} Crítica Retrô

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Saturday, June 16, 2012

Bernard Herrmann: você já o ouviu em algum lugar

Às vezes, você está tão entretido com o enredo de um filme que acaba nem prestando muita atenção à trilha sonora. Se não for um musical, é provável que suas lembranças depois de acabada a sessão se refiram apenas à trama cinematográfica e não à percepção da música de fundo.

Essa foi uma breve descrição do que normalmente acontece quando eu assisto a algum filme. Devo confessar que perco um bocado ao não prestar muita atenção à trilha sonora. Uma das coisas que perco é sem dúvida a apreciação do talento de vários compositores, entre eles o brilhante Bernard Herrmann.   
Herrmann, descendente de russos, nasceu em Nova York em 1911. Aos treze anos ganhou um concurso de composição e aos 20 formou sua própria orquestra. Em 1934 passou a trabalhar na rádio CBS, onde pôde levar ao público composições quase desconhecidas de grandes músicos e também obras curiosas de personalidades como os reis Henrique VIII e Luis XIII. Foi também na CBS que conheceu Orson Welles e compôs para o Mercury Theatre, inclusive sendo de sua autoria a trilha sonora da avassaladora transmissão de “A Guerra dos Mundos”, feita em 1938 por Welles.
Se o programa de rádio levou Welles para o cinema, ele levou junto Bernard Herrmann, que estreou com chave de ouro, compondo para “Cidadão Kane / Citizen Kane” (1941) e “Soberba / The Magnificent Ambersons” (1942), trabalho pelo qual não foi creditado. Logo em seu primeiro ano no cinema ganhou o Oscar por “The Devil and Daniel Webster”. 
A parcela mais famosa de seu trabalho surgiu através da parceria com o diretor Alfred Hitchcock, que utilizava o talento musical de Bernard mesmo quando havia apenas silêncio: em “Os Pássaros / The Birds” (1963), filme sem trilha sonora, Herrmann foi consultor de efeitos sonoros. O compositor até deu uma de Hitch e fez uma breve aparição em “O homem que sabia demais / The man who knew too much” (1956), como o regente da orquestra. No entanto, nesse filme duas melodias importantes não foram compostas por Herrmann: a gahadora do Oscar “Que sera, sera“ e “Storm Clouds Cantata”, tocada pela orquestra, que foi composta para a primeira versão do filme, em 1934.
A colaboração com Hitch começou em 1955, com “O Terceiro Tiro / The Trouble with Harry” e se estendeu por oito produções, sendo as mais lembradas “Psicose / Psycho” (1960), em que ele inovou ao usar como base os instrumentos de corda, e “Um corpo que cai / Vertigo” (1958), uma obra-prima que voltou às manchetes este ano ao ser incluída na trilha sonora de “O Artista”. A parceria terminou quando Hitchcock se desentendeu com Herrmann ao não aceitar a música dele para “Cortina Rasgada / Torn Curtain”, pedindo “algo com mais ritmo de jazz”. Apesar de nunca mais terem trabalhado juntos, continuaram amistosos.   
Consagrado como compositor de filmes de suspense, Hermann foi chamado por François Truffaut, admirador de Hitchcock, para compor para “Fahrenheit 451” (1966) e “A noiva estava de preto / The Bride Wore Black” (1968). Para Brian de Palma, trabalhou em “Sisters” (1973) e “Obssession” (1974) e teria trabalhado em “Carrie, a estranha” se não tivesse falecido. Foi Brian que indicou Bernard para Martin Scorsese, que o contratou para “Taxi Driver” (1976), o último filme de Herrmann. 
Ele gostava de ter liberdade criativa para compor, algo raro entre os de sua classe, e assim influenciou gerações. A música que fez para Truffaut, por exemplo, serviu de base para os arranjos da canção “Eleanor Rigby”, dos Beatles. Vez ou outra surge uma homenagem na mídia, a exemplo da discografia lançada em 1996 que acabou ganhando um prêmio no Festival de Cannes. Talentoso e versátil, Herrmann também compôs para uma série de filmes de aventura e ficção, como “O dia em que a Terra parou / The Day the Earth Stood Still” (1951), e para a primeira temporada da série “The Twilight Zone”. Além disso, fez uma ópera baseada em “O morro dos ventos uivantes” em 1951. Surpreeendentemente, a composição de que mais gostava era a de um romance: “O Fantasma Apaixonado / The Ghost and Mrs.Muir” (1947). 

Clique nos títulos dos filmes para carregar a trilha sonora no YouTube e leia mais sobre "O Fantasma Apaixonado" aqui.

Monday, June 11, 2012

Made in Canada: Canadenses no Cinema – Parte 2


Norma Shearer: Ela era meio vesga, mas conquistou um magnata, o produtor Irving Thalberg, milhões de fãs e um Oscar em 1930. Norma trouxe também do Canadá seu irmão Douglas, que trabalhou no departamento de som da MGM. Ele ganhou 12 Oscars por seu trabalho e surpreendentemente aprendeu tudo o que sabia por conta própria. Sua irmã Athole também foi para Hollywood, casando-se com o diretor Howard Hawks.

