares de histórias de amor ambientadas em Paris já foram contadas no cinema. E muitas outras histórias de amor, quando não completamente ambientadas em Paris, cedo ou tarde tiveram alguma cena na cidade. É isso que acontece em “A Gata dos meus Sonhos”. A linda gata Mewsette (dublada por Judy Garland) é cortejada por Jaune-Tom (dublado por Robert Goulet) em uma área rural da Provença. Um dia, ela ouve uma mulher falando sobre toda a classe e elegância de Paris, e de repente Jaune-Tom parece muito caipira comparado com todas as coisas que ela poderia obter em Paris. Ela então vai para a cidade grande em uma carruagem, seguindo o conselho raivoso dado por Robespierre (dublado por Red Buttons), o pequeno companheiro de Jaune-Tom que tem ciúmes de Mewsette.

Thousands of love stories set in Paris have already been told in the movies. And many more love stories, if not completely set in Paris, sooner or later have a few scenes there. This is what happens in “Gay Purr-ee”. The gorgeous female cat Mewsette (voiced by Judy Garland) is courted by Jaune-Tom (voiced by Robert Goulet) in a rural area of Provence. One day, she hears a woman talking about all the class that exists in Paris, and suddenly her Jaune-Tom seems too bland compared to all the fancy things she could get in Paris. She then leaves to the big city in a carriage, following the angry advice she receives from Robespierre (voiced by Red Buttons), Jaune-Tom's tiny companion who is very jealous of Mewsette.


Depois da carruagem, Mewsette toma um trem, e lá ela conhece Meowrice Percy Beaucoup (dubaldo por Paul Frees), que diz que sua irmã pode apresentá-la à high society. A irmã de Meowrice – que, você adivinhou, não é irmã dele de verdade – é a madame Rubens-Chatte (dublada por Hermione Gingold), uma gata professora de boas maneiras. Meowrice e madame Rubens-Chatte querem usar Mewsette em um de seus esquemas sujos. Enquanto isso, Jaune-Tom e Robespierre também vão para Paris procurar Mewsette.

After the carriage, Mewsette takes a train, and there she meets Meowrice Percy Beaucoup (voice by Paul Frees), who says his sister can introduce her to high society. Meowrice's sister – who, you got  it, isn't really his sister – is Mme. Rubens-Chatte (voiced by Hermione Gingold), a cat who teaches good manners. Meowrice and Mme. Rubens-Chatte want to use Mewsette in one of their dirty schemes. At the same time, Jaune-Tom and Robespierre also go to Paris, looking for Mewsette.


Eu amei o visual do filme. Muitos cenários – fundos estáticos, na frente dos quais os personagens se moviam – foram claramente inspirados em pinturas famosas. Outros cenários eram cópias da Paris “humana”: por exemplo, há o Follies Bergères, e Mewsette vai ao Felines Bergères,  e há o Moulin Rouge, e ao lado dele os gatos têm seu Mewlon Rouge. Mas nada se compara à sequência em que Mewsette tem seu retrato pintado por diversos artistas do final dos anos 1890 – época em que se passa a história.

I loved the visual of the movie. Many sets – static backgrounds, in front of which the characters moved – were clearly inspired by famous paintings. Others sets are counterparts of the “human” Paris: for instance, there is the Follies Bergères, and Mewsette goes to the Felines Bergères, and there is the Moulin Rouge, and next to it the cats have their Mewlon Rouge. But nothing compares to the sequence in which Mewsette's portrait is painted by several artists from the late 1890s – the time in which the story is set.


Hoje, é bem comum termos celebridades dublando personagens em animações. Quando se fala da origem desta prática, muitas pessoas citam erroneamente que Robin Williams dublando o Gênio de “Aladdin” (1992) foi a primeira vez em que isso aconteceu. Nós vemos, com “A Gata dos meus Sonhos”, que a prática é bem mais antiga. Neste filme, embora ela duble uma donzela ingênua em perigo, Judy Garland tem uma chance de brilhar, tanto falando mansinho como a gata romântica quanto cantando com sua voz poderosa. Aliás, fique atento e você poderá reconhecer uma voz bastante familiar: muitos personagens secundários foram dublados por Mel Blanc!

Today, it's fairly common to have  celebrities voicing characters in animated movies. When talking about the origin of this practice, many people erroneously cite Robin Williams's voicing the Genie in “Aladdin” (1992) as the first time this happen. We see, with “Gay Purr-ee”, that the practice is much older. In this film, although she voices the naïve damsel in distress, Judy Garland has a chance to shine, both speaking softly as the romantic cat and singing with her powerful voice. By the way, keep your ears open and you may recognize a very familiar voice: many secondary characters are voiced by Mel Blanc!
Muitas pessoas, em especial crianças, se recusam a ver filmes de animação se eles não forem em 3D, feitos por computador ou tiverem gráficos elaborados. Eu tenho pena dessas pessoas. Com este tipo de preconceito, eles perdem a oportunidade de ver obras como “A Gata dos meus Sonhos”, um pequeno filme realmente louvável e charmoso, cheio das cores psicodélicas que eram moda nos anos 60.

