} Crítica Retrô

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Monday, March 19, 2012

Dois momentos bem parecidos de Joan

Em time que está ganhando não se deve mexer. E em filme, essa máxima é válida? Nem sempre. As provas são várias: sequências ruins de bons filmes, temas explorados à exaustão e astros estereotipados ou repetindo papéis. Joan Crawford sofreu esse último mal, em dois filmes bons, mas incrivelmente semelhantes, ambos produzidos por Jack Warner e Jerry Wald.
Em 1945, sua atuação como a mãe zelosa e batalhadora Mildred Pierce, no filme “Alma em Suplício / Mildred Pierce”, lhe rendeu um Oscar. Dois anos depois viria mais uma indicação por “Fogueira da Paixão / Possessed”. Este repete consideravelmente a fórmula do primeiro, contando, inclusive, com uma filha ingrata e ciumenta de alta periculosidade (que nem era dela). A semelhança é tanta que a edição de 2009 de “1001 filmes que você deveria ver antes de morrer” apresenta uma imagem de Joan, de vestido florido e empunhando uma arma, como pertencente a “Alma em Suplício”, quando, na verdade, faz parte de “Fogueira da Paixão”!
Em meio à Grande Depressão, Mildred Pierce, uma mulher divorciada, mãe de duas filhas, tenta encontrar o caminho para o sucesso financeiro ao mesmo tempo em que deve lidar com a problemática filha mais velha, Veda (Ann Blyth) que dá mais trabalho mas também com quem Mildred gasta mais energia, a fim de agradá-la. No entanto, Veda apenas deseja conseguir uma forma fácil de enriquecer.
Na cidade de Chicago, Louise vagueia sem rumo. Ela é recolhida para uma instituição psiquiátrica e conta sua trajetória enquanto está sob o efeito de medicamentos. Ela tinha sido contratada para ser enfermeira na casa de David (Van Heflin), por quem desenvolve um sentimento destrutivo. Ela então se casa com Dean (Raymond Massey). Apesar dos esforços para conquistar seu afeto, Louise consegue apenas despertar o ódio da enteada, Carol (Geraldine Brooks), que se envolve com David.
Em nenhum dos dois casos Joan foi a primeira escolha: em 1945, o papel de Mildred iria inicialmente para Ann Sheridan, e Joan teve de fazer um teste na Warner Brothers para conseguir o papel. O diretor Michael Curtiz tinha algumas ressalvas em relação a ela, pois acreditava que a atriz de gênio difícil já tinha passado de seu melhor momento. No mesmo filme, a primeira opção para interpretar Veda era Shirley Temple, eternamente fofa; e Ann Rutherford também mostrou interesse pelo papel. Foi Joan que indicou Ann Blyth e ajudou a jovem atriz em seu teste. Em 1947, ironicamente, o estúdio desejava que Bette Davis interpretasse Louise, mas ela saiu de licença-maternidade e deixou o caminho livre para Joan brilhar mais uma vez.

Em ambos os filmes, as personagens de Joan se vêem traídas por duas pessoas por quem tinham carinho: seu amado cafajeste e uma garota mimada que ela tenta agradar. Os dois filmes noir, inseridos neste gênero muito mais pela atmosfera bicromática que pelos elementos do enredo, garantiram a Joan indicações para o Oscar e um retorno às telas em grande estilo. Ela não compareceu à cerimônia de premiação, mas logo que ficou sabendo que havia ganhado a estatueta, chamou a imprensa em sua casa e fez um discurso de agradecimento. Estes dois papéis podem ter sido parecidos e previsíveis, mas Miss Crawford nunca perde a capacidade de nos surpreender.

Tuesday, March 13, 2012

A dança não pode parar

O musical é um gênero cinematográfico sem meio-termo: ou você ama ou odeia. A cantoria e as longas sequências de dança que surgem do nada não agradam a todos. Para os fãs mais apressadinhos, mesmo a dança em excesso cansa. Essa é uma seleção de números musicais capazes de sufocar quem não gosta de musicais e deleitar aqueles que adoram o gênero mais alegre da sétima arte.

Belezas em Revista / Footlight Parade: Este filme de 1933 pode ser dividido em dois: um sobre os bastidores de espetáculos musicais e outro somente com os números ensaiados. A meia hora final é usada quase toda para a dança, contando com “By a Waterfall”, “Shanghai Lil” e “Honeymoon Hotel”. 

A Alegre Divorciada / The Gay Divorcee (The Continental – 8 min): A canção ganhadora do primeiro Oscar de Melhor Canção Original foi adicionada ao filme por sugestão da protagonista Ginger Rogers. Ela é apresentada durante longos minutos, sob forma instrumental e também cantada por Ginger, Fred e um ator, além de servir de trilha para um balé.
Um dia nas corridas / A day at the races (The Swing – 7 minutos): As comédias dos irmãos Marx sempre tinham um momento dançante, parodiando os pomposos musicais da época. Em 1937, antes da longa sequência do Swing, citado acima, Harpo ainda transforma um piano em uma harpa de forma espetacular.