Marie Dressler: Esta comediante conquistou os palcos e depois as telas, ganhando o Oscar de Melhor Atriz em 1931, por “Lírio no Lodo”. Ela trabalhou vendendo bônus de guerra na Primeira Guerra Mundial, sendo homenageada pelos militares, que batizaram uma rua com seu nome. Um de seus primeiros filmes foi com Chaplin e Mabel Normand, em 1914, e em 1917 ela escreveu e dirigiu um filme, “Fired”.  

Yvonne De Carlo: Criada pelos avós e descoberta através de sua bela voz e talento para a dança, durante algum tempo ela foi a rainha do Technicolor, marcando presença como a esposa de Moisés (Charlton Heston) em “Os dez mandamentos”. Muitos se lembram desta atriz por causa de sua interpretação de Lily, matriarca de uma família sinistra na série “Os Monstros”, para a qual foi chamada para recuperar-se de uma depressão.
 Geneviève Bujold: Se você pensou na província do Quebec, acertou. Essa canadende de nome francês ficou conhecida mundialmente ao interpreter Ana Bolena em “Ana dos mil dias”, contracenando com Richard Burton e ganhando um Globo de Ouro de Melhor Atriz. Geniviève trabalhou também com Charlton Heston, Michael Douglas e Clint Eastwood.

Glenn Ford: Tendo ido para os EUA aos oito anos, Glenn adotou o nome da cidade natal do pai como seu nome artístico. Logo após se naturalizar, combateu na Segunda Guerra e, em 1946, teve sua grande chance ao protagonizar “Gilda”, ao lado de Rita Hayworth, com quem faria mais quatro filmes. Passeou por diversos gêneros, sendo seus faroestes sucesso de público.

Gene Lockhart: Ele estreou no cinema mudo e interpretou vários coadjuvantes ilustres, como em “Jejum de Amor”, “O lobo do mar”, “Milagre na Rua 34” e “Carrossel” (1956). Também foi roteirista de teatro, escreveu letras de músicas e deu aulas de interpretação. Sua família é toda de atores, incluindo a esposa Kathleen, a filha June e a neta Anne.   
Gene e Kathleen Lockhart
 Walter Pidgeon: Ele teve uma vida e tanto: sofreu um acidente durante a Primeira Guerra, foi bancário, recebeu duas indicações ao Oscar de Melhor Ator, ficou viúvo aos 24 anos e depois se casou com sua secretária. Para completar, foi descoberto por Fred Astaire enquanto cantava em uma festa! Em sete filmes interpretou o marido de Greer Garson. Esteve em “Planeta Proibido”, de 1956, com outro canadense, Leslie Nielsen.

Raymond Massey: Sua história é bem incomum: combateu na Primeira Guerra e, ao voltar para casa traumatizado, foi mandado para a Sibéria, onde pela primeira vez atuou. A partir daí ele foi para os palcos de Londres e protagonizou o primeiro filme falado de Sherlock Holmes. Um de seus mais famosos papéis é o de Jonathan, o irmão de Cary Grant que fica igual a Boris Karloff após uma plástica em “Esse mundo é um hospício”. O ator também interpretou o presidente Lincoln em três filmes.

Christopher Plummer: O mais novo detentor do recorde de mais velho ganhador do Oscar. Antes disso, Chris esteve no musical “A Noviça Rebelde”, papel que ele afirma não ter gostado, e interpretou John Barrymore nos palcos, ganhando um Tony (prêmio da Broadway) de Melhor Ator. Seu desejo de atuar foi despertado ao ver Laurence Olivier em “Henrique V”. Um grande ator com uma admirável carreira.

Leslie Nielsen: Seus maiores sucessos são a série “Corra que a polícia vem aí” e o filme “Apertem os cintos, o piloto sumiu”, mas Leslie apareceu em mais de 100 filmes e 1500 programas de TV, totalizando mais de 220 personagens. Curiosamente, seu primeiro e seu último trabalho foram participações como narrador.
Dan Aykroyd: Oriundo da primeira leva de comediantes do Saturday Night Live, Dan estabeleceu uma parceria com James Belushi, co-estrelando com ele três filmes. Ele também se aventurou como diretor, roteirista, músico e vinicultor.   

Menção honrosa para o grande pioneiro Louis B. Mayer, que nasceu na Rússia, mas cresceu no Canadá.

Thursday, June 7, 2012

Made in Canada: Canadenses no Cinema – Parte 1

Canadá e Estados Unidos são grandes parceiros comerciais. Se por um lado o país mais ao Norte importa muitos produtos ds EUA, há um fluxo inverso no mundo das artes: foram várias as estrelas exportadas para o vizinho mais ao Sul.
Florence Lawrence: A primeiríssima estrela do cinema americano era canadense. Mais conhecida como “Biograph Girl”, Florence foi a protagonista das primeiras produções de Griffith. Ela também inventou o sistema em que atores e diretores podem ver o resultado das filmagens e então corrigir o que estiver errado. Após a fundação de Hollywood, ela desistiu da carreira por não querer ir para a costa da Califórnia.

