} Crítica Retrô: Sapatinhos Vermelhos

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Wednesday, May 8, 2013

Making-off: documentários cinematográficos – Parte 2

E lá vamos nós!

Diabo da Tasmânia: a vida rápida e furiosa de Errol Flynn: Errol viveu apenas 50 anos, mas foi intensamente. Seus amores, escândalos, muitos sucessos e diversas curiosidades estao nesse documentário. Você sabia, por exemplo, que, pouco antes de morre, ele entrevistou Fidel Castro durante a Revolução Cubana?

Hitchcock, Selznick e o fim de Hollywood (1998): Quando David Selznick trouxe Alfred Hitchcock da Inglaterra, o sistema de estúdio estava no auge em Hollywood. Ele assinou contrato com Selznick e fez vários filmes medíocres neste período. Seu apogeu só chega com a decadência do sistema de estúdio.

Um perfil de “Os Sapatinhos Vermelhos” / A profile of “The Red Shoes” (2000): Meia hora é muito pouco para tratar de um filme tão mágico e revolucionário quanto este musical de 1948.

Fellini: eu sou um grande mentiroso (2002): Os colaboradores ainda vivos de Fellini na época foram os destaques deste documentário. Com entrevistas menores dos envolvidos já falecidos, como Mastroianni, Giulietta Masina e o próprio Fellini.

Testemunha imaginária: Hollywood e o Holocausto (2004): O tema é promessa certa de lágrimas nas plateias. Já existente durante o Holocausto mas, como o resto do mundo, alheia a ele, Hollywood produziu filmes incríveis aqui discutidos, entre os quais “A escolha de Sofia” (1982) e “A lista de Schindler” (1993).

A era de ouro da música no cinema: 1965/1975: O cinema como um todo se renovou nos anos 1960 e 1970. Não poderia ter sido diferente com as trilhas sonoras, gerando músicas muito originais e inesquecíveis.

Enfim, o cinema (2011): Aqui os irmãos Lumiére não são o começo, mas o fim da jornada. As técnicas de ilusionismo e animação foram desenvolvidas ao longo do século XIX por grandes cérebros hoje esquecidos, mas que foram fundamentais para a criação do cinema.

O som de Hollywood (2009): Se hoje os filmes são coroados por trilhas sonoras e compositores têm emprego garantido em Hollywood, devemos agradecer ao austríaco Max Steiner. A influência deste brilhante compositor, assim como as características e desafios da profissão, são analisados neste documentário.

Stardust: A história de Bette Davis (2006): Narrado por Susan Sarandon, conta com depoimentos em vídeo e em voz de diversos ícones que conheceram e trabalharam com Bette. Sua vida pessoal também é abordada, com forte presença do filho adotivo Michael e da ex-babá que se casou com seu terceiro marido. Polêmicas à parte, o documentário fica mais rápido e menos detalhado a partir dos acontecimentos da década de 1950.

O possesso Peter Finch (2011): Usando como título a icônica frase que Howard Bale, personagem que rendeu um Oscar a Finch, manda os telespectadores de seu programa gritarem (“Estou possesso e não vou mais aguentar isso!”), o documentário colhe depoimentos de colegas e, em especial, dos familiares para desvendar esse ator australiano com altos e baixos na vida e na carreira.

Olhar Estrangeiro (2006): Este documentário brasileiro mostra como nosso país é visto lá fora. Boa parte dessa visão é refletida nos filmes feitos por estrangeiros sobre nosso país, sempre com uma boa dose de estereótipos. Vários atores e diretores são entrevistados, embora a quantidade de filmes antigos citados seja bem reduzida.

Truffaut, Godard e a Nouvelle Vague (2008): Jovens críticos da Cahiers du Cinéma, descontentes com as produções da época, resolvem começar um tipo diferente de cinema que lhes agrade. Fica latente que Truffaut foi o principal cérebro do movimento e eu, em particular, fiquei morrendo de vontade de colocar minhas mãos em algum exemplar dessa revista histórica.