Many people, in special kids, are now discouraged to see animated features that are not in 3D, made by computer or highly stylized. I'm sorry for them. With this kind of prejudice, they miss works like “Gay Purr-ee”, a truly outstanding and charming little movie, full of psychedelic colors that were in vogue in the 1960s.



This is my contribution to the Second Annual Judy Garland blogathon, hosted by Crystal at In the Good Old Days of Classic Hollywood.

Saturday, October 12, 2013

Dublar ou não dublar: eis a questão

Todos que se aventuram a ver um filme feito em idioma estrangeiro estão frente a um desafio. Para nós brasileiros, esta prática é mais que normal, pois o cinema do exterior domina o cenário cultural. Surge logo uma dúvida capaz de gerar calorosos debates entre cinéfilos, críticos e pseudointelectuais da arte cinematográfica: o filme deve ser exibido legendado ou dublado? A dublagem acaba com as características que fazem de cada filme único? A dublagem piora o filme? Deve ser evitada como se fosse o capeta?
Querendo ou não, temos que admitir que conhecemos o cinema dublado. Os primeiros filmes, as animações da infância, vimos todos dublados. Conhecemos as vozes de Salsicha e Scooby Doo, Pernalonga e Patolino, Ben 10 ou qualquer outro personagem em português, e certamente estranharemos se tomarmos contato com a dublagem original. Estamos acostumados com o esperto gato Manda-Chuva sendo dublado por Lima Duarte!
Lima não dublou o filme, mas a foto ficou boa
Para quem conhece o idioma original a fundo, mesmo a legenda deixa a desejar. De fato, alguns jogos de palavras, como os muitos que davam graça aos filmes dos irmãos Marx, são intraduzíveis. “Who’s On First?”, talvez o esquete mais famoso de Abbott e Costello, deixa de ser engraçado fora do inglês. Quem vê um filme em inglês com legendas apreende muito do que também não foi propriamente traduzido. Mas com idiomas desconhecidos a história é outra: se eu for ver um filme em mandarim, terei de aceitar passivamente o que a legenda ou a dublagem contam, mesmo que elas estejam erradas, pois não entendo nada da língua.
Um grande problema para os fãs de filmes clássicos é que as dublagens não são recentes. Foi esse o motivo que me impedia de ver “I Love Lucy” nas férias de 2009: eu simplesmente não conseguia entender as falas dubladas dos personagens com o chiado que vinha junto com a trilha sonora. Alguns musicais, como “Gigi”, ficam com o som baixo durante os diálogos e no momento das canções ele aumenta assustadoramente. Outro problema é que nem sempre o tradutor ou o dublador têm conhecimento suficiente sobre cinema para perceber quando um detalhe é fundamental, por exemplo, um personagem que fica com a voz mais aguda em um momento crítico ou um efeito sonoro que não pode desaparecer.
Hoje está na moda chamar artistas para dublar filmes de animação, tanto no Brasil quanto no exterior. Nem todos têm o treinamento formal que a profissão exige, o que é alcançado através de cursos específicos de dublagem, geralmente oferecidos por oficinas e escolas de atuação. Embora nem sempre a escolha do ator “combine” com o personagem animado, devo confessar que muitos trocadilhos e gírias estão sendo bem traduzidas nos últimos tempos.
E, quando se fala da tradução que marcou nossa infância, é impossível esquecer Herbert Richers. A morte dele, em 2009, gerou grande comoção e foi o início do fim de seu grande estúdio. Amigo de Walt Disney e produtor de filmes nos estúdios Atlântida, ele foi um pioneiro com seu estúdio, que fechou as portas em 2010. Outro estúdio importante da dublagem brasileira foi o Álamo, fundado pelo inglês Michael Stoll, um dos vários estrangeiros contratados pelo estúdio Vera Cruz no início dos anos 50. Depois de trabalhar na distribuição de filmes, ele criou o Álamo em 1972. Ambos os estúdios foram responsáveis pelas dublagens de centenas de filmes, séries e desenhos que fizeram parte de nossa infância e adolescência.
O grande Orlando Drummond
Outra questão, não dos filmes infantis, é a tradução de “fuck”, às vezes tão presente em alguns diálogos (Tarantino, estou pensando em você). Nem sempre aparecem nas legendas, tampouco nas dublagens, um equivalente em nossa língua. Em um ou outro caso, como “Antes que o diabo saiba que você está morto”, último filme de Sidney Lumet, realizado em 2007, tive inclusive que ver sem som, pois não aguentei o excesso da palavrinha nos diálogos. Na legenda ela não aparecia com tanta frequência.

Chega, afinal, a hora de dar minha opinião: prefiro ver filmes legendados. Com isso posso reconhecer expressões que aprendi em inglês ou espanhol ou simplesmente apreciar a cadência do francês ou do italiano e a força do alemão e do russo. Entretanto, não havendo outra possibilidade, não descarto ver um filme dublado. O que não vale é rejeitar um filme dublado. Isso é rejeitar cultura. 
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