Mary Pickford: A namoradinha (estrangeira) da América foi, sem dúvida, a maior celebridade do cinema mudo. Pequena, de cabelos cacheados e ar angelical, fez mais de 250 filmes. No entanto, atraiu mais atenção por seu casamento com o astro Douglas Fairbanks e por ter sido a segunda ganhadora do Oscar de Melhor Atriz. Seus irmãos Lottie e Jack também trabalharam em filmes mudos, morrendo respectivamente em 1936 e 1933.

Mack Sennett: Ele foi o fundador dos Estúdios Keystone, responsável por lançar estrelas como Mabel Normand e Gloria Swanson. Fez parte de divertidas comédias na época do cinema mudo, produzindo mais de 1100 filmes, estrelando em 362 e dirigindo 322.
Warner Brothers: Os quatro canadenses mudaram a história do cinema com o filme “O Cantor de Jazz”, mas começaram como distribuidores do filme “O grande roubo do trem”, de 1903. Sam Warner faleceu pouco antes da estreia do revolucionário filme falado, deixando seus irmãos Jack, Harvey e Albert envoltos em brigas.

Fay Wray: Dona de um dos gritos mais famosos da sétima arte, começou no cinema aos 16 anos, em produções mudas. Fez alguns filmes de terror, até ser escalada como substituta de Jean Harlow em King Kong (1933). Nos anos 50 participou do seriado Perry Manson ao lado de outro canadense, Raymond Burr.

Ruby Keeler: Ela fez vários musicais bem-sucedidos e psicodélicos sob a direção de Busby Berkeley na década de 1930. Seu primeiro marido foi o cantor Al Jolson, protagonista do revolucionário “O Cantor de Jazz” de 1927. Ela deixou o cinema em 1940 e só retornou à Broadway nos anos 70.
Deanna Durbin: Cantora clássica e uma estrela adolescente, Deanna encerrou a carreira aos 27 anos. Seu primeiro trabalho foi em um curta ao lado de Judy Garland.

Ann Rutherford: Ann interpretou a irmã caçula da família O’Hara em “E o vento levou”, preenchendo a vaga que ficou disponível após Judy Garland ser chamada para fazer “O mágico de Oz”. Ann também estrelou diversos filmes da série Andy Hardy, ao lado de Mickey Rooney.

Lorne Greene: Ele fez carreira na televisão, ficando famoso ao interpretar o patriarca Ben Cartwright durante 14 anos na série Bonanza. Mas Lorne também gravou discos no estilo country, que foram outro grande sucesso em sua carreira.

Walter Huston: O patriarca da família Huston, pai de John e avô de Anjelica, se dividiu entre o cinema e o teatro com sucesso. Ele ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 1949, tendo sido dirigido por seu filho John em “O Tesouro de Sierra Madre”. A festa foi generalizada na cerimônia, pois John ganhou como Melhor Diretor.

Hume Cronyn: Mais conhecido por suas participações nos filmes de Hitchcock “Sombra de uma Dúvida” e “Um barco e nove destinos”, também colaorou nos roteiros de “Festim Diabólico” e “Sob o signo de Capricórnio”. Embora pouco lembrado, este ator foi também boxeador, marido de Jessica Tandy, apareceu na lista negra durante a histeria comunista e teve um asteroide batizado com seu nome. 

Friday, June 1, 2012

Aves sem ninho / Sparrows (1926)

Sim, cinéfilos, Mary Pickford está na moda! Depois de uma boa surpresa na temporada de premiações com a consagração de “O Artista”, em que Jean Dujardin interpreta um alter-ego de Douglas Fairbanks, marido de Pickford, foi a vez de um frenesi tomar conta devido à necessidade de preservação e patrocínio do Mary Pickford Institute. Infelizmente, nem a mobilização generalizada dos fãs impediu que os estúdios dessa pequena notável fossem demolidos, mas este triste fato serviu para unir os admiradores da mocinha que inventou Hollywood e atrair a atenção para essa importante personalidade, que em breve ganhará uma cinebiografia.

Yes, cinephiles, Mary Pickford is in vogue! After a good surprise during awards season with a plethora of prizes going to “The Artist”, in which Juan Dujardin plays a Douglas Fairbanks (Mary's husband) alter-ego; what followed was a frenzy to preserve and support the Mary Pickford Institute. Unfortunately, the fans getting together wasn't enough and the building where Mary's studio was located was demolished. But this sad fact helped to unite Mary's admirers, and to attract attention for her important contribution to the film world.

Quando “Aves sem Ninho” foi feito, Mary tinha uma sólida carreira de mais de 15 anos no cinema e 34 anos de idade. Mesmo assim, ela interpreta uma garota bem mais nova, mas que tem de amadurecer para cuidar das crianças que chegam a uma fazenda, onde são submetidas a trabalhos forçados. O dono do local, o malvado e manco Sr. Grimes (Gustave Von Seyffertitz), além de explorar a mão-de-obra infantil, vez ou outra ameaça jogar uma criança para que afunde no pântano. O que vai mudar tudo é o arriscado negócio que ele fez: combinar o sequestro de uma criança, a filha do rico Dennis Wayne (Roy Stewart), que fica sob os cuidados de Molly, que, assim como outras personagens de Mary, é sofredora, porém decidida e corajosa. Ela não hesita em enfrentar Ambrose (‘Spec’ O’Donnell), o mimado e glutão filho dos “patrões”.

