Tradutor / Translator / Traductor / Übersetzer / Traduttore / Traducteur / 翻訳者 / переводчик
Showing posts with label Suécia. Show all posts
Showing posts with label Suécia. Show all posts
Friday, October 14, 2022
41 Giornate del Cinema Muto - 41st Pordenone Silent Film Festival
A melhor semana do ano veio… e já se foi. Esta semana é, obviamente, a semana em que o Festival de Cinema Mudo de Pordenone acontece. Este ano, a semana veio com notícias muito especiais: eu ganhei o prêmio do Collegium! Explicando: em 2020 eu fui uma das onze jovens pessoas escolhidas para o Collegium, um grupo de discussão dentro do festival. Todos nós tivemos que submeter um artigo documentando nossa participação e discutindo um ou mais filmes do festival. Eu escrevi sobre o insano “La Tempesta in un Cranio” e seus temas paralelos de doença mental, slapstick e estrelato. E meu artigo foi escolhido como o melhor de todos, empatado com o artigo escrito por meu amigo Travis. O artigo em breve estará no site do festival, por isso agora vou discutir os filmes exibidos na edição online de 2022 da Le Giornate del Cinema Muto.
Outro filme da Ruritania no programa foi “His Majesty The Barber” (1928), um filme sueco-alemão que nos apresenta a Nickolo (o ator chileno Enrique Rivero), um barbeiro que é na verdade rei de um reino chamado Tirania. Nickolo não sabe que é um rei, pois o segredo é bem guardado por seu avô, também barbeiro e amigo pessoal da rica senhora Sophie Svensson (Karin Swamströn), que quer casar sua neta Astrid (Brita Appelgren) com um homem rico. Isso não é o que você espera, pois o filme tem um plot twist incrível no final.
O reino de Lothen-Kunitz é onde a ação começa em “The Runaway Princess” (1929). A princesa Priscilla (Mady Christians) acaba de fazer 21 anos e isso significa que seu noivado com um príncipe de algum reino vizinho está para acontecer. Insatisfeita com a ideia de se casar com alguém que não conhece, Priscilla foge para Londres, onde ela se envolve com um grupo de falsários. Este filme tem poucas cartelas de títulos, algo que eu apreciei, mas é previsível.
O segundo tema era Norma Talmadge. No evento presencial, 15 dos filmes de Norma - mais três fragmentos de filmes - foram exibidos, enquanto na versão online três de seus filmes fizeram parte da mostra: o curta de 1912 “Mrs ‘Enry ‘Awkins” e dois longa-metragens. Em “Yes or No” (1920), Norma interprets dois papéis: a rica Margaret Vane, cujo marido está doente mas não conta para ela, e Minnie Berry, cujo marido é um operário que estuda à noite. Ambas as mulheres se sentem negligenciadas pelos maridos, e ambas são seduzidas por outros homens: a senhora Vane pelo bon-vivant Paul Derreck (Lowell Sherman) e a senhora Berry pelo seu inquilino Ted Leach (Gladden James). Essas mulheres dirão sim ou não para a tentação? Também no elenco está Natalie Talmadge - a futura esposa de Buster Keaton- como Emma, criada da senhora Vane e irmã de Minnie. Em “Yes or No” o papel duplo não é igual ao de “Sui Gradini del Trono”, no qual os sósias trocam de lugar, mas é uma boa técnica de qualquer maneira.
O segundo filme de Norma Talmadge exibido foi “The Lady”, dirigido por Frank Borzage. O filme começa com Polly Pearl, uma mulher de meia-idade (já interpretada por Talmadge), em sua taverna em Marselha. Lá ela reconta sua história de vida, primeiro como dançarina num teatro, ao que se segue um casamento com o rico Leonard St Aubyns (Wallace MacDonald), um casamento que só durou até a lua de mel. Sempre com o objetivo de ser uma dama, ela vai para a França, onde sofre um bocado. Os destaques deste drama lacrimoso foram a decoração de interiores de William Cameron Menzies e a atuação de Norma Talmadge, especialmente perto do final.