Os Sapatinhos Vermelhos / The Red Shoes: O belo filme inglês a cores conta a história de uma bailarina (Moira Shearer) dividida entre o amor de um maestro e de um compositor. Com seus sapatinhos vermelhos encantados, ela apresenta a única dança do filme em 15 minutos de um balé digno de ser apresentado nos melhores teatros.

Sinfonia de Paris / An American in Paris (The American in Paris Ballet – 17 min): O clímax deste ganhador de seis Oscars é um suntuoso número com muitas trocas de cenário e figurinos por parte de Gene Kelly e Leslie Caron. Inspirado em obras de grandes pintores franceses, o balé levou seis meses para ser ensaiado.

Nasce uma Estrela / A Star is Born (Born in a Trunk – 18 min): As plateias de 1954 perderam muito quando foram ao cinema conferir Judy Garland e James Mason na refilmagem do drama de 1937. Isso porque o filme foi distribuído sem a longa sequência musical em que Esther Blodgett / Vicky Lester conta sua trajetória nos palcos. O número foi reintegrado ao filme em 1983. Além disso, o filme conta com "Someone at Last", com sete minutos e meio.
Amor, sublime amor / West Side Story: A versão nova iorquina de Romeu e Julieta é bastante longa por conta de seus elaborados números musicais: só o prólogo com os Jets demora oito minutos, “América demora sete, Gym Mambo” tem mais de seis... e por aí vai.

O show deve continuar / All that Jazz (Bye Bye Life – 9 minutos): Joe Gideon (Rob Scheider), alter-ego do diretor Bob Fosse, tem uma experiência transcendental em um grande espetáculo, onde se despede da vida em grande estilo.

Assistam os números clicando nas palavras destacadas... se aguentarem!

Thursday, March 8, 2012

The Flapper (1920) e o triste fim de sua protagonista

The Flapper (1920) and the sad ending of a leading lady

Considerada uma das mais belas mulheres de seu tempo, Olive Thomas ironizou, em um dos seus últimos filmes, uma moda que estava nascendo e governaria durante toda a década de 1920: a ousada e sensual “flapper”. Se tivesse vivido mais, é difícil de acreditar que a angelical moça aderisse ao estilo, mas certamente continuaria arrasando corações. Infelizmente, Olive Thomas faleceu de modo trágico em setembro de 1920, aos 25 anos.

Considered one of the most beautiful women of her time, Olive Thomas mocked, in one of her last movies, a fashion that was appearing and would dominated the bulk of the 1920s: the daring and sexy flapper. If she had lived longer, it would be hard to believe that the angel-faced girl would adhere to the fashion, but she certainly would have crushed many mofre hearts. Unfortunately, Olive Thomas passed away in a tragical way on September 1920, when she was only 25.

Genevieve King (Olive) é uma garota sonhadora que mora na pacata cidadezinha de Orange Springs. Ao ser vista passeando com seu vizinho Bill (Theodore Westman Jr), Genevieve é mandada pelo severo pai para um internato feminino perto de New York. Lá, ela continua sonhando em encontrar um príncipe encantado, e isso parace estar perto de acontecer, pois o charmoso Richard Chenning (William P. Carleton) cavalga todos os dias em frente à escola. Seguindo seus sonhos ingênuos, Genevieve vai a bailes, foge da proprietária do internato e até se envolve em um roubo de joias planejado pela colega malvada Hortense (Katherine Johnston). Norma Shearer e a irmã Athole fazem pontas como estudantes.

Genevieve King (Olive) is a dreamer who lives in the peaceful town of Orange Springs. When she is seen hanging out with her neighbor Bill (Theodore Westman Jr), Genevieve is sent by her strict father to na all-female boarding house near New York City. There, she keeps dreaming about finding a Prince Charming, and this seems to be about to happen, because the charming Richard Chenning (William P. Carleton) passes by on his horse every day in front of the boarding house. Following her naïve dreams, Genevieve goes to balls, runs away from the owner of the boarding house and even gets involved with jewelry theft planned by her evil colleague Hortense (Katherine Johnston). Norma Shearer and her sister Athole have bit parts as students.

Ao voltar para casa nas férias, ela finge ter virado uma “flapper”, usando roupas elegantes e dizendo que seduzia vários homens na cidade grande. Seu estilo neste momento lembra vamps do cinema mudo, como Theda Bara ou Pola Negri. No entanto, essa parte é uma grande zombaria, pois Olive era muito mais parecida com as virginais Mary Pickford e Lillian Gish.

Coming back home on vacation, she pretends to have become a flapper, using fancy clothes and telling that she seduced many men in the big city. Her style then reminds us of silente film vamps such as Theda Bara and Pola Negri. However, this part is a huge mockery, because Olive looked much more like the virginal Mary Pickford and Lillian Gish.

Algo muito interessante neste filme são os seus intertítulos decorados. Eles não trazem apenas um diálogo ou o texto narrativo, mas também desenhos relacionados às situações na tela. Por isso vemos bonequinhos de chumbo, cavalinhos de brinquedo, túmulos à venda, corações palpitantes e garrafas de bebida em meio às frases.