When “Sparrows” was made, Mary was 34 years old and had a solid career in film, that had been going for over 15 years. However, she was a playing a much younger girl who has to become mature to take care of the children who arrive in a hard labor farm. The owner of the place, the evil and limping Mr Grimes (Gustav Von Seyffertitiz), besides exploiting child labor, sometimes threatens to trow a child in the swamp. What will change everything is a risky business Mr Grimes has made: he set up the kidnapping of the heir of wealthy Dennis Wayne (Roy Stewart). The kidnapped little girl is overseen by Molly (Pickford), a suffering, but courageous character. She doesn't think twice to fight Ambrose ('Spec' O'Donnell), the fat and spoiled boss' son.


Como não podia deixar de ser, mais este filme mudo está cheio de belas imagens, começando pelos grandes e expressivos olhos de Mary. Uma das mais belas, em minha opinião, é quando todas as crianças colocam suas mãos nos vãos da madeira do celeiro para acenar, dizendo adeus ao recém-vendido Splutters. Mas, sem dúvida, a mais pungente é a da morte de um bebê, quando Jesus aparece para buscá-lo dos braços de Molly. É impossível não fazer uma ligação com uma cena de mesmo conteúdo feita por Lillian Gish em 1920 no filme “Inocente Pecadora”. Certamente o evento em si é mais bonito no filme de Mary, mas não há dúvida que Lillian é mais tristemente convincente quando se trata de crianças moribundas.

This silent film has a lot of beautiful images, like many other do, starting with Mary's big and expressive eyes.In my opinion, one of the more beautiful images involves all the children with their hands in the porthole of the barn, saying goodbye to Splutters, who has been sold. But, without a doubt, the most harrowing of them all involves the death of a baby, and in this scene Jesus appears to take the child from Molly's arms. We have to make here a connection with a similar scene starred by Lillian Gish in “Way Down East” (1920). Certainly the scene is more beautifully shot in Mary's movie, but there is no doubt that Lillian is more saddening and convincing around dying children.

A religião é parte importante do enredo, pois o tempo todo Molly e as crianças rezam para que sua situação melhore. Vários trechos da Bíblia são citados e até o próprio título tem explicação religiosa: Deus vigia toda ave que cai do ninho.

Religion is an important part of the plot, because all the time Molly and the children pray for their situation to get better Several parts of the Bible are cited and even the title itself has a religious explanation: God watches every single sparrow that falls from the nest.
Os intertítulos, que em minha opinião até facilitam que um espectador estrangeiro veja os filmes mudos americanos, contém várias expressões e palavras diferentes do que conhecemos e estudamos quando estamos aprendendo inglês. Como uma língua viva, o inglês está sempre se modificando, e isso fica claro quando lemos na tela “pertaters” ao invés de “potatoes”, “yer” no lugar de “you” ou “your”, “git” onde deveria estar “get”, entre outros. Há menos intertítulos na segunda metade da película, para dar lugar à ação. Logo após o clímax da fuga no pântano, há uma caçada envolvendo barcos e uma longa conversa, que parecem desnecessários e apenas desaceleram o filme, baixando quaisquer níveis de adrenalina que restavam no espectador. 

The intertitles are something that, in my opinion, make it easier for foreigners to watch an American silent movie. But this one has intertitles with several expressions and words we don’t learn when we learn to speak English. As a living language, English is in constant evolution, and it can be observed when we read “pertaters” instead of “potatoes”, “yer” instead of “you”, “git” instead of “get”, and so on. There are fewer intertitles in the second half of the movie, because there is more action. Right after the climatic escape from the swamp, there is a hunt involving boats and a long conversation, two kind of unnecessary things that only slow down the movie and the adrenaline levels.   


William Beaudine, diretor de filmes B (a exemplo de “Jesse James encontra a filha de Frankenstein” e “Billy the Kid contra Drácula”) que vez ou outra aparecia creditado como William X. Crowley, nem pôde aproveitar o sucesso do filme, pois brigou com Mary Pickford no set, abandonando a filmagem e deixando seu assistente Tom MacNamara completá-la. Mary e William, que tinham a mesma idade, nunca mais trabalharam juntos. Outra história dos bastidores tem a ver com os crocodilos, uma vez que há controvérsias em relação ao uso de animais vivos no set. Mary dizia que os animais eram verdadeiros, e ela discutiu com o diretor por este insistir que ela fizesse a cena carregando um bebê de verdade e não um boneco. No entanto, o fotógrafo envolvido na gravação afirma que não foi usado nenhum crocodilo verdadeiro, o que fica evidente quando vemos o filme com bastante atenção. Mesmo assim, a realidade da cena impressiona.