“Just Around the Corner” (1921) foi escrito para as telas e dirigido por Frances Marion. O filme conta a vida da família Birdsong: Ma (Margaret Seddon), Essie (Sigrid Holmquist) e Jimmie (Lewis Sargent, ótimo no papel). Essie é influenciada por uma má amiga, que a leva a mudar de trabalho e a apresenta a um golpista, Joe Ullman (Edward Phillips). A mãe se preocupa com um possível casamento entre Essie e um homem decente, por isso ela fica sempre à espera da noite em que Essie trará seu namorado para jantar em casa. Este filme foi restaurado graças à atuação conjunta da Biblioteca do Congresso dos EUA e o sempre excelente Eyefilmmuseum da Holanda, e a cópia exibida estava incrível.
As pessoas responsáveis por fazer o Código Hays ser respeitado ficariam malucas se tivessem que censurar o filme italiano “Profanazione”, de 1926. Estrelando Leda Gys, o filme conta a história de Giulia, uma mulher que, para pagar uma dívida, transa, contra sua vontade, com Roberto (de novo Alberto Capozzi), um homem que sempre a cobiçou. Giulia engravida e tem duas filhas, vive feliz por alguns anos, até que seu marido descobre que uma das meninas não é sua filha legítima.
Também teve espaço em Pordenone para documentários, tanto curtas quanto longa-metragens. Os curtas foram apresentados dentro da sessão da Ruritania e consistiam em newsreels mostrando os reis de Montenegro e da Eslovênia. Outro curta mostrava três festivais no Japão da década de 1910. O longa “Over Mountains, Over Valleys” (1929) não fez meu tipo, mas foi interessante ao mostrar principalmente crianças brincando em vilas da Eslováquia. Eu gostei muito das roupas das pessoas… e das ovelhas no começo. O diretor Karel Plicka realmente insere no filme traços etnográficos, fazendo dele um objeto muito curioso.
Na Giornate pude ver qual é o apelo de Ivan Mosjoukine, um querido dos Twitter os que tratam do cinema mudo. E, uau, que estrela! Ele é o protagonista de “Manolescu”, de 1929, interpretando um homem que se transforma em um trapaceiro, com a ajuda de sua amante, Cleo (Brigitte Helm). Quando ele é atingido na cabeça por um inimigo, ele conhece a adorável enfermeira Jeanette (Dita Parlo) e passa a viver um dilema amoroso. Curiosamente, como referência ao tema da Ruritania, o título do filme em inglês é “Manolescu, o Príncipe das Aventuras”.
Outro ator que pude conhecer melhor na Giornate foi Harrison Ford - não, não o Indiana Jones, mas um astro do cinema mudo com o mesmo nome. Em “Up in Mabel’s Room” (1926), Mabel (Marie Prevost) havia se divorciado do marido Garry (Ford) por causa de uma bobagem. Agora ela está determinada a se casar novamente com Garry, e uma festa numa mansão é a oportunidade perfeita para Mabel acabar com o noivado de Garry com Phyllis (Phyllis Haver) e tomar seu homem de volta. Duas coisas chamaram minha atenção neste filme: a trilha brilhante da Zerorchestra e o papel do mordomo Hawkins, interpretado por William Orlamond.
“O Grande Amor de uma Pequena Dançarina” (1924, título traduzido do original alemão) foi uma pérola. A animação feita com marionetes é a única sobrevivente do estúdio Piccolo-Film, e é o que chamamos de um “filme órfão”: não foi dirigido ou protagonizado por pessoas famosas, por isso não é o tipo de filme que chama atenção suficiente para ser restaurado e exibido. Também conhecido pelo maravilhoso título com trocadilho “The Cabinet of Dr Larifari”, este foi meu filme favorito de toda a Giornate, mesmo ele terminado com o deus ex-machina que eu mais detesto. Todo o resto foi perfeito: o trabalho com as marionetes, a atmosfera, a cor da cópia, a trilha sonora… Bem, se eu estivesse no Collegium este ano, escreveria meu artigo sobre este filme!