Something very interesting in this film are the decorated title cards. They don’t bring only a dialogue or the narration, but also drawings related to the situations seen on screen. That’s why we see little dolls, toy horses, tombs for sale, pumping hearts and liquor bottles together with the text.

A experiência de ver essa película muda foi levada ao extremo, pois a versão a que eu assisti era realmente MUDA. Nenhum som se ouvia. Por isso eu coloquei para tocar várias músicas instrumentais que nem sempre combinavam com o que passava na tela. Porém, algumas músicas combinaram perfeitamente, como “Elizabethan Serenade” durante os esportes de inverno e “Pompa e Cirscunstância” durante o baile.

The experience of seeing this silent film was extreme, because the version I watched was indeed SILENT. Not a sound was heard. That’s why I put a playlist of instrumental songs that not always matched what was on screen. However, sometimes the match was perfect, like “Elizabethan Serenade” during the winter sports and “Pomp and Circumstance” during the ball.

Nascida Oliveretta Elaine Duffy em 1894 em Pittsburgh, Olive (apelido dado pela família) foi para New York depois do fracasso de seu primeiro casamento, aos 18 anos. Chegando à cidade grande, ela passou a trabalhar como vendedora e, em 1914, ganhou um concurso de garota mais bela e, a partir daí, posou para várias pinturas e capas de revista, até ser contratada para ser uma Ziegfeld Girl. Ela faria sua estreia no cinema em 1916, mesmo ano em que se casaria com Jack Pickford, irmão da estrela Mary.

Born Oliveretta Elaine Duffy in 1894 in Pittsburgh, Olive (a nickname given by her Family) went to New York following the failure of her first marriage when she was 18. Arriving in the big city, she worked as a sales girl and, in 1914, won a Most Beautiful Girl contest and, from then on, was a model for several paintings and magazine covers, until she was hired to be a Ziegfeld Girl. She would make her film debut in 1916, the same year she married Jack Pickford, Mary’s brother.

Depois da estreia de “The Flapper” e de finalizar “Everybody’s Sweetheart”, Olive partiu com Jack para uma segunda lua-de-mel em Paris. Depois de uma grande festa, Olive deciciu tomar um remédio para dormir e acabou ingerindo veneno, que a deixou cega e com as cordas vocais queimadas, matando-a cinco dias depois. Embora houvesse a hipótese de suicídio, a história mais aceita é a de que ela se confundiu com o rótulo em francês, tomando uma substância com mercúrio (HgCl2).

After “The Flapper” premiered and she finished working in “Everybody’s Sweetheart”, Mary and Jack went on a second honeymoon to Paris. After partying hard, Olive decided to take sleeping pills but instead took poison, what left her blind and with her vocal chords burned, killing her five days later. Even though the hypothesis of suicide appeared, the most accepted story is that she mistook a label written in French, taking a substance with Mercury (HgCl2).

O casamento com Jack nunca foi fácil. Os dois adoravam viver perigosamente e desfrutar das festas de alta sociedade. A família de Jack não aprovava o casamento, pois, segundo Mary Pickford, Olive era do mundo do teatro, de uma realidade diferente de quem estava no cinema. Apesar das brigas do casal, eles eram muito apaixonados e, em 1920, adotaram o sobrinho de Olive, após o menino ficar órfão. Depois da morte da esposa, Jack nunca mais foi o mesmo. Ele se entregou ao acoolismo, casou-se mais duas vezes e faleceu em 1933, aos 36 anos.

The marriage to Jack had never been na easy one. Both loved to live dangerously and go to high society parties. Jack’s family didn’t want the wedding because, according to Mary Pikford, Olive was from the theater scene, from a reality very different from people in the movies. Even though they fought constantly, they were very much in love and, in 1920, adopted Olive’s nephew when the boy became na orphan. After his wife passed away, Jack was never the same again. He started drinking more and more, got married twice and passed away in 1933, at age 36.

Com olhos violeta, cabelos castanhos e um rosto angelical, Olive fez 24 filmes em apenas quatro anos de carreira. A linda atriz, apesar de estar exagerando nas reações, parece mais glamourosa nas cenas vestida de “flapper”. Este filme foi feito pela companhia de Myron Selznick (irmão de David O.), onde também trabalhavam seus dois irmãos. Olive reclamava que não havia estereótipo que lhe servisse, pois estava entre a menina ingênua e a mulher sedutora. Apesar de sua beleza e de seu sucesso, a estrela hoje está um pouco esquecida, mas conseguiu provar, junto com Jean Harlow e James Dean, que não é preciso viver muito para escrever seu nome na história de Hollywood.

With violet eyes, light brown hair and an angel face, Olive made 24 films in only four years. The gorgeous actress, even though she exaggerates in her reactions, looks more glamourous when she is dressed as the flapper. This film was made by the company owned by Myron Selznick (David O.’s brother), where her two brothers also worked. Olive complained that there was no stereotype that suited her, because she was between the naïve girl and the seductive woman. Even though she was gorgeous and successful, the star is nowadays a bit forgotten, but could prove that, together with Jean Harlow and James Dean, that you don’t have to live a long life to write your name in Hollywood’s history.

Gone Too Soon Blogathon

Para os interessados, “The Flapper” pode ser assistido no Internet Archive ou no YouTube.