William Beaudine, B-movie director (he was behind such films as “Jesse James meets Frankenstein’s Daughter” and “Billy the Kid versus Dracula”) was sometimes credited as William X. Crowley. He couldn’t even enjoy the success of this movie, because of a big fight with Mary Pickford at the set. After the fight, William left the movie and his assistant Tom McNamara finished it. Mary and William, who had the same age, never worked together again. Another backstage story involves crocodiles, and there are controversies about using live animals in the set. Mary said that there were real animals, and she argued with Beaudine when he insisted that she shot a scene carrying a real baby among the animals, and not a doll. However, the film photographer says that no real crocodiles were used, and it becomes evident when we watch closely. No matter what, the scene still looks very convincing. 


O fato de haver crianças neste filme torna-o mais dramático e até mesmo chama mais a atenção das novas plateias. Claro que uma das crianças atrasa vez ou outra a fuga do pântano. Sem dúvida o destaque infantil é a fofa Mary Louise Miller, a garotinha sequestrada. Pickford, na época casada com Fairbanks e sem filhos, mostrou interesse em adotar a pequena, o que os pais da atriz mirim de apenas dois anos recusaram. Em seu terceiro casamento, com Charles ‘Buddy’ Rogers, Mary Pickford acabaria adotando um casal de filhos.

The fact that the film is focused on children makes it more dramatic and can even attract a young audience. Without a doubt the outstanding child actress in the cast is cutie Mary Louise Miller, the little girl who is kidnapped. Pickford, at the time married to Fairbanks and childless, showed interest in adopting the two-year-old girl, but her parents refused the offer. During her third marriage, with Charles ‘Buddy’ Rogers, Mary adopted a boy and a girl.  

Duas Marys
Depois que completou trinta anos, Mary Pickford decidiu abandonar o estilo “menininha”, o que desagradou os fãs. Por isso ela voltou à velha persona cinematográfica para este filme de despedida, considerado um dos melhores de sua carreira e que sobreviveu muito bem ao tempo. Depois de “Sparrows”, Mary faria mais um filme mudo e conquistaria o Oscar com seu primeiro filme falado, “Coquette”, de 1929. Ela se aposentou aos 41 anos e viveu em sua mansão Pickfair até a morte, em 1979.

Since turning 30, Mary Pickford abandoned the “little girl” style, and fans weren’t happy. That’s why she returned to her old film persona to this final performance, considered one of the best of her career, and also one that stood the test of time. After “Sparrows”, Mary would do only one more silent and win the Oscar for her first talkie, “Coquette”, from 1929. Mary retired at 41 and lived at Pickfair until dying in 1979.

This post is part of the Mary Pickford Bogathon, hosted by KC at Classic Movies. Check out this cool banner and the whole event:

Thursday, May 24, 2012

Um dia nas corridas / A day at the races (1937)

Como um cavalo pode ajudar a salvar um sanatório? Ganhando uma importante corrida. E se os envolvidos nessa corrida forem um trio tão maluco quanto os divertidos irmãos Marx?

How can a horse save an asylum? By winning an important race. And what happens if the ones involved in the race are as zany as the three Marx brothers?


O médico veterinário Hugo Z. Hackenbush (Groucho Marx) é chamado para trabalhar como médico psiquiatra (!) no sanatório de Judy (Maureen O’Sullivan), que está à beira da falência. Na instituição o caso mais grave é o da senhora Emily Upjohn (Margaret Dumont), uma rica mulher que aparentemente não sofre de doença alguma. E é esse o problema: ela quer que os médicos encontrem algo errado nela e Judy também deseja que isso aconteça, ou vai perder sua mais rica paciente. O namorado de Judy, o cantor Gil (Allan Jones) é dono do cavalo Hi-Hat, que se torna a grande esperança quando surge uma corrida com um bom prêmio. Stuffy (Harpo Marx) será o jóquei.

Veterinarian Hugo Z. Hackenbush (Groucho Marx) is hired to be a psychiatrist (!) at Judy's (Maureen O'Sullivan) asylum, a place about to be closed. There, the worst case is Mrs Emily Upjohn (Margaret Dumont), a rich woman who apparently has no disease at all. And that's the problem: she WANTS  the doctors to find something wrong with her, and so does Judy, or the richest patient in the asylum will go away. Judy's boyfriend, Gil (Allan Jones), owns the horse Hit-Hat, the one who becomes their only hope when a race with a big prize is announced. Stuffy (Harpo Marx) will be the jockey.
Este segundo filme dos irmãos na MGM repete uma tendência vista no primeiro: a inserção de um romance e números musicais em meio à anarquia dos irmãos. A saída de Zeppo do grupo deixou espaço para que fosse inserido um personagem menos maluco, papel aqui de Allan Jones, que também atuou e cantou em “Uma noite na ópera” e “Show Boat” (1936).

This is the second film the brothers did at MGM, and it has one thing in common with the first: there are a romantic subplot and musical numbers mixed with the brothers' anarchy. Zeppo left the group and left a space for a not-so-crazy character. Here the normal one is played by Allan Jones, who also acted and sang in “A Night at the Opera” and “Show Boat” (1936).
Mesmo antes de “Uma noite na ópera” (1935) chegar aos cinemas, os roteiristas da MGM já estavam trabalhando neste filme. Depois de serem escritos 18 roteiros, finalmente o produtor Irving G. Thalberg permitiu que a produção começasse. Mas, duas semanas depois, ele faleceu aos 37 anos, causando caos no estúdio e selando o destino dos Irmãos Marx, que eram como protegidos dele. Groucho chegou a afirmar que com a morte de Irving ele perdeu a vontade de fazer filmes. 