Obviamente, seguindo a Giornate online e também vendo o que estava acontecendo presencialmente na Itália gera uma tristeza. Eu amaria ter visto “The Unknown” (1927), com meu ator favorito do cinema mudo, Lon Chaney, e dez minutos extras que eram desconhecidos do público. Eu amaria ter visto o programa especial das Nasty Women, porque eu recentemente entrevistei as curadoras desta sessão e foi uma entrevista fantástica. E, o desejo mais óbvio, eu amaria ter estado lá no dia do aniversário de Buster Keaton para receber meu prêmio no palco do Teatro Verdi.
Todos nós que amamos cinema mudo sabemos o quanto
desta arte está perdido: na verdade, o diretor da Giornate, Jay Weissberg, em
uma das introduções, disse que 96% de todos os filmes feitos no Japão antes de
1945 estão perdidos! Mesmo assim, há tanto para ser descoberto - muito nos
arquivos, precisando de restauração - e eu sempre me alegro de acompanhar a
Giornate e descobrir tanta coisa. Pordenone é parte da minha história desde
2020, quando eles precisaram mudar para o ambiente online, e hoje estou feliz
por ser também parte da história de Pordenone. Vejo vocês ano que vem,
Pordenone - quem sabe presencialmente?
Labels:
Alemanha,
animação,
cinema mudo,
Collegium,
documentário,
Eslovênia,
festival,
Giornate del Cinema Muto,
Harrison Ford,
Ivan Mosjoukine,
melodrama,
Norma Talmadge,
Pordenone,
Ruritania,
Suécia
Wednesday, August 29, 2018
Eu sou Ingrid Bergman (2015) / Ingrid Bergman: In her Own Words (2015)
Se você tivesse que escolher uma
palavra para descrever Ingrid Bergman, qual escolheria? As respostas variam.
Para Hitchcock, a palavra seria “musa”. Para Cary Grant, “amiga” para Roberto
Rossellini, “amore”. Para Pia, Robertino, Ingrid e Isabella, “mama”. Para seus
fãs, “deusa”. Para os admiradores de sua trajetória, “livre”. Para qualquer um
que ame cinema, “talento”.
If you had to describe Ingrid Bergman with only one
world, which one would you choose? The answers would vary widely. For
Hitchcock, it’d be “muse”. For Cary Grant, “friend”. For Roberto Rossellini,
“amore”. For Pia, Robertino, Ingrid and Isabella, “mama”. For her fans,
“goddess”. For the admirers of her life story, “free”. For
anyone who love cinema, “talent”.
Felizmente, nós não temos de
escolher uma única palavra, porque a própria Ingrid nos deixou muitas palavras.
Ela é provavelmente a atriz de cinema clássico que tem mais diários, cartas,
fotos e vídeos caseiros para serem apreciados. E estas fontes foram o ponto de
partida para o documentário “Eu sou Ingrid Bergman”, do diretor sueco Stig
Björkman. Todos estes materiais estão disponíveis para consulta na Coleção
Ingrid Bergman dos Arquivos de Cinema da Universidade Wesleyan.
Thankfully, we don’t have to choose only one word,
because Ingrid herself left many words for us. She was probably the actress
from the Golden Age who has the most diaries, letters, candid photos and home
videos to be appreciated. And these material sources were the start of the
documentary “Ingrid Bergman: in her own words”, by the Swedish director Stig
Björkman. All these materials are now available to be consulted at the Ingrid
Bergman Collection from the Cinema Archives at the Wesleyan University.
| A professora da Universidade Wesleyan, Jeanine Basinger, com o passaporte de Ingrid, ainda criança / Historian and Wesleyan professor Jeanine Basinger holds Bergman's childhood passport |
Sua primeira experiência no cinema
foi aos 16 anos, como figurante em “Landskamp” (1932), e ela ficou em êxtase
com o que viu. Em 1933 ela foi aceita na Academia de Arte Dramática da Suécia -
mesmo local em que Greta Garbo estudou - e em 1935 ela estava fazendo filmes,
sendo creditada e disputado pelos estúdios. É
maravilhoso ver fatos e cenas destes primeiros filmes.