For those interested, “The Flapper” can be watched at the Internet Archive or on YouTube

Friday, March 2, 2012

John Huston & dois casais improváveis

Dono de uma carreira invejável e com muitos sucessos no currículo, que inclui clássicos noir, dramas e uma sólida parceria com Humphrey Bogart. Em mais de 40 anos de tabalho como diretor, foi responsável por grandes obras. É claro que em quatro décadas muitas coisas interessantes podem ocorrer, como por exemplo filmar duas películas diferentes que guardam interessantes semelhanças entre si.
Foi com Bogart que Huston realizou, em 1951, “Uma Aventura na África / The African Queen”, tendo como co-protagonista Katharine Hepburn. Durante a Primeira Guerra Mundial, a missionária Rose (Hepburn) se vê totalmente sozinha na África dominada pelos alemães. Sua saída é escapar à bordo do barco de Charlie (Bogart), com quem ela não simpatiza. Entre testes de sobrevivência na selva e um plano para fugir da rota de um barco do inimigo, os dois brigam muito e inevitavelmente se apaixonam.
Não beba isso, Kate
Não é novidade que as filmagens foram uma epopeia à parte. Apenas Bogart e Huston, de toda a equipe, se mativeram sãos, pois comeram apenas comida enlatada e beberam uísque. Quem bebeu a água do local acabou com uma forte disenteria, caso da própria Hepburn. Mais tarde, Humphrey faria piada com o caso, dizendo que nenhum mosquito se atreveria a atacar ele e John porque, se um inseto os picasse, cairia morto com todo o álcool ingerido com o sangue.
Em 1957, a história voltaria a ser filmada pelo mesmo diretor, com algumas modificações que a deixaram mais interessante. Um soldado (Robert Michum) vai boiando em um bote salva-vidas até uma ilha onde há uma Igreja. Com a morte do padre local, resta apenas a noviça Angela (Deborah Kerr). O problema é que se trata de uma ilha do Pacífico ocupada pelos japoneses durante a Segnda Guerra Mundial. O estranho casal protagonista de “O Céu por Testemunha / Heaven Knows, Mr Alison” tem de se unir para sobreviver, ao mesmo tempo em que tentam não cair em tentação, missão complicada para o soldado.
John Huston aprendeu a lição e decidiu filmar esta história em um local menos insalubre, optando pelas ilhas Trinidad e Tobago. Um pequeno problema que ele enfrentou foi encontrar homens que falassem japonês. Para isso, ele contratou alguns imigrantes japoneses no Brasil e também donos de lavanderias e restaurantes no local. Como consequência, boa parte da população da ilha ficou sem roupas lavadas ou refeições prontas, pois os serviços foram fechados enquanto seus empregados estavam gravando.
Depois que o filme foi terminado, Huston não ficou muito feliz porque não pôde realizá-lo da forma que queria devido ao Código Hays. Por outro lado, Deborah e Robert tornaram-se grandes amigos, trabalhando juntos em mais três ocasiões. Mais tarde, Deborah diria que Mitchum foi o melhor ator com quem ela contracenou. E Mitchum afirmaria que este fora seu melhor papel. Além disso, o ator ficou apaixonado pela música local, gravando um disco de calypso.
Embora o filme de 1957 seja mais emocionante com cenas de roubo de comida em meio ao acampamento inimigo e também uma tensão religiosa que gera certa dúvida quanto à viabilidade de uma relação, a produção de 1951 tem destaque pelo carisma de seus protagonistas, dois amigos e veteranos do cinema. Cada uma tem seus méritos e ambas fazem da experiência cinematográfica uma deliciosa aventura.

Monday, February 27, 2012

Oscar 2012

A grande festa da Academia, em sua edição número 84, continua a atrair milhões de pessoas ao redor do mundo. Seja pelos ganhadores, por torcer por alguém ou algum filme em particular ou mesmo para conferir os elegantes trajes do tapete vermelho, há sempre um público cativo para o Oscar.
Alguns ganhadores eram quase certeza, devido aos prêmios que vieram antes na temporada de premiação, como Melhor Ator e Atriz Coadjuvante para Christopher Plummer e Octavia Spencer. Plummer, aliás, estabeleceu um novo recorde como o mais velho ganhador, aos 82 anos. Alguns prêmio técnicos também não eram novidade, como Melhor Figurino e Trilha Sonora para “O Artista”.
Os prêmios principais, últimos a serem apresentados, ficaram com Michel Hazanavicious (Diretor), Jean Dujardin (Ator), Meryl Streep (Atriz) e “O Artista” (Filme), quebrando outro recorde ao ser o primeiro filme mudo a ganhar a honra máxima desde a primeira cerimônia, em 1929. E, por falar em recordes, Meryl juntou-se a Ingrid Bergman com a marca de três Oscars, dois como Atriz Principal e um como Coadjuvante.
O grande ganhador da noite foi “A Invenção de Hugo Cabret”, dirigido por Martin Scorsese que, contudo, não levou o prêmio de Melhor Diretor. O filme ganhou cinco Oscars (empatado com “O Artista”), destacando-se em categorias técnicas, como Melhores Edição e Mixagem de Som, Montagem, Direção de Arte e Efeitos Especiais
Com a volta de Billy Cristal como apresentador pela nona vez, alguns risos foram garantidos. Achei bastante simpático o número inicial, em que ele apresentou os concorrentes a Melhor Filme com paródias de algumas famosas músicas americanas. Embora ele não seja um astro do humor contemporâneo (um de seus maiores sucessos é uma comédia da geração passada, “Harry e Sally”, de 1989) foi uma boa aposta. Afinal, a Academia tenta a cada ano chamar o público mais jovem para ver o show armado.   
Mais uma vez o Brasil ficou a ver navios, perdendo a estatueta de Melhor Canção Original para “Man or Muppet”. E a glória de Melhor Filme Estrangeiro foi para o iraniano “A Separação”. O prêmio de Melhor Roteiro Adaptado foi para “Os Descendentes” e o de Roteiro Original, para “Meia-Noite em Paris” e, é claro, Woody Allen não apareceu. 
E, quanto a mim, percebi que preciso estudar mais estatística ou ao menos melhorar minha capacidade de chute. Do bolão feito, acertei 15 das 24 categorias. Para o próximo ano, pretendo melhorar assistindo aos indicados ou ao menos me informando melhor sobre eles se, é claro, perder a magia que vem junto com essa incrível festa do Oscar, celebração máxima do poder do cinema. Ah, e viva os primórdios da sétima arte!