Even before “A Night at the Opera” (1935) premiered, the MGM screenwriters were working on this film. Eighteen screenplays were refused, until finally Irving Thalberg approved one and let pre-production start. But, two weeks later, Irving died suddenly at age 37. Chaos spread in MGM and the Marx brothers' fate became darker, since they were Irving's protegées. Groucho even said the, with Irving's death, he lost the will of making movies. 
A corrida de cavalos é o clímax do filme, e uma longa e divertida sequência se passa no jóquei clube: quando Chico passa uma mensagem em código para Groucho, de modo a ajudá-lo a ganhar dinheiro apostando nas corridas. No entanto, quem fica um pouco mais rico ao longo da cena é Chico, que vende vários livros para Groucho decifrar o código que ele havia lhe dado.

The horserace is the film's climax, and a long, funny sequence happens in the jockey club: it's when Chico sends a coded message to Groucho tobhelp him to earn money betting on the races. However, who really gets richer as the scene develops is Chico, who sells several books só Groucho can decipher the code Chico gave him in the start. 
Meu favorito entre os irmãos sempre será Groucho, que tem excelentes momentos e frases hilárias. Com um raciocínio que me causa inveja, ele sempre pensa numa resposta para sair das mais complicadas situações. E olhe que o estúdio teve de enfrentar uma dessas situações: no início da produção, o nome da personagem de Groucho era Dr. Quackenbush. No entanto, havia 37 veradeiros doutores Quackenbush que podiam processar a MGM, que teve de mudar o nome da personagem. Groucho acabou por gostar da mudança, tanto que até assinava cartas como Hugo Z. Hackenbush de vez em quando.

My favorite brother is Groucho, who has excellent moments and hilarious lines. With a quick, envy-inducing train of thoughts, he always has the perfect comeback for any complicated situation. And the studio itself had to face one complicated situation: when pre-production began, Groucho's character was named Dr. Quackenbush. However, there were 37 real doctors named Quackenbush who could sue MGM, so the studio had to change the character's name. Groucho liked the change so much that every now and then he signed his letters as Hugo Z. Hackenbush.  
No filme há bons momentos de Chico e Harpo, em especial durante o grande concerto de Gil, em que eles fazem uma grande confusão. Numa das melhores cenas cômico-musicais, Harpo vai destruindo um piano até transformá-lo em uma harpa. A MGM, berço dos maiores musicais do cinema, inclui números musicais longos no filme. O segundo deles conta com uma multidão de negros, incluindo a então desconhecida Dorothy Dandrige. Anos depois, esta sequência foi cortada para a exibição do filme na televisão, devido ao racismo.

In the film there are good moments with Chico and Harpo, in special during Gil's big concerto, in which they make a huge mess. In one of the best comic/musical scenes, Harpo destroys a piano and transforms it in a harp. MGM, home of the biggest film musicals, included several singing and dancing routines in the movie. The second of them has a crowd of black people, including then-unknown Dorothy Dandrige. Years later, this sequence was dut when the film was shown on TV, because it was considered too racist.
É o mais longo filme dos irmãos Marx, embora não chegue nem às duas horas de duração. Foi também a única produção deles a receber uma indicação ao Oscar, de Direção de Dança, sendo que 1938 foi o último ano em que existiu esta categoria. E para completar as honras, foi o filme dos irmãos que arrecadou mais dinheiro da bilheteria: quatro milhões de dólares.

This is the longest of the Marx brothers' movie, even thought it's not two hours long. It was also their only film to receive an Oscar nomination,in the Dance Direction category, one that was extinct after 1938. And, to add to the records, this was the Marx film with the highest box-office: four million dollars. 
Provando o que Chico disse no filme anterior, de que não há cláusula de sanidade (“There ain’t no sanity clause!”) também no cinema, os irmãos fazem mais uma comédia inspirada e divertidíssima, terminando o filme com uma frase que logo se tornaria antológica na história cinematográfica: “Tomorrow is another day.”.

Proving what Chico had said in the previous movie, that “There ain't no sanity clause” - the film had no sanity at all, and in it the brothers do another fun and inspired comedy, ending the movie with a quote that soon would become über-famous in film history: “Tomorrow is another day”.

This entry is part of the very first Horseathon, hosted by the lovely Page at My Love of Old Hollywood

Sunday, May 20, 2012

Uma personalidade clássica

Baseado em um post da Brandie do blog True Classics

Desvendar a personalidade de uma pessoa é coisa que só Freud explica? E definir sua própria personalidade, é algo fácil? Que tal contar mais um pouco sobre você comparando-se com vários personagens de flmes clássicos? Vamos tentar?

Rita Hayworth, porque me inspiro nela para arrumar meu cabelo (P.S.: nem sempre dá certo).