Her first film experience was at age 16, when she
was an extra in “Landskamp” (1932), and she was ecstatic about what she saw. In
1933 she entered the Royal Dramatic School in Sweden - the same place Greta
Garbo attended - and in 1935 she started doing movies as a credited actress and
being disputed by studios. It’s wonderful to see stills and scenes from those
early movies.
Ingrid herdou do pai, que morreu
quando ela tinha 13 anos, o hábito de filmar tudo ao seu redor. Ela sempre
carregava uma câmera consigo, e por causa disso hoje podemos vê-la com seu
primeiro marido, Petter Lindström, na cerimônia de casamento, passeando pela
Europa e muito mais. Em um curto e assustador vídeo de 1938, um grupo de
nazistas marcha ao lado do carro deles, estacionado na rua, onde Ingrid está
encostada. Todos agem como se aquilo fosse normal. É um vídeo em cores, o que
faz tudo ainda mais realista. Isso não aconteceu há muito tempo. E alguns dos
nossos ídolos estavam lá testemunhando tudo.
Ingrid inherited from her father, who died when she
was 13, the habit of filming everything around her. She always had a camera
with her, and because of that we can see her with her first husband, Petter
Lindström, in their wedding, vacationing through Europe and more. In a chilling
footage, from 1938, a group of Nazi soldiers marches side by side with their
car, parked in a street, with Ingrid leaning on it. Everybody acts as if it was
normal. It’s color footage, making everything more palpable. It happened not so
long ago. And some of our idols experienced it firsthand.
Ingrid também escreve muitas
cartas. Boa parte da narração - a voz de Ingrid em sueco é de Alicia Vikander -
vem de trechos de cartas que ela escreveu para Mollie, uma amiga sueca, Ruth,
uma fonoaudióloga de Hollywood, e Irene, esposa de Selznick. Há também um trecho
de uma carta que o fotógrafo de guerra Robert Capa escreveu para Ingrid. Eles
se conheceram na Europa, onde Ingrid estava visitando as tropas
norte-americanas, e se apaixonaram. O mesmo aconteceu quando ela trabalhou com
Victor Fleming. Sua filha, Pia, tem uma teoria sobre estas paixões: homens que
trabalhavam atrás das câmeras faziam Ingrid se lembrar do pai.
Ingrid also wrote many letters. A lot of the
narration - Ingrid’s voice in Swedish is provided by Alicia Vikander - is
provided from passages of letters she wrote to Mollie, a Swedish friend, Ruth,
a Hollywood speech coach, and Irene, Selznick’s wife. There is also a passage
taken from a letter war photographer Robert Capa wrote to Bergman. They met in
Europe, where Ingrid was entertaining the troops, and fell in love. The same
happened when she worked with Victor Fleming. Her daughter Pia has a theory
about those love affairs: men behind cameras reminded Ingrid of her father.
Os vídeos caseiros feitos na
Itália, quando ela estava com Rossellini, são divertidos, emocionantes e cheios
de propósito, como a filha Ingrid menciona. Isso nos faz imaginar como Ingrid
seria se fosse diretora de cinema. Ela se especializaria em comédias? Ela
ficaria mais confortável na frente ou atrás das câmeras, ou talvez ambos?
The home videos she recorded in Italy, when she was
with Rossellini, are fun, touching and purposeful, as daughter Ingrid mentions.
This makes us wonder how Ingrid Bergman would be as a movie director. Would she
specialize in comedies? Would she be more comfortable in front of or behind the
cameras, or maybe both?