Thursday, February 23, 2012

Bolão do Oscar 2012


Já diz meu avô: “Teimar sempre, apostar nunca”. Mas eu não pude resistir a fazer minhas apostas para o Oscar 2012, pois tive a honra de ser convidada a participar do bolão do DVD, Sofá e Pipoca. Ah, e vou logo avisando que não conferi todos os indicados (desculpa esfarrapada antes mesmo do resultado?).  De qualquer modo, as apostas foram feitas misturando um pouco do meu gosto pessoal, do que já vinha sendo apontado em outras premiações e alguns chutes. Então, vamos lá. A sorte está lançada!

MELHOR FILME: O Artista

MELHOR ATOR: Jean Dujardin - O Artista (simpático e versátil)

MELHOR ATRIZ: Viola Davis - Histórias Cruzadas (Sorry, Meryl)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Christopher Plummer - Toda Forma de Amor

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Octavia Spencer - Histórias Cruzadas

MELHOR DIRETOR: Michel Hazanivicous - O Artista

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Os Descendentes

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Meia-Noite em Paris

MELHOR FILME
EM LINGUA ESTRANGEIRA
: A Separação (Irã)

MELHOR LONGA ANIMADO: Rango

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL: O Artista

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: "Man or Muppet" - Os Muppets (para o meu gosto, “Real in Rio” é bem mais animada...)


MELHORES EFEITOS VISUAIS: Planeta dos Macacos – A Origem

MELHOR MAQUIAGEM: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

MELHOR FOTOGRAFIA: A Árvore da Vida

MELHOR FIGURINO: O Artista

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR DOCUMENTÁRIO: Pina (de Wim Wenders)

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM: The Tsunami and the Cherry

MELHOR MONTAGEM: A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR CURTA: Raju

MELHOR CURTA ANIMADO: La Luna

MELHOR
EDIÇÃO DE SOM: A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR MIXAGEM DE SOM: Cavalo de Guerra

Saturday, February 18, 2012

Vida de Cachorro / A Dog’s Life (1918)

Muito antes de Rin-Tin-Tin, Skippy (ou melhor, Asta) e Lassie, houve um cãozinho que dividiu a tela com um grande astro, chegando até mesmo a roubar a cena. Em um dos primeiros filmes que têm num animal parte importante da trama, Charles Chaplin e seu amigo de quatro patas encantam a plateia, garantindo meia hora de boas risadas.

Before Rin-Tin-Tin, Skippy (better known as Asta) and Lassie, there was a dog that shared the screen with a great film star, and even stole the scene. In one of the first films with a leading role played by an animal, Charles Chaplin and his four-legged friend amaze the audience and give us half an hour of good laughs.
O vagabundo mora em um terreno baldio com um cachorrinho de nome Scraps, resgatado da fúria de cães maiores no início do filme por Chaplin. Juntos, os dois procuram comida com um vendedor interpretado por Sydney Chaplin, no primeiro filme em que ele trabalha com o irmão. Depois, eles vão em busca de diversão em um clube onde canta Edna Purviance, uma aspirante ao estrelato que não tem tido muito sucesso.

The Tramp lives in an empty lot with a little dog called Scraps. Scraps was rescued by Chaplin from a group of angry big dogs in the beginning of the movie. Together, the two outcasts look for food with a salesman played by Sydney Chaplin, who is working with his brother by the first time. Later, the Tramp and Scraps look for some fun in a club in which Edna Purviance sings. Edna is a wannabe star who is not very successful so far.
Não podemos negar que temos um protagonista animal. Ele está o tempo todo em cena, garantindo bons momentos – tanto divertidos quanto emocionantes. A personagem canina é de fundamental importância. Sua trajetória em muito se assemelha à do casal principal. É ele, também, quem acha a carteira cheia de dinheiro que promete dar uma vida melhor ao trio, até ser roubada. A cena do resgate do dinheiro, aliás, é sensacional. Mas nem tudo foi fácil nas gravações. Na simpática cena em que ele serve de travesseiro ao vagabundo, Chaplin teve de dar whisky ao cão para não ser mordido.