Para terminar, respondo às 11 perguntas que me foram feitas pela Samy do blog Meu diário vintage:

1. Por que você gosta do seu blog?
Meu blog me aproxima do mundo, das pessoas que gostam das mesmas coisas de que eu gosto ou que estão dispostas a aprender sobre elas. Através dele conheci pessoas excelentes. 
2. Qual foi a intenção ao criá-lo?
Compartilhar curiosidades sobre o mundo do cinema antigo, pois às vezes as partes mais interessantes de um filme são as histórias dos bastidores.
3. Você tem segredos de beleza?
Nunca saio sem batom!
4. Qual ou quais são os livros que você esta lendo no momento?
“O Processo”, de Franz Kafka, e “Max e os felinos”, de Moacyr Scliar
5. Uma música para o presente momento?
Minha música sempre será “My Way”, na voz de Frank Sinatra
6. Você tem alguma historia interessante sobre o seu namoro/noivado/casamento para contar?
Sou solteira.
7. Qual foi o melhor momento pra você, até agora, desse ano de 2013?
A Feira do Livro que aconteceu recentemente (acabou semana passada) foi muito proveitosa. Também fui escolhida para fazer parte de duas coletâneas internacionais de contos. Mas, como sou otimista, acredito que o melhor momento ainda está por vir! : )
8. Como planeja o seu futuro?
Minuciosamente.
9. O que tem sobrando no seu armário no momento?
Coisas que, infelizmente, não posso usar porque está frio.
10. Você acha que se conhece mais ou os outros te conhecem melhor que si mesma?
Eu me conheço mais que os outros, mas mesmo assim ainda me surpreendo.
11. Se fosse outra época, outro lugar, outro espaço... Diga em qual você viveria?
Hollywood nos anos 20 ou Hollywood hoje, durante o TCM Classic Film Festival.

Tuesday, March 13, 2012

A dança não pode parar

O musical é um gênero cinematográfico sem meio-termo: ou você ama ou odeia. A cantoria e as longas sequências de dança que surgem do nada não agradam a todos. Para os fãs mais apressadinhos, mesmo a dança em excesso cansa. Essa é uma seleção de números musicais capazes de sufocar quem não gosta de musicais e deleitar aqueles que adoram o gênero mais alegre da sétima arte.

Belezas em Revista / Footlight Parade: Este filme de 1933 pode ser dividido em dois: um sobre os bastidores de espetáculos musicais e outro somente com os números ensaiados. A meia hora final é usada quase toda para a dança, contando com “By a Waterfall”, “Shanghai Lil” e “Honeymoon Hotel”. 

A Alegre Divorciada / The Gay Divorcee (The Continental – 8 min): A canção ganhadora do primeiro Oscar de Melhor Canção Original foi adicionada ao filme por sugestão da protagonista Ginger Rogers. Ela é apresentada durante longos minutos, sob forma instrumental e também cantada por Ginger, Fred e um ator, além de servir de trilha para um balé.
Um dia nas corridas / A day at the races (The Swing – 7 minutos): As comédias dos irmãos Marx sempre tinham um momento dançante, parodiando os pomposos musicais da época. Em 1937, antes da longa sequência do Swing, citado acima, Harpo ainda transforma um piano em uma harpa de forma espetacular.

Os Sapatinhos Vermelhos / The Red Shoes: O belo filme inglês a cores conta a história de uma bailarina (Moira Shearer) dividida entre o amor de um maestro e de um compositor. Com seus sapatinhos vermelhos encantados, ela apresenta a única dança do filme em 15 minutos de um balé digno de ser apresentado nos melhores teatros.

Sinfonia de Paris / An American in Paris (The American in Paris Ballet – 17 min): O clímax deste ganhador de seis Oscars é um suntuoso número com muitas trocas de cenário e figurinos por parte de Gene Kelly e Leslie Caron. Inspirado em obras de grandes pintores franceses, o balé levou seis meses para ser ensaiado.

Nasce uma Estrela / A Star is Born (Born in a Trunk – 18 min): As plateias de 1954 perderam muito quando foram ao cinema conferir Judy Garland e James Mason na refilmagem do drama de 1937. Isso porque o filme foi distribuído sem a longa sequência musical em que Esther Blodgett / Vicky Lester conta sua trajetória nos palcos. O número foi reintegrado ao filme em 1983. Além disso, o filme conta com "Someone at Last", com sete minutos e meio.
Amor, sublime amor / West Side Story: A versão nova iorquina de Romeu e Julieta é bastante longa por conta de seus elaborados números musicais: só o prólogo com os Jets demora oito minutos, “América demora sete, Gym Mambo” tem mais de seis... e por aí vai.

O show deve continuar / All that Jazz (Bye Bye Life – 9 minutos): Joe Gideon (Rob Scheider), alter-ego do diretor Bob Fosse, tem uma experiência transcendental em um grande espetáculo, onde se despede da vida em grande estilo.

Assistam os números clicando nas palavras destacadas... se aguentarem!
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