Ingrid diz que Humphrey Bogart era
“interessante”, porque não era um galã comum, chama Hitchcock de “muito
talentoso”, e Cary Grant de “um dos colegas de cena mais simpáticos” - e
Isabella ainda diz que Gran ensinou a mãe a não se levar tão a sério. Com Jean
Renoir, ela aprendeu que atuar em filmes não apenas ser outra pessoa, e tendo
isso em mente, ela pôde ter uma nova perspectiva acerca dos filmes que fez.
Ingrid calls Humphrey Bogart “interesting”, because
he’s not the average leading man, says Hitchcock is “very talented”, and Cary
Grant was “one of the nicest costars she worked with” - and Isabella adds that
Grant taught her mother to take herself less seriously. With Jean Renoir, she
learned that acting in movies is not only about being someone else, and with
this in mind she could have a new perspective of the movies she had acted in.
Quando Ingrid mudou-se da Suécia
para Hollywood, ela deixou Pia ainda bebê. Quando ela foi para a Itália, Pia
tinha 11 anos. E quando ela se separou de Rossellini e mais tarde se casou com
o produtor de teatro sueco Lars, ela não levou consigo as crianças. Mesmo
assim, nenhuma delas tinha coisas ruins para falar da mãe. Mesmo que desejassem
ter passado mais tempo com ela, eles sabiam que ela era preocupada - ela deu
uma pausa de dois anos na carreira quando Isabella fez uma cirurgia nas costas
- divertida, doce, surpreendente e carinhosa.
When Ingrid left Sweden for Hollywood, she left
Pia, still a baby. When she left to Italy, Pia was 11. And, when Ingrid
divorced Rossellini and later married the Swedish theater producer Lars, she
didn’t bring along her children either. Yet, nobody had a harsh word to talk
about their mother. Although they wish they had more time with her, they knew
she was caring - she stopped working for two years when Isabella had back
surgery - funny, sweet, amusing and warm.
Ingrid era uma mulher moderna que
se sentia incompleta quando não estava trabalhando e fazendo o que amava, mesmo
tendo uma família e uma casa para ocupar seu tempo - o que, de acordo com
algumas pessoas, são mais do que o suficiente para fazer uma mulher feliz. Mas
não me fariam feliz. E também não fizeram Ingrid feliz. Ela nuca estava
satisfeita, sempre queria mais. Na Suécia, ela queira ir para Hollywood. Uma
vez em Hollywood, ela decidiu ir para a Itália. E depois para a França. E então
para a Inglaterra. Ela enfrentou o julgamento hipócrita que todas as mulheres
livres enfrentam.
Ingrid was modern woman who felt incomplete when
she wasn’t working and doing what she loved, even though she had a family and a
house to keep her busy - which, according to some people, is more than enough
to make a woman happy. But not me. And not Ingrid either. She was never happy,
she always wanted more. In Sweden, she aspired for Hollywood. Once in
Hollywood, she decided to go to Italy. Then France. Then England. She faced the
hypocritical judgment all free women face.
Só um exemplo de hipocrisia: há um
trecho com Ed Sullivan perguntando a seu público se eles queriam que Ingrid
Bergman fosse entrevistada no seu programa. O documentário não mostra o
desfecho: o público disse Sim, mas Sullivan vetou a decisão. As pessoas queriam
vê-la e ouvi-la, mas os salvadores da família e da moral não queriam dar uma
voz a ela, e pintaram-na como prostituta.
Only one example of hypocrisy: there is footage of
Ed Sullivan asking his viewers if they wanted to see Ingrid interviewed in his
shows. The documentary doesn’t show the results: the public said Yes, but
Sullivan vetoed the actress. People wanted to see and hear the star, but the
mighty saviors of family and morale didn’t want to give her a voice, and
painted her as a whore.
De volta à pergunta inicial: Se
você tivesse que escolher uma palavra para descrever Ingrid Bergman, qual
escolheria? Algumas palavras são escolhidas por seus filhos para descrevê-la.
Isabella escolhe “charme”. Roberto escolhe “coragem”. Você não precisa escolher
nenhuma palavra. Ingrid Bergman nós deixou todas as suas palavras como um
precioso legado.