We can’t deny we have an animal lead. The dog is on the screen all the time and he is the source of several good moments – both fun and moving. The dog character is fundamental in the plot. Its story arc is very much alike the main couple’s. It is the dog, also, the one who finds a wallet full of money that is a promise of a better future – until the wallet is stolen. The scene with the reascue of the money, by the way, is sensational. But not everything was easy during filming. In the charming scene in which the Tramp uses the dog as a pillow, Chaplin had to give whiskey to the dog so it wouldn’t bite him.
Este foi o primeiro filme de Chaplin a somar um milhão de dólares nas bilheterias. Escrito, dirigido e produzido por seu protagonista, também foi o filme de estreia do estúdio First National Films (a United Artists, em que Chaplin era sócio, só surgiria no ano seguinte). Ele conviveu com cães desde a época do vaudeville, quando seu irmão introduziu os caninos em alguns números cômicos. Para o filme, ele testou 21 vira-latas até chegar a Mutt, o astro final, não sem antes haver, literalmente, muita briga de cachorro grande.

This was the first Chaplin film to earn a million dollars in the box office. Written, directed and produced by its leading man, “A Dog’s Life” was the first film released by First National Films (United Artists, the studio and distributor that Chaplin held partnership in, would only be founded in 1919). Chaplin had worked with dogs since his vaudeville times, when his brother put dogs in some comic acts. For the movie, he tested 21 mutts until he found Mutt, the final star. It was, almost literally, a dog-eats-dog world in entertainment.
E não apenas por ser um dos astros caninos pioneiros Scraps / Mutt merece destaque. O cãozinho de sorte foi adotado por Chaplin após a produção, passando a swer a mascote da First National Pictures. O estúdio acabou englobado pela Warner Brothers em 1929. Infelizmente, este foi o único filme do astro canino. Sua carreira durou de janeiro de 1918 até 29 de abril do mesmo ano, quando o animal faleceu. Quando Chaplin foi vender bônus de guerra pelo país, afastando-se do cão, o triste animal se recusou a comer, ficando cada vez mais debilitado.

And Scraps / Mutt deserves his own paragraph not only because it was a groudbreaking dog star. The lucky dog was adopted by Chaplin when production wrapped and became the mascot for First National Pictures. The studio was later bought by Warner Brothers in 1929. Unofrtunately, this was the only film made by the dog star. Its career lasted from January 1918 until April 29th 1918, when the dog passed away. When Chaplin left to sell war bonuses through the country, the sad dog became sad and refused to eat – and live.

O filme completo pode ser visto AQUI. E, para quem ama cãezinhos, há uma surpresa muito fofa ao final do filme!

The full movie can be seen HERE. If you are a dog person, there is a very cute surprise in the end! 

This entry is part of the Classic Movie Dogathon, hosted by Classic Film & TV Cafe. Great idea, Rick!

Sunday, February 12, 2012

Alegria, rapazes! / Something for the boys (1944)

Hollywood, é verdade, produziu vários filmes esquecidos e esquecíveis, apenas pensando no sucesso comercial. No entanto, essas relíquias cinematográficas ainda são capazes de botar um sorriso no rosto do espectador, mostrando que estão com plena capacidade de nos divertir.
Durante a guerra, uma série de musicais foram feitos com a clara finalidade de fazer o público esquecer as agruras dos campos de batalha e os entes queridos que estavam combatendo. Além disso, estes filmes geravam uma boa renda ao incentivarem a plateia a comprar bônus de guerra. Seguindo esta lógica, “Alegria, rapazes!” foi um grande sucesso, pois ao mesmo tempo deu nova esperança ao país, retratou o cotidiano de soldados e seus familiars e se saiu muito bem na bilheteria.
Três primos que não se conheciam descobrem que herdaram um casarão. Chiquita (Carmen Miranda), Harry (Phil Silvers) e Blossom (Vivian Blaine) abandonam seus empregos, que não eram lá muito bons, e decidem reformar o local e alugá-lo para esposas de militares que estão no front, aliando o serviço de hospedaria aos shows performáticos. A atriz Judy Holliday, que seis anos mais tarde ganharia um Oscar, faz uma pequena ponta, com apenas uma fala.   
A Segunda Guerra Mundial não foi só mote para este filme, mas de certo modo influenciou a carreira de sua principal estrela, a portuguesa de coração brasileiro Carmen Miranda. Depois de quase dez anos de sucesso no rádio e no cinema tupiniquins, Carmen foi em 1939 para os EUA, sendo recebida com pompa. Com a entrada dos americanos no conflito, após o atentado a Pearl Harbor em dezembro de 1942, o país procurou conquistar o apoio do maior número de nações possível. Por isso, culturalmente se instalou uma “política da boa vizinhança”, incluindo personagens e personalidades latinos nas telas. Foi o que fez Walt Disney ao criar o galo mexicano Panchito e Zé Carioca. Em seu segundo filme, o papagaio dança com Aurora Miranda, irmã de Carmen. E Carmen, personificando a mulher brasileira, também teve uma ajuda na carreira graças à guerra, tornando-se protagonista de divertidos musicais cuja principal função era entreter.
E é exatamente isso que o filme faz, tendo em Chiquita sua maior força cômica. Vivian Blane, além de cantar a música-título, se sai bem na interpretação de “Wouldn’t be nice if we could fall in love?”, talvez a canção mais emblemática. Carmen tem bons momentos cômicos, principalmente ao ser colocada ao lado do divertido Phil Silvers. Ela tem poucos números musicais, mas que são suficientes para dar-lhe seu merecido destaque.