Tess Harding (Katharine Hepburn em “A Mulher do dia / Woman of the Year”, de 1942), porque levo meu trabalho muito a sério, seja ele qual for, e defendo meus valores e ideais, chegando mesmo a ser muito teimosa (além disso, também me comportaria igual a ela na cozinha). Para saber mais das habilidades culinárias de Tess, assistam a esse vídeo a partir dos 35 segundos.

Ninotchcka (Greta Garbo em “Ninotchcka”, de 1939), porque aparento ser mais séria do que realmente sou.

Jo Stockton (Audrey Hepburn em “Cinderela em Paris / Funny Face”, de 1957), porque sou apaixonada por livros e adoraria trabalhar em uma livraria, ainda mais se um dia Fred Astaire aparecesse por lá.

Ann Newton (Edna May Wonacott em “Sombra de uma dúvida / Shadow of a doubt”, de 1943), porque sou apaixonada por livros desde pequena. Além diso, sou meio chatinha com questões intelectuais, em especial regras da gramática. E devo confessar que achei Ann meio irritante quando vi o filme.

Não é clássico, mas...

Sheldon Cooper (Jim Parsons na série “The Big Bang Theory”), porque sou nerd e tenho orgulho disso. Em alguns episódios me vi retratada, como naquele em que Sheldon tenta perder o medo de dirigir.  
P.S.: Mas eu nunca usaria este chapéu
Qual seria sua personalidade clássica, amigo leitor?

Monday, May 14, 2012

Hitchcock, cinema mudo, perda & restauração

Vez ou outra uma boa notícia relativa ao cinema antigo causa frisson nos cinéfilos de plantão. Pode ser um festival, um clássico a ser exibido na tela grande ou um novo lançamento em DVD, mas sem dúvida uma das maiores alegrias do amante do cinema é saber que um filme considerado perdido foi encontrado. Isso aconteceu há pouco tempo, com a descoberta da versão completa de “Metropolis” (1927) na Argentina, tema do documentário “Metropolis Refounded”, em que se pode ver toda a animação dos responsáveis pelo feito. O problema é que não basta apenas encontrar, mas, principalmente, restaurar uma obra que ficou esquecida num arquivo durante décadas.
Ferdy on films
A maioria dos filmes considerados perdidos datam do cinema mudo. Naquela época não havia a preocupação com a preservação dos negativos que, para piorar, eram feitos de nitrato de prata, substância muito inflamável e também muito valiosa. Assim, incontáveis rolos de filme foram roubados e derretidos para serem vendidos. Outros tantos pereceram em incêndios.
Percebe-se logo que muito se perdeu entre grandes produções e sequências descartáveis. Vale lembrar que muitos grandes nomes do cinema mundial começaram suas carreiras na era muda, a exemplo de John Ford, Frank Capra, William Wyler e Alfred Hitchcock. O futuro mestre do suspense começou desenhando títulos e intertítulos em 1922, passando a diretor em 1925. Incrivelmente, ele chegou a se alegrar com o sumiço de seus primeiros filmes (como “The Mountain Eagle”), alegando que eles eram muito amadores e ainda não refletiam o estilo que o tornaria famoso. Mas uma descoberta recente faria Hitch se contorcer, pois um de seus primeiros filmes está prestes a voltar à exibição.  
Self-styled siren
Em uma incrível e feliz ocorrência, foram encontrados três dos seis rolos de “The White Shadow”, filme que estreou em 1923 levando o nome de Graham Cutts como diretor, embora quase todo o esforço criativo tenha sido de Hitchcock. Aos 24 anos, Hitch foi roteirista, editor, design e diretor-assistente do filme, encontrado na Nova Zelândia. Como o país era a última parada das projeções, os donos de cinema simplesmente descartavam os filmes depois de sua exibição. Mas um colecionador e projecionista, James Murtagh, não se desfazia das cópias e as preservava. E, depois de sua morte, em 1989, esta e outras raridades, como a única cópia de “Upstream”, filme feito por John Ford em 1927, foram para o arquivo nacional, mas sob um nome errado (“Two Sisters”) e só em agosto de 2011 foi corretamente identificado. Agora começa uma nova odisséia: restaurar a película.
Restauração não é privilégio de filmes muito antigos. Para se ter uma ideia do descaso cinematográfico, “Janela Indiscreta / Rear Window”, que não tem nem 60 anos, teve de ser restaurada. Isso porque na década de 1950 as cópias a serem mandadas para os cinemas ao redor do mundo eram todas feitas a partir do negativo original, que com isso ficava gasto rapidamente. 
This island rod

Os esclarecimentos não param por aí: nesta semana não serei somente eu que escreverei sobre Hitchcock e preservação cinematográfica, mas também outros tantos internautas, unidos na terceira edição de “For the Love of Film: The Film Preservation Blogatyhon”. O objetivo dessa blogagem coletiva é também arrecadar dinheiro para que as cenas restantes do filme sejam exibidas via internet para todo o mundo, com uma trilha sonora novinha. Por isso, se você quiser ajudar, clique aqui:



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Se você quiser saber mais sobre filmes perdidos, reencontrados ou parcialmente perdidos, clique nos links.