Back to the initial question: If you had to
describe Ingrid Bergman with only one world, which one would you choose? A few
little words are chosen by her kids to describe her. Isabella chooses “charm”.
Roberto chooses “courage”. You don’t have to choose a word. Ingrid left us all
her words as a precious legacy.
This is my contribution to the Fourth Wonderful Ingrid Bergman blogathon, hosted by my friend Virginie at The Wonderful World of
Cinema.
Sunday, May 31, 2015
Estudando cinema (escandinavo) sem sair de casa
Eu uso qualquer
desculpa para ver mais filmes. Se for possível ver muitos filmes, aprender um
bocado e ainda conseguir um certificado (com honras!!!) de uma universidade
internacional, pode ter certeza de que eu aproveitarei a chance. E de fato fiz
isso, através do curso Scandinavian Film & TV, oferecido pela Universidade
de Copenhagen no portal Coursera. E eu não poderia ter ficado mais feliz com o
resultado.
Logo no começo pude
aprender mais sobre meu período favorito: o cinema mudo dos países escandinavos
(Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca). Os primeiros filmes foram
apresentados nestes países em 1896 e o cinema mudo dinamarquês e sueco tinham
grande destaque na década de 1910... até a UFA, produtora e distribuidora
alemã, monopolizar o mercado europeu.
Os grandes mestres
escandinavos mereciam um tópico só deles, e por isso estudamos Carl Theodor
Dreyer (cujo nome aprendi a pronunciar com um sotaque autêntico) e Ingmar
Bergman separadamente. Na vez de Dreyer, pude me encantar com seu primeiro
longa-metragem, o fantástico “O Presidente” de 1919. Bergman e eu somos velhos
conhecidos! Tanto Dreyer quanto Bergman filmavam as chamadas “chamber plays”: histórias que se
passavam em cenários restritos (muitas vezes até desérticos) e com poucos
personagens. É o drama psicológico à moda sueca.
Você tem medo de
filmes antigos? Quer saber mais sobre Lars Von Trier e sua “Ninfomaníaca”? Não
se preocupe: boa parte do curso é dedicada à nova onda de bons filmes
dinamarqueses, incluindo ganhadores do Oscar, mulheres diretoras e o homem que
hoje é Hannibal Lecter na TV. Há também tópicos como a “New Wave escandinava” e
o polêmico e curioso Dogma 95 (manual de regras para ser levado a sério ou
apenas uma jogada de marketing para atrair atenção para o cinema escandinavo?).
Algo muito
interessante e curioso neste curso é que cada tópico tem um professor diferente
(quando eu fiz o curso, em 2014, eram 10 temas em 10 semanas. Em 2015 o curso
foi oferecido novamente com os mesmos 10 temas, mas condensados em cinco
semanas). É como assistir semanalmente a pequenas lições com palestrantes
distintos. Essa foi a primeira e única vez que isso aconteceu em um curso
online que eu fiz até agora.
O curso acabou e eu
consegui um certificado (com honras!!!) e ainda aumentei minha lista de filmes
que quero ver (Asta Nielsen dos anos 1910, você é a próxima). Para conseguir o
certificado, foi necessário fazer alguns teste fáceis de múltipla escolha e
dois textos, um sobre o filme “A Palavra / Ordet”, de Dreyer, e outro sobre as
causas do recente sucesso de séries de TV escandinavas em outros países.
Claro que nem todo
mundo queria receber um certificado. É também possível se matricular e ver as
lições apenas de um tema que mais lhe interesse. E é esse caráter democrático que mais me
fascina nos cursos online de cinema.
Por falar nisso, em 1º
de junho começa o curso “Into the Darkness: Investigating Film Noir”. O canal
TCM apoia o curso e, além de mim, dezenas de amigos meus da internet vão fazer
o curso. E aí, nos encontramos na sala de aula?
Subscribe to:
Posts (Atom)






