Criado como musical da Broadway, estrelado por Ethel Merman e com canções de Cole Porter, o filme foi levado às telas por Mike Todd (terceiro marido de Elizabeth Taylor e produtor de “A volta ao mundo em 80 dias”). Conservando apenas a música homônima, o filme foi bem recebido e, apesar de não estar à altura de alguns musicais, ainda diverte e apresenta um dos momentos de maior brilho de nossa pequena notável.

Wednesday, February 8, 2012

William A. Wellman: um realizador obscurecido

A década de 1930 fiou muito mais marcada pelo nome de grandes produtores que de grandes diretores. Os estúdios controlavam toda a produção e eram aqueles que davam carta branca a um filme que escreveram seus nomes na História, a exemplo de David Selznick e Irving Thalberg. Esta foi, no entanto, uma década de trabalho duro para muitos diretores, alguns mais conhecidos (como Hitchcock, Frank Capra e Leo McCarey) e outros menos, como o responsável por vários sucessos William A. Wellman.
Assinado: Bill Wellman

William nasceu em 29 de fevereiro de 1896, em Massachusetts. Aos 19, participou da Primeira Guerra Mundial como piloto, sendo atingido em combate e ficando com dificuldades de locomoção pelo resto da vida. Ele também conservaria até sua morte a paixão por aviação. Casou-se quatro vezes, adotando a filha da segunda esposa e tendo sete filhos com a última esposa, com quem ficou durante 41 anos.
Na juventude, atuando em Boston, William conheceu Douglas Fairbanks, que sugeriu que ele se tornasse um ator, devido à sua boa aparência. Seria apenas depois da guerra que William seguiria este conselho, fazendo apenas dois filmes em 1919. Ele voltaria a atuar em pequenas pontas em seus próprios filmes. O que William queria mesmo era dirigir.  Depois de passar por muitos estágios nos bastidores do cinema, ele finalmente teve seu nome creditado como diretor em dois filmes que estrearam no mesmo dia em 1923, “Second Hand Love” e “The Man Who Won”. Mas ainda haveria uma estrada pavimentada por más produções até seu grande momento. Willmam diria mais tarde: “Francamente, se você examinar toda minha carreira, não é muito boa. Eu posso dizer que para cada bom filme, eu fiz seis ou sete ruins”.
No ano de 1927, William uniu suas duas paixões ao dirigir “Asas / Wings”, filme sobre dois pilotos combatentes na Primeira Guerra. A produção teve a honra de ser o primeiro ganhador do Oscar de Melhor Filme. Por seu perfeccionismo, o diretor estourou o orçamento e demoru um ano para finalizar o filme. Outros sucessos de Wellman são “Inimigo Público / The Public Enemy” (1931), “Nada é Sagrado / Nothing Sacred” (1937), “Nasce uma Estrela / A Star is Born” (1937), pelo qual ele ganhou o Oscar de Melhor Roteiro, “Consciências Mortas / The Ox-Bow Incident” (1943) e “O Preço da Glória / Battleground” (1949).
Seus primeiros anos em Hollywood deixaram nele um forte desdém para com a profissão do ator. Muitas vezes, Wellman provocava o elenco para tirar deles suas melhores interpretações. Dizia que não gostava do narcisismo dos intérpretes masculinos e da preparação demorada no figurino e na maquiagem por parte das atrizes. Mesmo assim, permaneceu casado até o fim de sua vida com uma atriz, Dorothy Coonan, estrela de seu filme “Wild Boys of the Road” (1933).
Wellman faleceu em 1975, vítima de leucemia. Embora tivesse um Oscar no currículo, seu nome hoje está quase esquecido, mas não seus filmes. Seja pelo belo “Asas”, pelo realisticamente violento “Inimigo Público”, pelo emocionante “Nasce uma estrela” ou pelo instigante “Consciências Mortas / The Ox-Bow Incident”, William tem seu legado reconhecido. Esses filmes são prova de que por trás de toda grande produção há um grande realizador.

Friday, February 3, 2012

Ordem no tribunal! O filme vai começar

Muito do que povoa nosso imaginário acerca do cumprimento da lei vem de influências cinematográficas. Os filmes que se passam em tribunais constituem um gênero próprio, chamado em inglês de “courtroom drama”, e são, sem dúvida, algumas das produções mais inteligentes já feitas. É até difícil escolher o melhor!