Thursday, May 10, 2012

Eu nos bastidores da notícia


Como muitos de vocês devem saber, no último dia 29 de abril ocorreu o lançamento de meu segundo livro, “Crítica Retrô – Apontamentos de uma jovem cinéfila”. Como foi minha primeira experiência de contato direto com o público, fiquei um pouco nervosa, mas valeu a pena: colhi os frutos de meu trabalho e, além de vender os livros, acabei sendo destaque no jornal e na televisão!

Mais do que me promover, quero com este post mostrar o quanto o trabalho de um blogueiro pode ser sério. Já há muita gente ganhando dinheiro com blogs, além de espaço em veículos como jornal e televisão. O blog foi um espaço que encontrei para começar a me expressar e dividir meus gostos, e com ele felizmente conheci muita gente tão cinéfila e talentosa quanto eu. Por isso venho mostrar que todos podemos fazer a diferença com nossos escritos. Aproveitem!

Saturday, May 5, 2012

Todos a bordo! Filmes com trens - Parte 2

Depois de uma rápida parada na estação ferroviária, convido todos vocês a subirem a bordo novamente para o resto da viagem pelos filmes que tratam de trens.

Pacto de Sangue / Double Indemnity (1944): A perigosa e sedutora Phyllis Dietrichson (Barbara Stanwyck) faz uma proposta ao vendedor de seguros Walter Neff (Fred MacMurray): se ele ajudá-la a matar o marido, eles fugirão com o dinheiro. O seguro que Neff faz prevê o dobro de indenização caso a morte aconteça em um trem, e ele se disfarça para que pensem que o marido de Phyllis morreu num misterioso acidente.

A Conquista do Oeste / How the West was Won (1962): Este épico em episódios contém uma sequência que trata da consrução de ferrovias. Zeb (George Peppard) é encarregado de proteger uma ferrovia dos índios que passam pelo local logo após a Guerra de Secessão.

Assalto ao trem pagador (1962): Baseado em um caso verídico, acontecido dois anos antes na Central do Brasil. Um grupo rouba o comboio que levava os pagamentos e planeja não gastar os 27 milhões de cruzeiros antes de um ano para não levantar suspeitas. No elenco estão Grande Otelo e Reginaldo Faria.

O Trem / The Train (1964): O coronel Von Waldhiem (Paul Scofield) coloca uma coleção de quadros em um trem rumo a Berlim. O inspetor-chefe da estação, Paul Labiche (Burt Lancaster), depois de uma série de problemas, é encarregado de conduzir o veículo até a Alemanha, que está sendo bombardeada pelos Aliados.
O Expresso de Von Ryan / Von Ryan’s Express (1965): Novamente tendo como plano de fundo a Alemanha da Segunda Guerra, desta vez quem está às voltas com um trem é Frank Sinatra que, após ser feito prisioneiro em um campo de concentração, deve pegar um comboio tendo como destino a Suíça, país neutro onde ele e outros cativos estarão a salvo.

Trens estreitamente vigiados (1967): Durante a Segunda Guerra, a Tchecoslováquia foi ocupada pelos alemães. É nesse cenário que um jovem, seguindo os passos do pai, decide ser ferroviário. Durante seu trabalho ele divaga, observa as pessoas, deseja ardentemente se envolver em um relacionamento e vive a conturbada época bélica.

O Trem (1973): Julien (Jean-Louis Trintignant) foge da invasão alemã no leste europeu via trem. Ele, que vai no vagão de carga, é separado da mulher e da filha, que viajam no vagão de passageiros. Durante o trajeto ele conhece a alemã Anna Kupfer (Romy Schneider), por quem se apaixona.

Assassinato no Expresso do Oriente / Murder on the Orient Express (1974): Na noite em que um trem para durante uma nevasca, ocorre um misterioso assassinato. Felizmente, o famoso detetive Poirot (Albert Finney) está a bordo e tem como complicada missão desvendar esse crime, em que todos os passageiros passam a ser suspeitos.

Thomas, o trem
Um Amigo Inesperado / After Thomas (2006): O menino Kyle é portador de uma forma grave de autismo. Para melhorar, sua avó sugere que ele tenha um bichinho. É aí que surge o labrador Thomas, batizado com o nome de um personagem de desenho animado que é um trenzinho.
Thomas, o cão
A invenção de Hugo Cabret / Hugo (2011): O órfão Hugo (Asa Butterfield) mora em uma estação de trens na Paris dos anos 1930. Ele acerta os relógios do local e, secretamente, tenta montar um autômato deixado pelo pai. Através deste objeto ele terá contato com uma lenda do cinema, o brilhante Georges Méliès (Ben Kingsley), que, contudo, não fazia filmes com trens.

Há uma infinidade de filmes com trens. Aqui foram listados só alguns, sendo que ficaram de fora as inúmeras películas em que alguém chega ou parte no trem, ou mesmo é esmagado por uma locomotiva. Chegamos à estação final. Espero que tenham gostado da viagem e me despeço com Judy Garland cantando enquanto embarca, claro, num trem.

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