A Queda da Bastilha / A Tale of Two Cities (1935): Não é um simples tribunal. É um tribunal do período do terror da Revolução Francesa, ou seja, é certeza de que todos os réus terão como sentença a guilhotina. Um deles pode ser  Sydney Carton (Ronald Colman), tomando o lugar do marido da moça por quem está apaixonado.
 
O Grande Motim / The Great Mutiny (1935): Fletcher Christian (Clark Gable) é um marinheiro que se revolta contra o tirânico capitão Bligh (Charles Laughton), provocando um motim e fugindo com o navio para o paradisíaco Taiti. Os outros marujos, então, terão de se explicar na corte.
 
A Mocidade de Lincoln / Young Mr. Lincoln (1939): Abraham Lincoln (Henry Fonda) é um jovem advogado começando sua carreira no estado do Illinois. Um de seus primeiros casos consiste na defesa de dois irmãos acusados de assassinato, sendo que nenhum quer contar a verdade, com medo de complicar a situação do outro. 
 
 
A Dama de Xangai / The Lady from Shanghai (1947): Uma das cenas mais espetaculares deste clássico noir dirigido por Orson Welles é um breve julgamento em que Arthur (Everett Sloane), o marido advogado de Elsa Bannister (Rita Hayworth), chama a si mesmo como testemunha e faz uma espécie de “autointerrogatório”.
 
A Costela de Adão / Adam’s Rib (1949): O simpático casal Adam & Amanda Bonner (Spencer Tracy & Katharine Hepburn) se vê em lados opostos do tribunal em um caso em que uma esposa traída (Judy Holliday) tenta matar o marido Warren (Tom Ewell) e sua amante (Jean Hagen). Amanda é a advogada de defesa da moça e Adam é o promotor do caso.
 
 
A Nave da Revolta / The Caine Mutiny (1954): O novo capitão (Humphrey Bogart) coloca sua sanidade à prova durante a viagem, com atitudes tirânicas e paranoicas. Em uma tempestade, um grupo de marinheiros desobece às suas ordens, sendo levados para o tribunal para prestar esclarecimento.
 
Testemunha de Acusação / Witness for the Prosecution (1957): Homem (Tyrone Power) é acusado do assassinato de uma rica senhora, interessado na herança que receberia. Seu único álibi é sua esposa (Marlene Dietrich), mas esta irá testemunhar acusando-o.
 
Doze homens e uma sentença / Twelve Angry Men (1957): O filme começa quando o caso está praticamente resolvido, restando a deliberação do júri. O problema é que o jurado número 8 (Henry Fonda) acredita piamente na inocência do réu e tenta com muita perspicácia, convencer os outros jurados a inocentar o garoto.
 
Glória feita de sangue / Paths of Glory (1957): Durante a Primeira Guerra Mundial, um grupo se recusa a prosseguir com missão suicida. Eles são levados a julgamento. Cabe ao coronel Dax (Kirk Douglas) montar a defesa.


Anatomia de um Crime / Anatomy of a Murder (1959): Advogado (James Stewart) afastado dos tribunais decide aceitar o caso do violento tenente (Ben Gazarra) que matou o estuprador da provocante esposa (Lee Remick). A única saída será provar que o assassino estava fora de si.
 
Julgamento em Nuremberg / Judgement in Nuremberg (1960): Rans Holfe (Maximillian Schell) tem como missão defender um grupo de ministros e juristas que condenaram muitas pessoas na época do nazismo, entre eles Burt Lancaster. Spencer Tracy é o juiz do caso, importunado por Marlene Dietrich, que tenta convencê-lo de que os acusados estavam apenas cumprindo seu dever para com a pátria. 
 
O sol é para todos / To Kill a Mockingbird (1962): Atticus Finch (Gregory Peck) tem a difícil, porém nobre, missão de defender o negro Tom Robeson (Brock Peters), acusado de estupro. Embora o julgamento seja o clímax do filme, quase toda a produção se concentra no ponto de vista dos filhos de Atticus, que também sofrem com o preconceito devido ao caso que o pai defende.
 
 
Filadélfia / Philadelphia (1993): O advogado homossexual Andrew Beckett (Tom Hanks) é demitido sem justa causa e decide processar a empresa em que trabalhava. Para isso contratará o advogado homofóbico Joe Miller (Denzel Washington).
 
Joana D’Arc / Joan of Arc (1999): Neste filme feito para a TV, o que mais me chamou a atenção foi, realmente, o julgamento. O Bispo Cauchon (Peter O’Toole) tem que manter a linha dura, mas realmente não quer ver Joana na fogueira. Por outro lado, Maximillian Schell deseja isso mais que tudo. Dois grandes atores se engalfinhando de batina num tribunal da Inquisição: tem coisa melhor?

Pensaram que tinha acabado? Nada disso! Tive a honra de receber um selinho muito fofo da Iza do blog Vintage Iz. Valeu, Iza! A regra é passar para outros cinco blogs que você admira. Como a lista era muito grande e eu já tinha distribuído o selinho Liebster esta semana, vou variar um pouco, mas saibam, leitores, que foi uma difícil escolha!


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